Tem assuntos tão importantes que não deveriam ser tratados em um botequim e muito menos em outro dia que não fosse o domingo. Aqui vai um deles. Só que na segunda.
Quando outro dia escrevi, sobre a tendência maior existente hoje, em trazer cruzamentos de certos cavalos a ter imbreeds mais cerca dos principais ancestrais, - pais e mães - penso que alguém pode ter ficado vexado. Afinal isto é muito comum, quando existe uma certa ignorância sobre o assunto. Seja ele qual for. Não importa, afinal a volta aos tempos de Marcel Boussac parece para a grande maioria, um verdadeiro retrocesso genético. Desculpem-me, os que assim o pensam, mas não é. Muito pelo contrário. Retrocesso para mim, é por exemplo submeter nossos cavalos, a correr um Latino Americano no Peru, nas condições de transporte a que ele são obrigados a se submeter ou mesmo trazer cavalos sem velocidade, pelo simples fato deles num dia, terem ganho uma importante carreira seja na Europa, ou mesmo nos Estados Unidos.
Não podemos ficar fechados a ciência, suas teorias, hipóteses e principalmente aos fatos que a corroboram e fixarmo-nos, tão somente, em dogmas, que nos mantém estagnados no tempo e no espaço. Vou tentar explicar. A principal divergência entre a ciência e a religião é o fato da ciência não ter verdades absolutas como na religião. Tudo é questionável. Outrossim, na ciência, infelizmente, não existe gente que abre passagem em oceanos, outros que fazem cair peixes do céu e muito menos, cegos que de uma hora passam a ver ou seres humanos criados do barro ou de uma costela. E vejam que estes milagres, são pregados a milênios e considerados verdades absolutas para a grande maioria da humanidade. Como muitas vezes o são no turfe brasileiro, em relação a seus dogmas. Mas querendo ou não, são peças de efeito.
A teoria cientifica, em qualquer setor, é chata, não tem efeitos especiais e ainda por cima, está permeada em dúvidas e possibilidades. E isto para muitos parece maçante.
O que poder-se-ia definir como teoria? Para mim, trata-se de um corpo de conhecimentos lógicamente concatenados, sujeitos a variáveis de todos os tipos, que tenta explicar o por que de algo. O que seria então a hipótese? Um fragmento desta teoria que tenta prever algo do qual você ainda não tem conhecimento ou total certeza e supõe por experiência, que possa chegar a alguma conclusão. Como então transformar esta hipótese, em algo confiável e mais plausível de discernimento? Diria eu, que a correta analise destas hipóteses dentro de uma teoria, cristaliza-se naquilo que rotulo de fato. E o que seria então um fato? Algo que não pode ser considerado apenas como uma opinião. Diria ser algo mais contundente. Algo irrefutável, apenas negado por senhores como o senhor LuiZ e congêneres Afinal o fato é algo tão evidente e corroborado por tantas evidencias independentes e fidedignas, que qualquer resistência a aceitação dos mesmos, é uma prova de burrice, demência ou simplesmente má fe.
Vejam o que acaba de acontecer este fim de semana pelo mundo. Primeiramente sábado, em um dos principais hipódromos da Austrália, que como é de conhecimento público, é um pais cheio de cangurus, mas que tem o melhor turfe de nosso hemisfério, e considerado por mim e diria até que por muitos, como de primeiro mundo. Superior até ao da Itália.
Lembrem que estamos falando de sete carreiras de grupo, disputadas em uma mesma tarde e em um mesmo hipódromo. Assim sendo, coincidências, não seriam muito usuais de serem reconhecidas, a não ser que estas fossem algo bem mais significativo: mais precisamente aquilo que chamo de dominância.
Pois bem, dentro do manancial de teorias existentes nesta ciência chamada criação de cavalos de corrida, existem algumas hipóteses, cujos fatos acontecidos em pistas, me fazem crer tratar-se realmente de fatos. O mais abrangente é o que versa sobre imbreeds. A seguir a conjunção de imbreeds em Northern Dancer e Mr. Prospector ou Buckpasser. Terceiro a maior proximidade que os imbreeds em Northern Dancer, seu filho Danzig e seu neto Danehill estão sendo levados a efeito com bons resultados em pista. E quarto as duplicações em matriarcas. Isto sem falar na utilização de linhas maternas que estejam demonstrando qualidade recente na transmissão de classe à sua descendência.
Mas voltemos aos trilhos, neste sábado Dos ganhadores destas sete provas de grupo em Randwick, eis seis dos mesmos:
Appearance - Natalma 5x5x5x6, Danzig 3x4 e Northern Dancer 4x5x5
Believe Yourself - Roll 4x4, Northern Dancer 5x4 e Mr. Prospector 5x5x5x4
Dissident - Almahmoud 6x6, Northern Dancer 4x5x5x5, Halo 5x4 e Bold Ruler 5x5
Pheidon - Natalma 5x5x6x5, Almahmoud 6x6x6x6, Northern Dancer 4x5x4 e Nijinsky 4x5
Valentia - Natalma 5x6x5x5, Northern Dancer 4x5x4 e Danzig 3x3
Villa Verde - Rory's Rocket 4x3 e Northern Dancer 5x5x4
Seria licito de se afirmar que algo está sendo feito na terra dos aussis? Seria apenas coincidência estas estruturas genéticas, serem responsáveis por seis (87%) dos ganhadores? Desculpem, mas é coincidência demais para se engolir e passar adiante.
Duas provas foram disputadas no Domingo em Hong Kong. Ambas de graduação máxima e vejam quem foram os seus vencedores:
Designs on Rome - Natalma 5x5x5x5, Northern Dancer 4x4x4, Ribot 5x5 e Nasrullah 5x5
Gold-Fun - Northern Dancer 4x4 e Buckpasser 5x4
Vamos dar uma olhada agora em Oakland Park onde três provas de grupo vieram a ser disputadas no sábado:
Hoppertunity - Northern Dancer 5x5x4 e Danzig 5x3
Close Hatches - Northern Dancer 5x4 e Mr. Prospector 5x5
Golden Lad - Somethingroyal 6x6, Northern Dancer 4x5 e Tom Fool (pai de Buckpasser 5x5)
E vamos a seguir ao outro lado do mundo e descobriremos que na corrida deste domingo em Mumbai, na Índia, aquela que definiria a liderança entre os potros, o ganhador foi:
Quasar - Northern Dancer 4x5 e Mr. Prospector 4x5.
E os exemplos se multiplicam, dia após dia, no mais alto escalão de prova de classicismo, o que me faz deduzir, tratarem-se de fatos, que certamente corroboram hipóteses, sobre certas teorias, que mantenho como básicas quando no catálogo seleciono os lotes que irei inspecionar.
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