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HARAS SANTA MARIA DE ARARAS

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HARAS SANTA LUZIA DA ÁGUA BRANCA

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HARAS SANTA LUZIA DA ÁGUA BRANCA: VENCEDORES INTERNACIONAIS EM TRÊS CONTINENTES

albatroz bloodstock agency, Inc.

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quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

PAPO DE BOTEQUIM: O VELHO METODO DO GASTO DA SOLA DO SAPATO

Não vejo muito sentido em explicar aquilo que não prova absolutamente nada e depende por demais de uma interpretação de cada um. Estou me atendo as estatisticas por número de ganhadores de grupo de criadores, que mantenho desde que as provas de grupo vieram a ser introduzidas em nosso sistema, no ano de 1974.

Elas deveriam ser tomadas em conta pelo seu valor histórico, assim como a de prêmios ganhos - que são publicadas semanalmente na revista do jóquei - são meramente pontuais. Nenhuma das duas garante aquilo que é a maior necessidade do investidor, seja no jogo, seja na aquisição de um cavalo de corrida: o cavalo que fará a diferença em sua vida.

Mesmo a de prêmios ganhos, sendo pontual, apenas estabiliza as decisões de três ou quatro anos, tomadas antes, quando os criadores decidiram pelas cruzar a ciclana com o Beltrano. Assim sendo, quando você analisa uma estatística de prêmios ganhos, está na verdade analisando um trabalho anterior, que de maneira alguma terá garantia de influência na possibilidade de hoje este haras, poder produzir algo como já foi produzido por ele, anteriormente.

Ai alguém diria, mas é importante saber o que um égua produziu antes? Em parte sim. Afinal a mãe de Huber, Much Better, Einstein e Sea Girl, nada tinham produzido antes, em quatro ou cinco oportunidades, tão importntes como estes seus filhos. Teriam que ser riscadas de suas inspeções? E quantas éguas que já produziram dois ganhadores de grupo, produzem o seu terceiro? Logo, que me desculpem, aqueles que assim não o pensam, mas o que faz você comprar um cavalo bom, é o sentimento que ele transmitiu a você e a confiança que você possa ter em sua genética, independentemente dela ter produzido ou não até aquele momento. Mas existe um conceito que considero mais importante ainda.

O mais importante que criadores e proprietarios devem ter em mente, é que o bom cavalo pode estar em qualquer lugar. Este conceito merece as black types. Porque ele pode nascer ao sul ou ao norte, ao leste ou ao oeste. Esta "falta de importânca" que o mercado norte-americano dá aos criadores, omitindo-os na maioria das vezes de seus catalogos e até de sua festa maior, a Breeders Cup - traduzindo a Copa dos criadores - é a definição exata de que o grande cavalo pode vir daonde seja. O próximo, pode vir da lua. 

Vi, ninguém me contou, o meu amigo e criador de Real Quiet ser barrado em Churchill Downs na sua tentativa de ir comemorar a vitória do produto de sua criação, naquele winners circle que só recebe os responsáveis pelos  vencedores daquela carreira, o Kentuky Derby. E ai eu pergunto, o criador não é o responsável? Mas a resposta a mim dada, por um colega da Blood Horse, define bem a questçao. O trabalho do criador é recompensado quando ele recebe o cheque da venda de seu produto. Nada mais tem haver com aquele cavalo. Sei que no Brasil, é diferente, mesmo o vendedor recebendo um cheque e eternamento 10% sobre o valor dos ganhos. mas sentimentalmente temos mais com os latinos que com bretões.

Eu comprei cavalos importantes, aqui e fora daqui. Cara Rafaela é de um haras chamado Manchester Farm, que nada havia de tão grande produzido até então. Mas ela era grande. Sea Girl, veio de Illinois, de um haras que produzia menos de 10 cavalos ao ano e acredito que já tenha fechado as suas portas. Da Hoss, de uma região que hoje é vista como fraca na produção de cavalos de corrida em Lexington. Real Quiet, - do qual participei da compra de sua mãe e em parte de seu cruzamento - era de um haras em Ocala, de um colombiano, Eduardo, que produzia cinco cavalos ao ano. Much Better e Gloria de Campeão, dois recordistas por somas ganhas, vieram de haras que nunca conseguiram estar entre os dez primeiros no Brasil, pela produção de ganhadores graduados. Einstein, talvez tenha sido a exceção. E mesmo Drollig, que reputo um cavalo de primeira linha, e que veio do Sta. Maria de Araras, não conseguiu ainda graduar-se. Graças a Deus, English Major sim. 

Logo, quando uma estatistica por produção de cavalos graduados ou por prêmios ganhos é publicada, ele tem valor mais histórico do que pontual. Mas isto não me impede, de rodar o Brasil, indo ao maior número de haras possiveis a procura daquilo que possa satisfazer a meu cliente, pois, não tenho bola de cristal e não sei daonde virá o próximo craque. E visito também o H e R, o Figueira do lago, os reservados do Sta. Maria, e outros. para ter uma exata ideia do que terei que enfrentar. Neles muitas vezes descubro cavalos que poderão dar trabaloho aos que selecionei. Este ano Ixquenta, Inteligência Pura e Huber são exemplos disto. Dei a ele a nota máxima quando em visita a seus respectivos haras.

Logo, não existe muito nexo em discutir se o Malurica foi inferior ao Rosa do Sul e superior ao Expert, tendo em vista  o número de ganhadores de grupo que cada um veio a produzir, ao longo de suas histórias. Para mim, o valor desta amostragem é apenas histórico, pois, inclusive como na de premios ganhos, não existe o universo de cavalos criados. E sem este dado, qualquer especulação serºa meramente uma questão de opinião. 

O Santa Maria de Araras, evidentemente que detem o maior número de ganhadores de grupo e de premios ganhos. Ok, mas deteria ele o percentual maior de premiação por cada cavalo criado? Quem vai ter o saco de calcular isto? O premio médio de cada cavalo criado por este ou aquele. O Stud Book, poderia fazê-lo. Teria que gerar um programa. E a que custo? Afinal para mim é um dado importante, mas será para os outros? Embora deja importante para mim, é mais uma vez pelo fator histórico propriamente dito, pois, isto não vai me convencer a não ir bater na porta de haras e mais haras e pedir para ver o que tem de disponibilidade. 

Não conheço uma faculdade de compra de cavalos de corrida. Hoje até treinador de futebol, tem cursos que pode fazer. Agente de puro sangue, infelizmente não. Aprendi seguindo os passos de grandes compradores de cavalos, como George Blackwell, Vincent O'Brien e Alejandro Lilliendeld. E de cada um aprendi algo importante. Mas tudo que guardei como as minhas verdades, não me foi ensinado. A experiência de treinar seu olho, é que vale o preço de seu trabalho. E só há uma forma de treinar seu olho, O velho metode do gasto da sola de sapato: vendo cavalos.