PENSANDO BEM,
ATÉ SER PRESIDENTE NO BRASIL,
É UM ATO DE SUPREMO SACRIFÍCIO.
Se não vejamos:
um deu um tiro no coração.
outro morreu falido em um quarto de hotel na Europa.
teve aquele que tomou um porre, bateu asas e voou.
seu vice foi convidado a sair pelas forças armadas.
21 anos de ditadura seguiram-se
ai na volta a democracia, o primeiro morre antes de assumir
um seguinte sofre um impeachment
Certo creio eu, estão a dona Dilma e o seu Lula, que resolveram acabar com o Brasil, antes que o Brasil acabe com eles!
Por que então as coisas deveriam dar certo no turfe brasileiro? Por milagre ou acaso do Espirito Santo?
Está certo que Deus um dia foi brasileiro, mas exigir dele que as coisas funcionem no Brasil, não seria pedir muito? Hoje Deus, prefere ser argentino. Imaginem, a que nível chegamos em seu conceito...
Sediaremos em 50 dias uma Copa do Mundo e em dois anos o Rio de Janeiro terá a sua olimpíada. O estado em que encontrei São Paulo e Rio de Janeiro, é simplesmente catastrófico. Está certo que sempre deixamos as coisas para última hora e no final tentamos enganar com nosso jogo de cintura. Mas acho que desta vez, pode não funcionar.
No Rio de Janeiro, em pleno centro da cidade e em sua mais importante avenida, pede-se encarecidamente para não se urinar nas bancas. Será muito pedir para não atentarem com outras evacuações fisiológicas? Está impossível trafegar e em São Paulo, lá só de helicóptero.
Hoje na chamada Cidade Maravilhosa, se você pegar um taxi, causa um cataclismo de vultuosas proporções, pois, imediatamente dez amarelinhos, partem ferozmente em sua direção na luta insana para chegar primeiro a sua frente. A única coisa boa, é que dentro do taxi, você descobre que o motorista ou foi o dentista de sua tia, ou o advogado de seu vizinho.
Ai tentei visitar minha mãe que mora na rua que vai dar em uma das subidas para os morros de comunidades - segundo a prefeitura - "pacificadas" e foi impossível. E estamos falando em Ipanema, não na baixada fluminense ou em Bangu 1. Na ex-estrelinha do mar, as comunidadee "pacificadas" do Pavão e Pavãozinho, botaram fogo em tudo, quase em frente da décima terceira, esta um distrito policial. E o governo não ajuda uma atividade como a nossa, que dá emprego a milhares de famílias, que não tem preparação para outras atividades. O que será de Rio de Janeiro e São Paulo, se todos estes vierem a ficar desempregados? Venderão flores? Distribuirão santinhos?
Culpa-se dirigentes do turfe. Eu prefiro dar a eles, meu crédito e dentro do possível meu apoio, pois, nas condições em que vivemos atualmente, o esforço de se levantar nosso mercado é simplesmente hercúleo. Temos o comércio mais caro do universo e penso que o custo de vida hoje, nas grandes cidades brasileiras, nada deve em relação a Tókio ou Londres. E mais barato - quase a metade - se comer um hamburger no McDonalds de Miami do que de São Paulo.
Logo, algo tem que ser feito. Mas como? Em minha opinião temos sim que nos unir e não nos dividirmos em diretorias de clubes, associações, ligas e clubinhos particulares. Precisamos ter, pela primeira vez na vida, uma unidade. Temos que conseguir patrocínio. Afinal nossos principais criadores e proprietários são gente de primeira linha que dominam outras áreas financeiras e de produção. Como algum não ter uma brilhante idéia?
Minha função é selecionar cavalos de corrida. Nunca tive sequer cacoete para dirigir um clube de jogo. E creio que se o exemplo não vier de cima, nunca ninguém em baixo irá aprender e melhorar. E o Planalto, não parece se preocupar com o que vem abaixo. Só com as eleições futuras.
As vésperas da segunda mais importante carreira de nossa atividade, peço perdão por reservar este espaço para desabafar e pedir mais união, afinal já estou velho demais para virar "pizzaiolo".
