Renato,
O que você acha de um cavalo que mesmo não tenho ganho uma importante prova de grupo, tenha se colocado em outras importantes e ganhas por grandes cavalos? Ele deve ter chance na reprodução?
Montenegro
Caro Carlos,
Está na hora de se colocar certos pingos nos is. Sexta-feira, tive o ensejo de publicar um artigo, sobre um dos cavalos que mais me impressionou em pista, Shergar. Mas ele não apenas me impressionou. Ele era de uma superioridade brutal. Tanto assim, que se eu dia, for impelido a elaborar uma lista dos melhores cavalos que vi correr na Europa, ele estaria certamente nela, como Frankel, Dancing Brave, Nashwan, Kris, Dayjur, Zarkava, Sea the Stars e tantos outros.
Pois bem, minha vó Adelina tinha aquele ditado, diz-me com quem andas e eu te direi quem és. Acho este ditado certo, ou melhor quase certo em se tratando de cavalos de corrida, pois, sempre existirá o caso daquele cavalo muito superior, enfrentando uma turma fraca. E o ano de Shergar pode ser visto como um deles. Que ele seria superior, em outras turmas, de outros anos, não tenho a menor dúvida. Mas talvez não tão superior, como o foram Dancing Brave e Nashwan, nas suas.
A vitória de Shergar no Derby, foi para mim, a maior demonstração de superioridade dada por um cavalo de corrida, em uma carreira de alta competitividade. Acho difícil, que em meu período de vida, irei ter a oportunidade de assistir a outra. Outrossim, sua vitória seguinte, o Irish Derby de The Curragh, esta inclusive nas mãos de Lester Piggot, - que substituía a seu piloto usual - não pode ser considerada tão impressionante. Naquela oportunidade ele bateu a dois cavalos que vieram um dia aportar no Brasil: Cut Above e Dance Bid.
Penso até que estes dois citados, poderiam ser cavalos apenas poucas libras abaixo de Glint of Gold, que secundou Shergar no Derby e de Madam Gay que foi segunda para ele no King George, mas que só ganhou uma corrida em sua vida, mesmo levando-se em consideração que esta corrida tenha sido o Prix de Diane. Mas diria, que tanto Dance Bid como Cut Above, eram melhores cavalos que Scintillating Air, terceiro no Derby e que Fingals Cave, terceiro no King George. Outrossim, nenhum dos elementos citados, foi aquilo que poderíamos conceituar com um garanhões producentes. O que me faz crer, que Shergar era um extra-serie, todavia a companhia em que militou não era das melhores.
De modo algum, isto inviabiliza a veracidade do ditado de Adelina, mas certamente o minimiza. Talvez, a geração de Shergar seja a exceção a regra, e isto é que tem que ser levado em consideração, quando um reprodutor que não ganhou nenhuma prova de vulto, é analisado, pelas corridas que perdeu, mesmo para um grande cavalo como Shergar.
Acredito que possa estar falando com algum conhecimento de causa, pois, fui o responsável pela vinda de Dance Bid para o Brasil. Tratava-se de um Northern Dancer, ganhador de grupo 3 na Irlanda, num dos melhores veios da 13-c, já que sua quarta mãe além de ser uma matriarca era irmã materna de Mr. Prospector, e que havia chegado terceiro para o grande Shergar, no segundo mais importante derby europeu. Mas ele não pode ser considerado algo que aqui no Brasil, um garanhão que tenha deixado saudades. Produziu a apenas três ganhadores de grupo, dois dos quais, verdadeiras máquinas de correr - Keith Richards e Mr. Fritz -, outrossim o último com uma égua, coincidentemente por mim selecionada e trazida, que está entre as poucas no Brasil que produziram a três individuais ganhadores de grupo, Miss Fritchie, uma Hoist the Flag, adquirida no dispersal de Nelson Bunker Hunt.
Miss Fritchie, é responsável ainda pelo terceiro ganhador de grupo filho de Dance Bid, Miss Dance. Mesmo assim ele foi melhor que Cut Above, que confesso não ter em mente, um filho seu que sequer que tenha ganho uma prova de grupo aqui no Brasil, ou em qualquer lugar do globo terrestre.
Logo, meu caro Montenegro, cada caso, é um caso.
Espero que isto tenha respondido sua dúvida
Renato
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