SE VOCÊ NÃO GOSTA DE TURFE, PROCURE OUTRO BLOG. A IDÉIA AQUI NÃO É A DE SE LAVAR A ROUPA SUJA E FAZER POLITICA TURFISTICA. A IDÉIA AQUI É DE SE DISCUTIR TEORIAS QUE POSSAM MELHORAR A CRIAÇÃO E O DESEMPENHO DO CAVALO DE CORRIDA. ESTAMOS ABERTOS AS CRITICAS E AS TEORIAS QUE QUALQUER UM POSSA TER. ENTRE EM NOSSA AERONAVE, APERTEM OS CINTOS E VISITEM CONOSCO, O INCRIVEL MUNDO DO CAVALO DE CORRIDA, ONDE QUERENDO OU NÃO, TUDO É PRETO NO BRANCO!
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sábado, 25 de março de 2017
PONTO CEGO: A DESCOBERTA DE UM PALHAÇO SINISTRO
Considero-me um cara paciênte. E aceito as criticas com sobriedade, pois, em algum ponto elas podem ter, sua dose de veracidade. Todavia, existem leitores que inflacionam o ponto de explosão de minha citada paciência, ai me da vontade de rodar a baiana. Sim, todos nós temos uma baiana dentro de si, com vontade de rodar, quando a sua paciência chega a seu limite e como por formação tenho uma limitada e rigorosa simpantia para com outros seres humanos, rodo a minha - baiana, não a paciência - quando se torna necessaria.
No primeiro clássico da geração acarioca, deu um cavalo chamado Asddrubal, sim com dois ds. Trata-se de um filho de Gloria de Campeão numa égua argentina por Honour and Glory, pelo menos esta é a definição daquele que me escreveu em sua maneira de encarar um pedigree: ... um cruzamento aberto das tribos Mr. Prospector e Man O'War... Desculpem mas isto ]e de uma burrice conflitante com o status humano.
Para os leigos, que apressadamente aceitarão o que este leitor está dizendo, pois, se trata verdadeiramente de uma filha de Glória de Campeão na argentina Estrela Gloriosa, esta por Honour and Glory, uma aviso: devagar com o andor que o santo é de barro. Para mim, Asddrubal com dois ds, tem um pedigree que deve ser considerado mais do que isto, primeiramente pelo simples fato de Estrela Gloriosa, ser filha da nacional Querida Julia, uma Wild Event, já consagrada na reprodução por ter nos dado o ganhador do GP. Francisco Vilella de Paula Machado (Gr.2) na Gávea, Energia Hupp, e "segundamente" - como diria o prefeito de Sucupira, Odorico Paraguassu - por ser ela duplicada em duas grandes matriarcas da criação moderna, Grand Splendor e Foggy Note. E de quebra existe outra duplicação, desta feita no chefe de raça, Fappiano, o que cria a oportunidade do aparecimento de uma terceira linha de Grand Splendor. Aonde está a abertura deste pedigree? Só na imaginação ensandecida de um palhaço sinistro.
Já me ative aqui, sobre a importância desta sequência materna Cequillo, Grand Splendor e Gonfalon-Killaloe, e o uso de suas duplicações. Contudo está agora me chamando a atenção o fato desta combinação com as duplicações em Foggy Note, estarem cada dia mais claras, em minha mente. Ela possivelmente propicia um fator alentador em um pedigree. E por estas coincidências da vida estas duas duplicações aparecem no pedigree de outro elemento dotado de extrema precocidade, Moyamen, que trás Foggy Note 5x5 e Grand Splendor 6x6.
Pois bem esta "coincidência" também é notada na temporada de 2016, com Ethanol no Uruguay, vencedor do Clasico Jose Martinelli Gomez (Gr.3), este com a estrutura Foggy Note 6x4 e Grand Splendor 6x5. E deverão haver mais. Não tenho tempo de pesquisar e mesmo que tivesse esta estrutura genética já me convenceu
Ponham uma coisa na cabeça. As coisas podem até acontecer por sorte ou coincidêmcia, mas irão acontecer sempre quando você se utiliza de descendentes de Foggy Note, Tapit, Rubiano, Relaunch e os cruza com os de Grand Splendor, tipo Fappiano.
Ao palhaço sinistro, aqui vai uma tese, diria que bem mais corroborada em fatos, e não consubstânciada apenas "aéreamente" no cuzamento de um descendente Mr. Propsctor em um de Man O'War. Vocês não acham?
PAPO DE BOTEQUIM: DE PASMO A ASSOMBRADO
Juro a vocês que fiquei pasmo e assombrado com a negatividade que hoje vive o criador e proprietario de cavalo de corrida do Oiapoque ao Chui. Se bem que só tenha passado no Rio de Janeiro, no Paraná e em Bagé, acredito que nas demais localidades o estado de espirito tende a ser o mesmo. Ou quase o mesmo. E tenho que concordar que eles assoberbados de razão. E então puz-me a pensar. Porque o turfe no Brasil não deu certo?
Esta é uma atividade disputada a socos e tiros, quando há possibilidade em qualquer parte do mundo de explora-la, aqui é deficitária. Na Colômbia e no Brasil perde-se dinheiro. Tanto assim que na Colômbia fecharam-se os hipódromos. No Brasil, um de nossos principais, só esteve ativado porque os proprietários se assujeitaram a correr sem ganhar prêmios. Logo são estes proprietarios heróis, ou expectadores passivos da situação? Felizmente creio que os 161 votos a favor de uma mudança, contra 120 a favor da manutenção, determinam que não. Pelo menos isto! Tudo pode acontecer na Amérioca do Sul. palermo há um tempo esteve para fechar. Hoje não mais uma empresa publica, está nadando de braçada.Maronas esteve fechado por quase uma década, mas voltou forte e existe mais profissional e proprietarios brasileiros, indo para lá, do que uruguaios vindo para cá.
Assombro-me com a passividade. E ela começa na formação de nosso plantel. Que as grandes organizações de reprodutores no hemisfério norte se aproventem de nosso deconhecimento e total falta de imaginação, eu até aceito. O que não aceito é nosso desconhecimento e falta de imaginação. E ai me vem um outro pensamento. Se o Brasil, não deu certo, porque o nosso turfe viria a dar? Respondo no final. Primeiro analisemos o Brasil, que foi descoberto na mesma época dos Estados Unidos.
Creio que a teoria de Darwin, que me impressionou bastante quando adolescente, tenha tomado força, quando este esteve no Brasil. Que me desculpem os macacos, mas está na cara que na visão do grande cientista pelo menos os brasileiros deles, pareciam descender. Vejamos porque?
Quando o Brasil se emancipou definitivamente de Portugal, houveram nos Estados Unidos liberais que temeram pela liderança nas Américas. Afinal, tinhamos um território maior que o deles, nesta época, e principalmente a tendência subserviente de aceitar o dominio de uma grande potência que resolvesse nos encampar. Fossem eles, holandeses, franceses ou ingleses. Evidente que os norte-americanos, um povo nascido da luta, tinha medo que os inglêses aqui acampassem, e tudo aquilo que o Estados Unidos tinha em mente, não iria se verificar.
Eles sabiam do perigo que era o império britânico quando foram, por alguns anos, um de seus satelites, assim como o Canadá, a India, a Africa do Sul, a Australia, e quase 2/3 do planeta, além da quase totalidade dos oceanos. E sairam conquistando terras em forma de guerras contra inleses, espanhois e mexicanos e comprando outras, da Russia, usando a força financeira que tinham. E depois da conquista de parte do Caribe, e a anexão do Alasca, da Florida, de Nova Orleans e o Texas, dobraram em tamanho, uniram-se em um só estado, mas só se tornaram o pais que são depois de sua guerra civil, em 1861.
Nós, por sua vez, fomos descobertos graças a uma calmaria. Viramos um corte graças a um rei fujão, passamos de nada a monarquia num acerto de pai para filho, apresntado nas escolas, como um grito heróico, que até hoje é parte das controversias. Viramos republica, encaixotando monarquia e a mandando direto para a Europa, sem precisar gastar 200 gramas de pólvora e enquanto ganhavamos o Acre, perdiamos o Uruguay, o que não me pareceu uma troca das melhores.
Os anos se passaram e estabilizamos uma politica café com leite. Voltamos a ser alvo dos anseios expancionistas norte-americanos, so quem forma de “ajuda”. Inicialmente vieram a missão Rockefeller, a seguir a negociação de nossa entrada na segunda guerra mundial trocdos por 40,000 milhões de dolares depejados por Rooseveldt, que financiaram as obras de Volta Redonda. Com a queda de Hitler, Mussuline e Hiroito, a Inglaterra é que passou a ser um satélite norte-americano e o Brasil, uma “parceiro comercial” sem direito a lucro, apenas na divisão das despesas.
Desculpem completo este ano 67 anos. Os amigos que fiz, fiz. Os que não fiz, dificilmente os farei e o principal a cada dia o número de gente que se encrespa com o que eu escrevo, se torna maior. Porque? Pelo simples fato de recusar-me - ou por teimosia ou por formação moral - a dizer o que as pessoas sonham em ouvir e manter o velho hábito de dizer o que elas deveriam ouvir, Tornei-me um cético a partor dos nove anos de idade e cada vez amava mais meus cachorros, quanto mais conhecia a raça humana. Mas o que isto tem haver com nosso turfe? Tudo!!!!
Somos ainda o pais dos garanhões de listas. Listas recusadas pela Australia, Africa do Sul, India, Argentina e Chile. Cito apenas estes cinco paises, pois, são paises que tem hoje entre seus lideres de estatísticas por prêmios ganhos, reprodutores de origem nacional, formados encima de antigas e bem urdidas importações. Ai eu pergunto o que fizemos, quando para aqui trazíamos cavalos para servir, com certa expressão? Nada. Não fixamos nossas tribos. E caímos no marasmo e na lei do menor esforço. Recebemos a lista dos negados, evidentemente regados a “pompas e circunstâncias”, perdemos mais um ano e nos mantemos como um pais onde alguém tem que ganhar.
Por isto quando aparece uma No Regrets, uma Daffy Girl, um Much Better, um Bal a Bali, um Itajara, e uma Immensity, nos extasiamos, como um criança em sua primeira visita a Disneyworld.
Mas mesmo assim não me conformo. Aliás, o incoformismo é parte de meu carácter. O Brasil não deu certo pela classe politica que temos. O turfe não deu certo, porque mesmo sendo formado de brilhantes porfissionais liberais, baqueiros, industriais e comerciantes, ninguém parace querer se unir, para tocar o barco para frente, mudando o rumo dos acontecimentos. Dá trabalho? Evidente que sim, mas tem recompensa, bem ai a frente.
Sei que pouco ganho em apontar para estas nossas falhas crônicas. mas se, por um milagre divino, uma meia duzia de jovens escute, estarei recompensado. Amigos, tornei-me agente, por o que agiam na época na comercialização dos cavalos de corrida - a maioria ainda vivos e ativos - me fizeram pensar que para errar como erravam, era pelo menos mais barato que eu o fizesse, ciente do que estava fazendo. Nos erros, poderia apreender. Eles, nunca.
Examinei quase 800 potros. A grande maioria que vai a venda em Junho e me dei ao luxo de meter o bedelho também, naqueles que vou enfrentar, pois, aprendi que a melhor maneira de se trilhar seu caminho para o winners circle, é primeiramente conhecer quem serão seus adversários. Sei que não é mais hora para deblaterar pelo leite derramado Ele se foi pelo ralo, Mas a vaca continua viva e ela pode nos dar um novo horizonte. isento de assombros e lamentações. Depende apenas de nós.
Estou como vocês a procura de um novo champion. Deus premiou-me com um punhado deles, que me orgulho de apresentar num anuncio. Nenhum comprado por sequer baixos seis digitos em dolar, Evidente que errei, como todos, mas pelo menos acertei mais. E quem pode se vangloriar-se de ter acertado? Digo, ter pelo menos corrido provas como um King George, uma Dubai Cup, um Santa Anita Handicap, mais de uma Breeders Cup e assim vai. E porque não correram? Não acreditaram ser possível com o material que dispunhem? Garanto a vocês que, e está provado que não se trata de convesa de mercador.
Examinei uma potrada acima da média fisica mundial. Alguns, extraordinãrios. Sei que posso perder dos feios, dos reservados e daqueles que simplesmente não vi. Mas sei também, que se tive a sorte de selecionar champions, o fiz por saber a diferença do extraordinário, do muito bom e deste para as categorias inferiores, Desculpem a mim por ser compulssivo e obcessivo, mas se você quer chegar a lugar algum, com cavalos de corrida, e daí partir para o mais dificil, que é ficar lá, desconheço outra forma.
Termino aqui, o resumo desta minha viagem, com uma certeza: o proprietario brasileiro que não sonhar em ganhar ou criar um elemento que pelo menos dispute uma destas provas internacionais que citei acima, está na atividade errada. E fico pasmo e assombrado em ver que não são poucos, E o pior: cada dia, o número cresce...
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