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segunda-feira, 7 de abril de 2014

PAPO DE BOTEQUIM: QUANDO OS PATROCINADORES VÃO CHEGAR?

Preocupa-me muito grandes eventos organizados na América do Sul. Vide a OSAF na recente disputa do GP. Latino Americano no Peru, a Comebol em toda e qualquer Libertadores e o governo brasileiro na organização da Copa do Mundo. Todos se excedendo em atos falhos. No que mais nos interessa, o que aconteceu no Peru, em minha opinião não deveria ter acontecido. Poderia ser tranquilamente evitado, com um mínimo de organização e policiamento. As condições a que nossos cavalos e dos demais visitantes, foram obrigados a passar, não tem desculpa. O que queriam os organizadores? Facilitar as coisas para o Peru? Se esta é a intenção, funcionou, pois, os elementos daquele pais, dominaram aquela determinada carreira, como sempre o fizeram quando as mesmas são disputadas em Monterrico. No Latino, normalmente como na libertadores, ganha o time da casa. A não ser na Argentina e no Brasil, onde todos têm chances. O que se sucedeu nesta última disputa, poderia sugerir para muitos, principalmente aos marinheiros de primeira viagem, uma espécie de dominância continental peruana Mas como, se fora de nossas fronteiras continentais, não consigo vislumbrar, um cavalo peruano, exercer qualquer importância? Tirando os argentinos, brasileiros e cada dia menos os chilenos,  necessariamente nesta ordem, não existe, nos Estados Unidos, na África do Sul, ou mesmo em Singapura ou Hong Kong, vitórias sul-americanas de vulto, que não sejam de nascidos, nos três países citados. Mesmo o Uruguai, onde as coisas definitivamente se organizaram, quando pinta um elemento como Invasor ou mesmo um Brujo de Olleros, eles são oriundo de países vizinhos.

Mudando o foco, mas mantendo-se no assunto, diria que a premiação para o GP. São Paulo, deste ano, é fraca. Não a considero ridícula  pois, só quem tem dinheiro, sabe quanto ele custa. Digo fraca, no âmbito internacional, se levarmos em consideração a magnitude da prova. Ela é a segunda mais importante carreira de nosso calendário, possivelmente entre as dez mais importantes de nosso continente, e agrega em si, o que há de melhor em treinamento em nosso pais, no entorno da milha e meia gramática.

Mesmo o Festival de Dubai, onde o dinheiro não parece ser problema para a família Maktoun - problema para eles é ganhar as provas que gostariam de ganhar - hoje quem paga grande parte da festa, - se não a sua grande maioria - são os patrocinadores. Todos de altíssimo relevo. E por que? Por que trata-se de um evento que chama a atenção. Creio que o GP. São Paulo, pelo menos deveria chamar a atenção da grande população paulistana. A população de maior poder aquisitivo de nossa nação. Como um dia já o chamou, talvez naquela época pelas poucas opções de lazer, ou mesmo pelo charme social que ela emanava. Não deveria ser assim, afinal é ainda um dos poucos eventos esportivos brasileiros, até que me provem ao contrário, que congrega massas, e onde aqueles que participam como fans, não se matam dentro ou nas cercanias de onde ele é desenvolvido.

Qual é hoje o incentivo de se manter grandes cavalos em treinamento no Brasil se não houver uma remuneração a altura na premiação? Bal a Bali, parece que se foi. Loucura, seria deixar de vende-lo para aqui correr o São Paulo e o Brasil, e no encerrar da campanha, talvez o Pellegrini. O Alvaro Novis, não precisa do dinheiro, mas sabe que a ele, desaforos não devem ser feitos. Cavalos deste naipe, só permanecem no Brasil, por não passarem em exames de exportação, por demência passageira de seus responsáveis, ou simplesmente para o deleite pessoal.

Sei que é egoísmo de minha parte, mas Bal a Bali, como Much Better, Itajara e mais uma meia dúzia de outros, trazem público aos hipódromos. Mas a que custo à seus proprietários? E no caso dos machos, quando levados a reprodução, com que respeito são tratados pelos mais fortes criadores brasileiros? 

Estou indo ao Brasil esta semana, para ver um elemento que selecionei correr o São Paulo. Diferente de anos atrás que ia pelo espetáculo em si. E isto não me parece bom...e sempre que vou me pergunto: quando os patrocinadores vão chegar?