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sexta-feira, 16 de maio de 2014

PAPO DE BOTEQUIM: QUEM QUER CONHECER AS PIRÃMIDES DO EGITO?

Viajei muito em minha vida e creio que possa dizer, que já esgotei a minha cota de aventuras. Agrada-me as lembranças e o prazer de ter encontrado o meu próprio chão. A verdade nua e crua, é que no íntimo, não quero conhecer mais nada. Estou imensamente satisfeito com o que vi. No muito, gosto de voltar a lugares que me deixaram grandes lembranças e rever amigos que me trazem prazer de serem revistos. Quanto a estes, já os tenho, igualmente não preciso de mais. Guardo comigo muitas sensações e elas me são suficientes pelo resto de meus dias. Mas existem coisas que você não controla, como por exemplo:

QUEM VISUALIZA UMA 
OBRA ARQUITETÔNICA, 
DE ARTE OU MESMO UM HERÓI
ATÉ ENTÃO VISTOS, MUITAS VEZES 
MAS APENAS EM REVISTAS, 
JORNAIS OU VIDEOS,
TEM UM ESTREMECIMENTO 
AO ESTAR PESSOALMENTE 
A FRENTE DE UMA DELAS.

Isto é ser human, sensitivo, normal. Quando eu tinha 15 anos, fui visitar pela primeira vez, o ramo paterno da família de minha mãe em Siena, tive a primeira grande prova disto. Era uma viagem mágica, pois de quebra iria ter a oportunidade de assistir, a algo que sempre sonhara em participar, o Pálio. Buscaram-me no aeroporto de Roma uns tios afastados - Mario e Laura - e a idéia inicial, era dali mesmo partirmos para Siena. Quis o destino que minha tia de terceiro ou quarto grau, estivesse esquecido uma echarpe. Voltamos à sua casa, enfrentando o terrível tráfego de Roma, pois, esta citada echarpe, era a mesma que ela havia usado quando sua Contrata, havia ganho o Palio no ano anterior. E se vocês pensam que baiano é o mais superticioso de todos os seres humanos, enganam-se. Os italianos da toscana, os batem em crendices e manias. Fazem promessas para tudo. Pois bem, no caminho da casa deles, viramos uma esquina e de repente eu me vi de frente, ao vivo e a cores, com o Coliseo. Meu grito inesperado, deve ter assustado ao meus tios que frearam o pequeno Fiat. Quando notaram a razão de meu grito, sorriram, e tio Mario acalmou-me: O Coliseo está ai a milênios  quando você voltar a Roma, estará a sua espera aqui no mesmo lugar.

O que não sabia ele, é que eu como carioca, não era moldado para este tipo de certeza, pois, se no Rio de Janeiro, a grande obra do Império Romano estivesse plantado, possivelmente teria sido tomado pelos sem terra, ou derrubado para se transformar em um estádio de futebol de glorificação ao PT.

O turfe, tem uma vantagem sobre as viagens. Ele lhe trás sensações constantes e advindas de vários lugares do mundo e na maioria das vezes, sem que você tenha que se levantar de sua poltrona favorita.  

Abro um parênteses. Outrossim, lembro-me que as mais importantes sensações que tive, nesta atividade, foram ao vivo. Aqui vão elas: quando vi em 1977, Seattle Slew no paddock de Churchill Downs. No dia seguinte ao visitar na Claiborne Farm a Secretariat. Dois anos depois, no Preakness de Spectacular Bid, ter ido visitar a Northern Dancer em Maryland. Ver Much Better no desfile do Arco e Hard Buck cruzar o disco na segunda colocação no King George. Estar lado a lado com Eduardo Gaviria, no Kentucky derby e Preakness de Real Quiet. E todas as Breeders Cup em que de alguma forma estive profissionalmente atrelado, Da Hoss, Cara Rafaela, Unbridled Elaine, Bernardini, Cajun Beat, etc... São alegrias suficientes. Fecho o parênteses.

Hoje você tem acesso as corridas de várias formas. Basta ter tempo e vontade de acompanha-las. Cada carreira é uma lição. São nelas que você tem uma pequena idéia das características que aquele cavalo, ou égua, pode transmitir a seus descendentes. Do que ele propriamente seja. Das quase 50 provas de grupo, em média, por fim de semana, acompanho a pelo menos 30 em video ou de forma direta pela televisão. Analiso os pedigrees de todos os vencedores, e resumidamente os publico aqui, para que as pessoas tenham universos de pesquisa, para pesquisar o que bem entender. Faço isto graças a ajuda de alguns patrocinadores. Eles na realidade são a razão da existência deste blog. Mas voltemos aos trilhos.

Assistir corridas afia seu olho. principalmente quando não se joga. Hoje pela forma de se movimentar, de um Frankel, de uma Zarkava, de um Sea the Stars, você pode sacar ainda muito cedo, do que eles irão ser capazes, com o desenrolar de suas respectivas campanhas. E como afirmei anteriormente. quando você não tem interesses pessoais na carreira, seu olho ainda vê com mais nitidez, já que não acompanha a apenas aquele que lhe interessa e sim ao conjunto da ópera. E embora Nelson Rodrigues considerasse o video tape burro, eu penso que ele lhe dá, pelo menos a oportunidade de descobrir coisas, que a primeira vista possam lhe passar desapercebido. Hoje o tennis aplica a mesma temática e creio que com o futebol será uma questão, apenas, de tempo.

Tenho levantado a bandeira que Bal a Bali, ser um cavalo diferenciado. E acredito que tenha este direito, pois, quem ganha 10 em 11, onde quer que seja, cria uma perspectiva das melhores. E mesmo na distância que parece não ser a sua - a milha e meia - ele ainda não perdeu. E ninguém garante que ele irá perder, em nossa prova máxima, daqui a algumas semanas. Porém, muitas perguntas ficam no ar: Teria ele atingido, ao patamar que seu avô materno Clackson, ficou a degraus de atingir e o pai de sua terceira mãe - Nijinsky - ocupou com sobras? Ou será que ele é um milheiro consagrado como foram o neto e o filho de Gonfalon, Honour and Glory e Ogygian, ambos em posições estratégicas em seu pedigree?

O fato dele possuir uma duplicação em Gonfalon, sugere que ele possa ter uma maior capacidade locomotora ao redor da milha do que propriamente na milha e meia. Estes 800 metros a mais, fazem uma diferênça abissal. São trens distintos de carreira. E pelo que foi apresentado até agora em pista, esta sugestão - em relação a Gonfalon - me parece altamente válida.

A estrutura genética do pedigree de Bal a Bali, é a meu ver, altamente edificante, outrossim, o fato dele ser o único ganhador de grupo 1, entre toda a descendência de sua quarta mãe, e sua mãe In My Side, a outra única ganhadora de grupo dentro deste universo de pesquisa, nos alerta que a classe pode vir mesmo de seu avô materno, Clackson. E é ai que a porca torce o seu rabo. Resumindo, a classe pode vir de um determinado ponto, enquanto a velocidade e o brilhantismo de outro. O importante me parece é não ter pontos nulos - os chamados eletricistas sejam eles machos ou fêmas - que interrompam a transmissão.  E Bal a Bali os tem em quantidades ínfimas.

A função do reporter, é relatar o fato. Do jornalista, avaliar suas ramificações. E a do analista dar a sua opinião. Qualquer silêncio em relação ao medo de colocar as fichas no cavalo errado, é a saída daqueles que sabem que o galo canta, mas não tem muita certeza aonde. E assim escamoteam de alguma forma o discernimento e a realidade, transformando-as num mar de mistérios, onde a massa oceânica de frustações, ódios, complexos e invejas, se transformam, quando unidas, num poderoso cardume de tubarões, sedentos pela carótida alheia. Mantenho minha opinião em relação a Bal a Bali, mesmo não concordando com a distância na qual ele está sendo obrigado a correr. Mas isto é o Brasil. o que vamos fazer?

No mais, o que realmente me concerne como analista e amante do turfe, é que em Junho, eu finalmente poderei conhecer Bal a Bali pessoalmente. A vivo e a cores. Para mim, ele como obra em ação, me parece sublime. Não sei se ao vivo, ele me agradará, como me agrada em pista exercendo sua aceleração final. E esta é hoje, o tipo de viagem que me encanta. As pirâmides do Egito, já as conheço por fotografias. Bal a Bali, ainda não.