OS BEBES ATRASARAM SEUS NASCIMENTOS
OS MORIBUNDOS ATRASARAM SUAS MORTES
ISTO SE CHAMA FINAL DO COPA DO MUNDO
OS MORIBUNDOS ATRASARAM SUAS MORTES
ISTO SE CHAMA FINAL DO COPA DO MUNDO
Devo estar pegando um avião em questão de horas e não tendo nada a fazer, a não ser esperar. Abro, minha caixa de recados e acho uma mensagem, que me surpreendeu.
Estamos as vésperas de mais uma Copa do Mundo. O basileio muda de marcha e passa a andar acelerado e ansioso. Inclusive eu. E vocês sabem que futebol é uma de minhas paixões. Mas nunca poderia supor que um dileto leitor me perguntasse quem seria em meu modo de ver, as grandes seleções que vi jogar. Eu teria que responder das que vi e das que ouvi, para ficar mais completa a resposta. Das que ganharam o Brasil de 58, o Brasil de 70, e a Alemanha do 7x1. Das que não ganharam, a da Holanda de 74, do Brasil de 84 e segundo meu pai a Hungria de 54.
Épocas diferentes, qualidades distintas, como nos cavalos de corrida. Não dá para se comparar. Alguém seria capaz de afirmar que Enable venceria de Ribot, numa milha e meia? E Frankel de Tudor Minstrel na milha? Quem seria em sua opinião, o maior sprinter de todos os tempos? Mumtaz Mahal, Abernant ou Dayjur? A resposta é simples. Epocas diferentes, qualidades distintas.
Porisso, talvez até por prezervação profissional, sempre me ative a evitar a comparação entre idolatrias. Você se enamora de vários. Porque então compara-los? Ame-os todos da mesma maneira e deixe que seu respeito os trate da mesma forma.
Para mim King George, Arco, Breeders Cup, Santa Anita Handicap ou Dubai World Cup, são apix de qualquer cavalo, mas como tudo na vida existem GANHADORES e ganhadores. Alguns lhe chamam mais atenção que outros. Principalmente aqueles a quem você está ligado profissionalmente. E estes são os que verdadeiramente ficam em sua imaginação. E volto a perguntar: para que compará-los?
Quero deixar claro que existe uma diferença entre paixão idolatria. Paixão a gente tem pelo time que torce, pela escola de samba a que pertence, a mulher que ama, já idolatra é respeitar o Santos do Pelé, o Internacional do Falcão, do Palmeiras de Ademir da Guia e mesmo o Flamengo de Zico. Ai se deixa de lado a paixão pessoal e assume-se a idolatria daqueles realmente que amam a atividade.
Nesta festa do Grande Prêmio Brasil, não existe um cavalo a ser idolatrado, como houveram em outras disputas. Dos que vi, lembro de Zenabre, Off the Way Grimaldi, Falcon Jet, Much Better, Quari Bravo, Bal a Bali, Sandpit, Clackson, Baronius, Sabinus e um tanto número de corredores argentinos. Será que estou sendo critico demais? Provavelmente. Torço por um que selecionei e que quase leva o São Paulo, mas respeito a Easiest Way e Olimpo. Uma trifecta provável de acontecer. Espero que sim, e que se a trifecta não colar que pelo menos um cavalo desponte nesta prova e assuma um patamar de respeito a nivel brasileiro.
Na milha vou de Fillmore pelas mesmas razões que torço por Fantastic Boy. meramente pessoais. Como eu disse, eu tenho dois para quem torcer. Outrossim, ai entra aquela paixão pessoal de te-los selecionado.
Na milha vou de Fillmore pelas mesmas razões que torço por Fantastic Boy. meramente pessoais. Como eu disse, eu tenho dois para quem torcer. Outrossim, ai entra aquela paixão pessoal de te-los selecionado.
