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sexta-feira, 24 de maio de 2013

PEQUENO PAPO DE BOTEQUIM: ESTA TAL DE SEGUNDA FEIRA - 2º PARTE


Vamos raciocinar juntos, pois, raciocinar é sempre salutar, e juntos torna a coisa mais democrática. Houveram no Brasil, alguns cavalos aqui nascidos, que ganharam importantes carreiras e depois, mesmo pouco aproveitados, podem ser considerados como importantes em nosso cenário criatório, pelo que produziram. Inicio o raciocínio a partir dos anos 50. A década em que nasci.

Enumero-os aqueles treze - para muitos o número da sorte, para outros do azar - que me parecem de maior relevância dentro do quadro de criação de cavalos de corrida no território brasileiro, da seguinte forma, por ano de nascimento, isto é, sem a mínima preocupação se este foi melhor, igual ou pior do que aquele: 

Quiproquó (1950) - The Phoenix (GB) e Blue Grass (GB)
Adil (1951) - Epigram (GB) e Candid Lover (GB)
Xaveco (1955) - Sayani (FR) e Rousette (GB) 
Emerson (1958) - Coaraze (FR) e Empenosa (ARG)
Zenabre (1961) - Pharas (FR) e Remington (BRZ)
   Pharos 3x3x5
Sabinus (1964) - Hyperio (BRZ) e Truite (FR)
  Gainsborough 5x5
Giant (1964) - Cigal (GB) e Unista (BRZ)
  Pharos 3x3, Blenhein 4x5, Blandford 5x4 e Swynford 5x5
Clackson (1976) - I Say (GB) e Quarana (BRZ)
   Pharos 4x4
Dark Brown (1976) - Tumble Lark (USA) e Nogueira (ARG)
Itajara (1983) - Felicito (FR) e Apple Honey (BRZ)
   Hyperio 4x5 e Brantome 5x5
Romarin (1990) - Itajara (BRZ) e Salluca (IRE)
   Nearco 5x5
Mensageiro Alado (1991) - Ghadeer (FR) e Key to the Edge (USA)
Redattore (1995) - Roi Normand (USA) e Political Intrigue (CAN)

Nota-se que apenas seis dos mesmos, possuem pelo menos um de seus pais nascido no Brasil. Creio eu, que o percentual de 46,15% seja pelo menos aceitável. Não existe, até o presente momento, aquele que tenha seus dois pais brasileiros. Logo, não conseguimos até o presente momento formar um reprodutor genuinamente nacional. Aquele com pai e mãe nascidos no Brasil. Desculpem, mas isto, não é uma mera opinião. Trata-se de um fato consumado em 60 anos de universo de pesquisa.

Apenas dois são filhos de cavalos nacionais e todos estes seis, coincidentemente ou não, possuem em seus pedigrees, até a quinta geração, pelo menos uma duplicação de um nome. O que nos pode fazer crer, que para que um elemento brasileiro, seja pelo menos razoavelmente bem sucedido na reprodução no Brasil, em que em sua primeira linha genética, haja um elemento nacional, obrigatoriamente o pedigree tenha que estar reforçado da duplicação de um grande chefe de raça. Isto é outro dado que não pode ser apenas visto como opinião, pois, até aqui trata-se de um fato, consubstanciado em um percentual de 100%.

Ai fica a primeira pergunta: a atual fragilidade de nossa genética, permite que possamos a nos dar ao luxo de nos utilizar de um reprodutor genuinamente nacional, isto é com pai e mãe aqui nascidos? Principalmente agora, que os shuttle estão nos permitindo que animais nunca aqui aportados, até então, estarem chegando com uma maior frequência? Diria que seja algo, a se pensar. Estaria esta pouca afluência de elementos nacionais as listas dos principais garanhões, intimamente relacionada a situação anterior de medicação existente, já que segundo o conceituado Dr. Alceu de Ataide, apenas agora estamos entrando em um estágio de medicação-free?

Hoje vejo Redattore com um reprodutor que tem tudo para marcar a nossa criação de uma forma significativa que apenas Clackson o fez, até o presente momento. Embora, há de se convir, que mesmo sendo o fenômeno reprodutivo que foi, nosso bravo alazão não tenha conseguido fazer um filho macho sequer, bem sucedido em nosso criatorio. Mas não vejo nisto pecado algum, pois em 60 anos, ninguém conseguiu ser a exceção à uma regra, exceptuando-se talvez Itajara - por muitos considerado o maior três anos de nossa história -  que ao menos o fez, mesmo assim, com apenas um filho, em uma situação também particular: quando aportou em São Paulo.  E o importado no ventre Hyperio, que nem bom reprodutor o foi, mas o suficiente para gerar a Sabinus.

Sempre acreditei que o homem é produto de seu meio. E no caso de reprodutores, acho que a coisa funciona da mesma forma. Romarin, passou a ser o que foi, tão somente quando integrou-se ao mercado de criação paulista. Será que acontecerá o mesmo com Redattore, que terá sua primeira geração nascida e criada em Bagé, no ano próximo? Acredito que sim.

Redattore terá a partir de 2014 o seu grande ano. Sua vinda para Bagé, evidenciou poder ele ter todas as suas qualidades, agora, definitivamente "exoneradas", em um bom sentido. Sua produção 2011 e 2012 é simplesmente de arrepiar. Você os reconhece no campo ou na cocheira com um simples passar de olhos. São de uma expressão distinta, que me faz crer que irão respirar um ar diferente, nos 200 metros finais das pistas de Rio e São Paulo. Certo que sua produção terá a nada simples tarefa, de enfrentar aos filhos de Elusive Quality, Roderic O'Connor, Holy Roman Emperor, Rock of Gibraltar e outros que aqui aportaram recentemente. Mas não creio, que pelo que tenho examinado, isto irá fazer alguma diferença. espero apenas que Redattore possa completar o trabalho que Clackson o fez, com uma melhora: a de poder criar, pela primeira vez em nossa história, uma raça genuinamente nacional.