Pela experiência e conhecimento que tenho do circuito europeu, posso afiançar a quem quiser ouvir, que a temporada europeia ainda não entrou em seu ritmo normal, mas já volta a desenhar, como em temporadas anteriores, aquele MESMO perfil genético de alta competitividade necessário para sobreviver com sucesso, na mais alta escala de classe: as provas de grupo.
Para se ter uma ideia, foram disputadas até o presente momento, 34 provas graduadas. Treze na França, onze na Inglaterra, quatro na Itália, três na Irlanda e três na Alemanha Destas, 34 carreiras, nada menos que 27 vieram a ser vencidas por elementos portadores de pelo menos uma duplicação em seu pedigree. Isto representa 79,41%. Destes, são 20 os que tem pelo menos duas duplicações e oito, com um mínimo de três. E completando este quadro, duas com no mínimo quatro e uma com seis. Observem o pedigree de Orpello. É espantoso.
O que me chama mais atenção, é que quase 60% dos ganhadores possuem um número superior a apenas uma duplicação e que 24 (70,58%) dos ganhadores tenham pelo menos uma duplicação em Northern Dancer ou descendentes do mesmo. E completando este perfil, 10 (29,41%), possuem duplicações em fêmeas. Isto demonstram tendências, que para estudiosos como eu, estão fortalecendo-se, já que crescem a cada ano, a quem abrir a mente e pesquisar.
Em relação as linhas maternas, sete são aquelas que já possuem dois individuais ganhadores, e por estas coincidências, que a meu ver, de coincidência não possuem absolutamente nada, todas, sem exceção estão dentro daquele grupo que rotulo como as "18 ou 20", que toda temporada se apresentam como as que mais individuais ganhadores de grupo possuem. Os correntistas e patrocinadores deste blog, pelas informações adicionais que recebem semanalmente, podem, em questão de segundos, constatar estes fatos. Torne-se um, e terá a mesma chance.
Quatro são os reprodutores - Dubai Destination, Dubawi, Invincible Spirit e Monsun -, que demonstraram a capacidade até aqui, de gerar a dois individuais ganhadores de grupo. Assim como são também quatro - Danehill, Darshaan, Green Desert e Indian Ridge -, os avôs maternos que demonstraram a capacidade de ter suas filhas produzido dois individuais ganhadores de grupo nesta temporada. A exceção de Dubai Destination, diria que os demais sete citados, podem ser considerados consagrados em suas respectivas funções pelo que têm mostrado nas mais recentes temporadas disputadas.
Em termos de tribos, o de sempre. Monsun levando nas costas o pesado fardo de manter viva a rama Blandford, com dois vencedores e Ahonoora, fazendo o mesmo em relação a Tourbillon, com apenas um vencedor. Não mais Hyperions, Hurry Ons ou quiça, The Tetrarchs e Son-in-Laws. Dizimaram-se na poeira da vida. O resto é Phalaris, sendo 24 via seu filho Pharos e seis via seu outro filho Sickle, distribuídos da seguinte forma: 19 Nearctics, três Nasrullahs e um Royal Charger. Quem quiser ficar chupando o mindinho, que tente algo distinto...
A criação que continua imperando no circuito europeu é a irlandesa, com 15 (45,45%) ganhadores, contra sete nascidos na Inglaterra, cinco na França, quatro na Alemanha e dois na Itália. O que chama uma abismal atenção, é o singular fato, de até agora, nenhum elemento nascido nos Estados Unidos, ter ganho uma prova de grupo na temporada. É o preço pago pelo uso excessivo de Seattle Slews, Deputy Ministers e La Troiennes...
Lembro-me de numa oportunidade, quando visitava a um haras que na época prestava serviços, um de seus proprietários me dizer que ninguém sabe o que pode vir a acontecer em termos de linhas e cruzamentos no turfe. Parte verdade. Mas eu acrescentaria que não é uma resposta vinda das profundezas do oceano, ou do infinito do céu sobre nossas cabeças, que poderá desvendar estes mistérios de tamanha complexidade que a genética arma para nós. A única forma de percentualmente aumentar as suas chances de sucesso, são seguir dentro de suas possibilidades, os números, as linhas classicamente atuantes, sejam elas maternas ou paternas, copiar estruturas genéticas que estão provando ter afinidades e outros pequenos detalhes que podem lhe trazer, quando estudadas e analisadas de uma forma fria, profissional e direta, alguma luz, no fundo to túnel. Negar a existência do túnel, é a saída daqueles que não tem a capacidade de crescer na atividade e passam a trata-la como um jogo de azar. Como provar o que digo? De uma forma simples e direta. Afinal, até que provem ao contrário, do cruzamento de um japonês com um ariano, não há de nascer um negro retinto.
No mais, diria que a Europa é excessivamente severa e punitiva para com aqueles que não tentam seguir o perfil por ela exigido, para se chegar aos patamares mais altos de classicismo. Não existem muitas escapatórias. Afinal, os de maior poderio locomotor, são obrigados a se enfrentar constantemente, já que não existe, como nos Estados Unidos, muitas opções de escape, fora do circuito principal, para se ganhar dinheiro e muito menos glórias. E partindo-se do principio que o que é bom para a Europa, é luxo para os demais continentes, afirmo sem receio de estar exagerando na dose, que quem fugir a este perfil, e tentar criar parâmetros próprios para si, estará dando uma oportunidade imensa, a aqueles que se mantém fieis ao mesmo. Ou está tentando ser transformar no novo gênio da lâmpada.
SE VOCÊ NÃO GOSTA DE TURFE, PROCURE OUTRO BLOG. A IDÉIA AQUI NÃO É A DE SE LAVAR A ROUPA SUJA E FAZER POLITICA TURFISTICA. A IDÉIA AQUI É DE SE DISCUTIR TEORIAS QUE POSSAM MELHORAR A CRIAÇÃO E O DESEMPENHO DO CAVALO DE CORRIDA. ESTAMOS ABERTOS AS CRITICAS E AS TEORIAS QUE QUALQUER UM POSSA TER. ENTRE EM NOSSA AERONAVE, APERTEM OS CINTOS E VISITEM CONOSCO, O INCRIVEL MUNDO DO CAVALO DE CORRIDA, ONDE QUERENDO OU NÃO, TUDO É PRETO NO BRANCO!
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