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HARAS ERALDO PALMERINI a casa de Lionel the Best (foto de Paula Bezerra Jr), Jet Lag, Estupenda de Mais, Hotaru, etc...

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quinta-feira, 9 de maio de 2013

PEQUENO PAPO DE BOTEQUIM: OS DEFLAGRADORES DE INCÊNDIOS


Sempre achei o passado importante e nunca tentei mumifica-lo, embora exista muito profissional neste mercado, que por total desconhecimento, tem como única chance assim o fazê-lo, mantendo apenas em sua lembrança, quando muito, o mais próximo. Aquele que viveu. Digo e repito, não se chega a lugar nenhum no presente, sem o pleno conhecimento e entendimento do por que as coisas aconteceram no passado. E o presente de hoje, um dia será passado em um futuro próximo. E você precisara dele, para repetir seus acertos e corrigir seus êrros.

Não me importo que as hienas deste mercado, estrebuchem e uivem, que The Tetrarch, Teddy, Hyperion e Tourbillon, não devam sequer ser citados, pois, hoje, pouco ou nada aparecem nos pedigrees clássicos modernos. Sei, que a virulência dos mesmos é decorrente do fato de muitos destes profissionais, nem saberem as pelagens que estes quatro chefes de raça tinham. O que me preocupa é aquele que sabe e mesmo assim, nega. Este é o real perigo que nos cerca.

Primeiramente diria, que se estes grandes chefes de raça, um dia dominaram, e hoje estão desaparecidos, é por que houve uma razão. Não seria importante, entende-la, para se evitar que um dia o mesmo venha a acontecer com Northern Dancer e Mr. Prospector? Por isto o medo que tenho, deste segundo grupo de profissionais, ou mesmo palpiteiros, que acompanharam estas mudanças no mercado criatorio de cavalos de corrida mundial, e que se recusam terminantemente a entende-las, ou mesmo tentar explica-las. Simplesmente as apagam.

Já disse isto aqui uma vez. O mais perigoso entre os deste grupo, é aquele que sabe deflagrar uma catástrofe e depois que a coisa pega vulto, sabe administra-la, dependendo de seu arbítrio, o aumento ou não do tamanho da mesma. Os mais perigosas, são aqueles que mesmo no cessar aparente das chamas, as mantém brandas, para com a mudança do vento, o incêndio possa novamente romper as fronteiras de contenção. Tenho total asco para com estes "deflagadores" de incêndios. Lembram-me os Borgias...

Por vários e-mails recebidos, foi a mim pedido para dar minha opinião sobre o caso Al Zarooni. Contive-me, pois, não acredito que se deva discutir fraturas expostas. Coloca-se o osso no lugar e espera-se que a perna volte a funcionar bem. Afinal existem médicos especializados para isto. Este sempre foi o meu lema. Outrossim, sempre que leio sobre esta história de que a medicação no mercado norte-americano não é coibida da forma que deveria ser, me parece, além de fraca sustentação, altamente tendenciosa, para interesses próprios. Soa para mim, como uma tentativa de vender outro peixe, de um oceano sem poluição. A este grupo de polemistas, afirmo: não existe mar ou rio que não tenha seu grau de poluição.

O que posso adiantar, é que aqui, nos Estados Unidos, o controle é forte, principalmente nos hipódromos que fazem a diferença. Se não o é em Tampa, Golden Gate ou Charlestown, paciência, afinal, não é lá que deveriam ser escolhidos os reprodutores que poderão erigir o futuro de sua criação. Mas agora, que dois casos em Newmarket, eclodiram, e um diretamente ligado ao maior proprietário e criador da estratosfera, pergunto: não deveríamos mais importar reprodutores que ficaram estacionados em Newmarket? Penso de ser de uma "cretinisse", absurda, galopante.

Pois bem, a coisa fedeu no caso Al Zarooni, um dos exclusivos do criador e proprietário, que mais fornece anualmente, reprodutores em shuttle para o mundo inteiro, inclusive para nós. Estaria então o mundo fadado ao fracasso? Seria esta a razão dos filhos de Kings Best serem um fracasso na Argentina, e na França e na Inglaterra ganharem, as principais provas do circuito? Non sense, mas é o que estes polemistas apregoariam, se o caso houvesse acontecido com Phipps, nos Estados Unidos.

Não sou contra ou a favor, dos rumores, que por exemplo aqui circulam, que os elementos treinados em Ballydoyle, por Aidan O'Brien, quando baixam em Belmont, Santa Anita, Keeneland, ou Saratoga, não conseguem reeditar as apresentações, que tanto encantam o mundo, quando levadas a efeito na Europa. Imediatamente os defensores, levantam a tese das curvas fechadas, das retas curtas e o simples fato a grama aqui ser distinta. Mas imaginem se houvessem elementos, como o do grupo de polemistas, acima citado, lembrando, que em hipódromos de menor padrão como os de Baltimore e outros, eles vão lá e ganham. Será que lá as retas são maiores, as curvas menos fechadas e a grama similar a européia? Garanto que não e assim poder-se-ía, levantar-se a suspeita que estes hipódromos talvez fossem mais condescendentes em relação a medicação. 

Quero deixar uma coisa clara. Aquele cavalo que vive de medicação, ganha uma ou duas provas em sequência, ai fracassa e nunca mais volta a ser o mesmo. Não conhecemos muitos casos como estes no Brasil? para o profissional experiente e conhecedores de séries histórias, fica muito fácil detecta-los, assim como os profissionais responsáveis pelo citado cometa. Minha lei, aquela que diz que uma vez pode ser sorte, duas coincidência e três é por que você sabe o caminho, pode muito bem ser aplicada em relação a cavalos que vivem da medicação. Pois a maioria deles, perde a noção do caminho, já na terceira.

Vamos conhecer o passado - ou utilizarmo-nos de alguém que o conhece - e deste passado tirar ensinamentos daquilo que ele possa estar pronto a nos ensinar. Vamos selecionar um animal, analisando-se suas corridas, a forma como se comportou nelas e quem foram seus adversários. Independentemente se elas foram disputadas em Saratoga ou Newmarket. E ai, só depois disto, estaremos aptos a colocar tudo numa peneira. E para aqueles que sabem separar o joio do trigo, garanto, que as respostas luzirão de uma forma firme. Para os Bórgias, estará quase sempre reservado, o fogo do inferno.