QUE ACHEI O MEU CHÃO.
ISTO IMPLICARIA SER ELE
HALLANDALE BEACH NA FLÓRIDA?
DIRIA QUE
DIRIA QUE
NÃO NECESSARIAMENTE
O chão, a que me refiro, é estar morando e fazendo aquilo que lhe traga prazer. Seja aqui ou acolá. E me refiro a prazer espiritual. Aquele que faz você estar feliz consigo mesmo e apenas sua presença já basta. E quando você tem prazer, principalmente naquilo que faz, pode ser que até Tegucigalpa seja o seu chão.
Hoje me sinto uma ilha cercada de russos por todos os lados, pois, foram eles que adotaram esta região, ao norte de South Beach Miami, do qual Hallandale Beach faz parte. De Sunny Island a Hollywood, eles simplesmente dominam, numéricamente. E no compleXO formado pelos três edifícios do Beach Club, esta maioria é também facilmente notada.
O tempo lhe ensina que o russo é o brasileiro, que nasceu na Europa e por muito tempo se viu oprimido por um regime idiota, que não deu certo e que como era de se esperar, ruiu sem que uma contra revolução viesse a ser necessária. Como no Brasil, Gorbachev decretou da mesma forma que os generais, que a festa havia acabado. E o pais foi devolvido. E como nós, não se acertaram quando assumiram. Mas eles pelo menos, possuem uma história diferente da nossa. Eles cresceram dentro do sangue, da dramaticidade e da crensa que as minorias, não eram apenas abandonadas, como aqui, mas sim devidamente eliminadas. Arrancadas da face terrestre.
E mesmo sucesso não lhe dá nenhuma garantia de retorno. Em 1561, quando Ivan, aquele rotulado como o Terrível, extasiou-se com o produto final da catedral de San Basilio, ao invez de paramenizar seu arquiteto, o mandou cegar, para que lhe fosse impossível criar outra obra de tão grande magnitude, fora de seus dominios. Imagine o que seria do Ricardinho ou do Guignoni, servindo a um senhor como estes...
Pois é, dos males o menor. Nossos profissionais vivem dentro de um mercado que dificilmente ressarce financeiramente suas reais necessidades, pelo menos, ninguém é mutilado, nem na derrota e muito menos na vitória. E muitos, sem sucesso algum, continuam sobrevivendo. Como? Não me perguntem...
Outra característica diversa entre russos e brasileiros, é que o regime czarista e depois comunista dos russos, sempre teve como base apequenar o homem. Na Praça Vermelha, você se sente, um grão de areia, na imensidão de um deserto. No Brasil, ao contrário, o endeusamos, como base de principio. Todo mundo aqui é craque. Todo mundo tem jogo de cintura. Somos os maiores do mundo. Em tudo. Até o Capiberibe se junta com o Beberibe para formar o Atlântico, da mesma forma que a rádio Jornal do Comércio de Recife fala para o mundo e num leilão recente Mensageiro Alado foi elevado a categoria de o cavalo do século por um dos agentes responsáveis pela venda. Pois é, principalmente em se tratando de cavalos de corrida, elevamos bons corredores a patamares de exceção, principalmente tendo em vista quem são os seus donos e a mais do que isto, a desfasatez e a irresponsabilidade profissional, de quem está vendendo o peixe.
Confesso que vi grandes cavalos correr no Brasil e diria que em outras épocas, cavalos como El Santarem, Riadhis, Cacique Negro, Clackson, Falcon Jet, Flying Finn, Quari Bravo, Revless, Domética, para citar apenas alguns, teriam feito nos Estados Unidos grande sucesso se tivessem sido para cá trazidos, dentro de projetos que viabilizassem seu pleno desenvolvimento como atletas. Os russos, tiveram também um breve momento na Europa e Anilim, talvez tenha sido, o cavalo que quase virou a mesa a favor deles. Mas a coisa não engrenou por lá. Aqui, mesmo dentro das dificuldades financeiras e da falta de um real profissionalismo, conseguimos pelo menos evoluir. E hoje produzimos fisicamente um cavalo atleta. Não no percentual que deveríamos, mas pelo menos em um que dá para o gasto. E quando parte deste percentual cai em mãos habilidosas, somos capazes de fazer as coisas acontecerem.
O Brasil ainda é o pais do NHD. Na hora, dá. Talvez a Copa do Mundo venha a destruir este slogan de irreal otimismo e de total falta de responsabilidade. E vejo isto bastante em nossas importações no mercado de criação de cavalos de corrida. Reprodutores, são trazidos em sistema de shuttle, por preços fora do mercado, e em sua grande maioria, sem o menor critério de preenchimento de possíveis necessidades. A coisa parece simples no sistema brasileiro: a gente trás, depois a gente vê como resolve por aqui. E não é a toa que poucos, são aqueles que aqui vingam e deixam saudades.
Com raríssimas exceções, aqui não se importam éguas, tendo como base a necessidade deste ou daquele reprodutor, que a irá cobrir. E vocês sabem por que? Porque a maioria destas éguas será destinada a reprodutores em regime de shuttle, que nós não temos a menor idéia de quem possa ser, antes dos contratos serem assinados. E como estamos na lista de baixo daqueles que alugam reprodutores ao hemisfério sul, temos que esperar pelas respostas de Australia e outros, antes de podermos colocar a mão em algo.
Não seria hora de tentar partir para algo mais profissional? Não digo que o que está sendo feito não o seja. Longe de mim, atacar aquilo com o qual não concordo. Cada um tem o direito de traçar seu destino. Nem que o mesmo seja o cadafalso. Todavia, acredito que maior atenção deveria ser dada ao item seleção. E falo de uma seleção minima, como por exemplo, o que o centro de criação paulista necessita mais neste exato momento? Um cavalo dotado de velocidade como Holy Roman Emperor e Refuse to Bend, ou um de fundo como Sinndar ou Dalakhani? Deveria se investir em raças que estão luzindo no mundo, como Danzig e Sadlers Wells, ou naquelas que estão na rota de extinção como Blandford e Tourbillon? Que tal assinarmos contratos de dois ou três anos, com reprodutores ainda com gerações inéditas no hemisfério norte? Isto nos daria a chance de nascida a primeira geração podermos melhor nos preparar para a segunda? Não confundir com o que foi feito com Shirocco, que a cada ano, esteve num centro distinto. É o que está sendo feito com Benny the Bull. E foi feito, e acredito que tenha funcionado, com Royal Academy, Spend a Buck, Northern Afleet e Refuse to Bend.
Tenho publicado semanalmente, e já estamos iniciando a letra D, a história de grandes cavalos que se encontram nos pedigrees de reprodutores que importamos. Qual é a ideia? Que os investidores do mercado, conheçam os perfis aptitudinais destes para aqui trazidos e possam discernir o que lhe trará proveito ou não. Este é o passo inicial. Isto é dar a vara de pescar e apontar a direção do rio. Esta para mim, é a atitude que minimiza suas chances de insucesso. Resumindo, este é o chão que cada investidor deve pisar para se sentir seguro.
O tempo lhe ensina que o russo é o brasileiro, que nasceu na Europa e por muito tempo se viu oprimido por um regime idiota, que não deu certo e que como era de se esperar, ruiu sem que uma contra revolução viesse a ser necessária. Como no Brasil, Gorbachev decretou da mesma forma que os generais, que a festa havia acabado. E o pais foi devolvido. E como nós, não se acertaram quando assumiram. Mas eles pelo menos, possuem uma história diferente da nossa. Eles cresceram dentro do sangue, da dramaticidade e da crensa que as minorias, não eram apenas abandonadas, como aqui, mas sim devidamente eliminadas. Arrancadas da face terrestre.
E mesmo sucesso não lhe dá nenhuma garantia de retorno. Em 1561, quando Ivan, aquele rotulado como o Terrível, extasiou-se com o produto final da catedral de San Basilio, ao invez de paramenizar seu arquiteto, o mandou cegar, para que lhe fosse impossível criar outra obra de tão grande magnitude, fora de seus dominios. Imagine o que seria do Ricardinho ou do Guignoni, servindo a um senhor como estes...
Pois é, dos males o menor. Nossos profissionais vivem dentro de um mercado que dificilmente ressarce financeiramente suas reais necessidades, pelo menos, ninguém é mutilado, nem na derrota e muito menos na vitória. E muitos, sem sucesso algum, continuam sobrevivendo. Como? Não me perguntem...
Outra característica diversa entre russos e brasileiros, é que o regime czarista e depois comunista dos russos, sempre teve como base apequenar o homem. Na Praça Vermelha, você se sente, um grão de areia, na imensidão de um deserto. No Brasil, ao contrário, o endeusamos, como base de principio. Todo mundo aqui é craque. Todo mundo tem jogo de cintura. Somos os maiores do mundo. Em tudo. Até o Capiberibe se junta com o Beberibe para formar o Atlântico, da mesma forma que a rádio Jornal do Comércio de Recife fala para o mundo e num leilão recente Mensageiro Alado foi elevado a categoria de o cavalo do século por um dos agentes responsáveis pela venda. Pois é, principalmente em se tratando de cavalos de corrida, elevamos bons corredores a patamares de exceção, principalmente tendo em vista quem são os seus donos e a mais do que isto, a desfasatez e a irresponsabilidade profissional, de quem está vendendo o peixe.
Confesso que vi grandes cavalos correr no Brasil e diria que em outras épocas, cavalos como El Santarem, Riadhis, Cacique Negro, Clackson, Falcon Jet, Flying Finn, Quari Bravo, Revless, Domética, para citar apenas alguns, teriam feito nos Estados Unidos grande sucesso se tivessem sido para cá trazidos, dentro de projetos que viabilizassem seu pleno desenvolvimento como atletas. Os russos, tiveram também um breve momento na Europa e Anilim, talvez tenha sido, o cavalo que quase virou a mesa a favor deles. Mas a coisa não engrenou por lá. Aqui, mesmo dentro das dificuldades financeiras e da falta de um real profissionalismo, conseguimos pelo menos evoluir. E hoje produzimos fisicamente um cavalo atleta. Não no percentual que deveríamos, mas pelo menos em um que dá para o gasto. E quando parte deste percentual cai em mãos habilidosas, somos capazes de fazer as coisas acontecerem.
O Brasil ainda é o pais do NHD. Na hora, dá. Talvez a Copa do Mundo venha a destruir este slogan de irreal otimismo e de total falta de responsabilidade. E vejo isto bastante em nossas importações no mercado de criação de cavalos de corrida. Reprodutores, são trazidos em sistema de shuttle, por preços fora do mercado, e em sua grande maioria, sem o menor critério de preenchimento de possíveis necessidades. A coisa parece simples no sistema brasileiro: a gente trás, depois a gente vê como resolve por aqui. E não é a toa que poucos, são aqueles que aqui vingam e deixam saudades.
Com raríssimas exceções, aqui não se importam éguas, tendo como base a necessidade deste ou daquele reprodutor, que a irá cobrir. E vocês sabem por que? Porque a maioria destas éguas será destinada a reprodutores em regime de shuttle, que nós não temos a menor idéia de quem possa ser, antes dos contratos serem assinados. E como estamos na lista de baixo daqueles que alugam reprodutores ao hemisfério sul, temos que esperar pelas respostas de Australia e outros, antes de podermos colocar a mão em algo.
Não seria hora de tentar partir para algo mais profissional? Não digo que o que está sendo feito não o seja. Longe de mim, atacar aquilo com o qual não concordo. Cada um tem o direito de traçar seu destino. Nem que o mesmo seja o cadafalso. Todavia, acredito que maior atenção deveria ser dada ao item seleção. E falo de uma seleção minima, como por exemplo, o que o centro de criação paulista necessita mais neste exato momento? Um cavalo dotado de velocidade como Holy Roman Emperor e Refuse to Bend, ou um de fundo como Sinndar ou Dalakhani? Deveria se investir em raças que estão luzindo no mundo, como Danzig e Sadlers Wells, ou naquelas que estão na rota de extinção como Blandford e Tourbillon? Que tal assinarmos contratos de dois ou três anos, com reprodutores ainda com gerações inéditas no hemisfério norte? Isto nos daria a chance de nascida a primeira geração podermos melhor nos preparar para a segunda? Não confundir com o que foi feito com Shirocco, que a cada ano, esteve num centro distinto. É o que está sendo feito com Benny the Bull. E foi feito, e acredito que tenha funcionado, com Royal Academy, Spend a Buck, Northern Afleet e Refuse to Bend.
Tenho publicado semanalmente, e já estamos iniciando a letra D, a história de grandes cavalos que se encontram nos pedigrees de reprodutores que importamos. Qual é a ideia? Que os investidores do mercado, conheçam os perfis aptitudinais destes para aqui trazidos e possam discernir o que lhe trará proveito ou não. Este é o passo inicial. Isto é dar a vara de pescar e apontar a direção do rio. Esta para mim, é a atitude que minimiza suas chances de insucesso. Resumindo, este é o chão que cada investidor deve pisar para se sentir seguro.
ACORDA BRASIL !
