Close your eyes when you don't want to see
Stay at home when you don't want to go
Only speak to those who will agree
Yeah, and close your mind when you don't want to know
You have lost you innocence somehow
But everybody loves you now
Já confessei aqui, minha escandalosa admiração por Billy Joel. Nesta letra ele define bem como se fazer amado. Basta falar bem de todo mundo, evitar atritos e no final todos o amarão. Mas infelizmente quando se discute no mercado de corridas de cavalos, fatos, nem sempre eles são aquilo, que as pessoas estão acostumadas e gostam de ouvir.
Quando um dia escrevi, sobre a tendência maior existente hoje, em trazer cruzamentos de certos cavalos a ter imbreeds mais cerca dos principais ancestrais, - pais e mães - penso que alguém pode ter ficado vexado. Afinal isto é muito comum, quando existe uma certa ignorância sobre o assunto. Seja ele qual for. Não importa, afinal a volta aos tempos de Marcel Boussac parece para a grande maioria, um verdadeiro retrocesso genético. Desculpem-me, os que assim o pensam, mas não é. Muito pelo contrário. Retrocesso para mim, é por exemplo submeter nossos cavalos, a correr um Latino Americano no Peru, nas condições de transporte a que ele são obrigados a se submeter ou mesmo trazer cavalos sem velocidade, pelo simples fato deles num dia, terem ganho uma importante carreira seja na Europa, ou mesmo nos Estados Unidos.
Não podemos ficar fechados a ciência, suas teorias, hipóteses e principalmente aos fatos que a corroboram e fixarmo-nos, tão somente, em dogmas, que nos mantém estagnados no tempo e no espaço. Vou tentar explicar. A principal divergência entre a ciência e a religião é o fato da ciência não ter verdades absolutas como na religião. Tudo é questionável. Outrossim, na ciência, infelizmente, não existe gente que abre passagem em oceanos, outros que fazem cair peixes do céu e muito menos, cegos que de uma hora passam a ver ou seres humanos criados do barro ou de uma costela. E vejam que estes milagres, são pregados a milênios e considerados verdades absolutas para a grande maioria da humanidade. Como muitas vezes o são no turfe brasileiro, em relação a seus dogmas. Mas querendo ou não, são peças de efeito.
A teoria cientifica, em qualquer setor, é chata, não tem efeitos especiais e ainda por cima, está permeada em dúvidas e possibilidades. E isto para muitos parece maçante. Mas não o era para Tesio que com a idade de 29 anos, e parcos investimentos, criou cavalos que hoje são os responsáveis por mais de 70% dos cavalos que hoje estão em atividade pelo mundo.
Embora muita gente acredite, não foi Tesio que deu inicio a criação italiana. Ele foi apenas que a colocou definitivamente no mapa.
O turfe moderno italiano teve seu inicio em 1837 com corridas em Naples e Florence, mas apenas em 1868 veio a ser formada a Lombard Society for Horse Racing em Seragno, nas cercanias de Milão. Com o Derby inaugurado em Roma em Abril de 1884, as coisas começaram a tomar o rumo normal.
Diria que Odoardo Ginistrelli possa ser visto como o primeiro fator de impulsão do turfe italiano. Ao transferir-se para Newmarket, ele trouxe para a Inglaterra, a italiana Star of Portini, que havia sido excelente corredora e por isto ela teve acesso a um serviço de St. Simon. Deste cruzamento nasceu Signorina, que venceu suas nove primeiras carreiras aos 2 anos, entre as quais o Middle Park Stakes. Aos três anos foi segunda no Oaks para Memoir e posteriormente coberta por Chaleureux gerou a ganhadora do Derby, Signorinetta, que a seguir ainda veio a ganhar o Oaks. Levada a reprodução, Signorietta produziu a Signorino.
Sinorino, era um cavalo de corrida de primeiro nivel, pertencente a uma geração escepcional. Foi terceiro para Jardy no Middle Park Stakes. Foi segundo para Vedas nos 2,000 Guineos e terceiro para Cicero e Jardy, no Derby. Finda sua participação em pista ele foi adquirido por 3,000 Guineos pelo Count Scheibler, que agia em nome do Italian National Stud, e se tornou o primeiro grande reprodutor do élèvage italiano. Igualmente por este nobre senhor foi adquirida a potranca inédita Madree, uma criação de Edmond Blanc, que na Itália consagrou-se vencendo a primeira versão dos 1,000 Guineas, o Prêmio Regina Elena. Na reprodução, ela gerou a uma potranca por Spearmint, a quem foi dado o nome de Fausta, que selecionada e adquirida por Federico Tesio, ainda inédita, tornou-se o inicio de tudo, vencendo o derby Italiano e produzindo a seguir três grandes cavalos de corrida, Meissonier, Michelangelo e Mellozzo da Forli. todos filhos de Signorino.
Michellangelo é o pai de Navarro, que o tempo o fez ser conhecido como o pai de Tokamura. e a coisa foi indo, da maneira que deveria ser. Tesio venceu 21 derbies italianos e seus sucessores mais cinco versões desta prova. Gerou a Nearco e Ribot e hoje é considerado um dos maiores, se não o maior criador de cavalos de corrida do século passado. Outrossim, creio que Ginistrelli e Scheibler, devem ser considerados, parte da feitura do turfe italiano.
E termino esta nota ressaltando:
Não feche os olhos quando não quiser ver
Não fique em casa, quando não quiser ir
Não fale apenas com aqueles que vão aceitar
e não feche a sua mente quando não quiser saber
Caso contrario você de alguma maneira perderá sua inocência
e embora todos o possam amar
você não ganhará as carreiras que deveria ganhar.