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HARAS ERALDO PALMERINI a casa de Lionel the Best (foto de Paula Bezerra Jr), Jet Lag, Estupenda de Mais, Hotaru, etc...

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domingo, 7 de julho de 2019

PAPO DE BOTEQUIM. O CAVALO BRASILEIRO DE ALTO NIVEL

Tenho em mente que o patriotismo é o último refúgio de um canalha. Juro que não me lembro quem assim se expressou. Se alguém se lembra, rogo que me avisem, para eu poder dar o devido crédito. Todavia, lembro-me que foi Einstein que afirmou que o nacionalismo é uma doença dos infantis

Assim sendo, querer ganhar o Arco ou o King George com um cavalo nacional, de maneira alguma é um ato patriótico ou uma ação nacionalista. São na verdade as armas que disponho neste exato momento.  Evidente que se me derem a oportunidade de adquirir a um Galileo e, mãe Danehill, eu ficarei lisongeado em fazê-lo e esta será a minha primeira opção.

Mas longe de considerar que atualmente vá a caça com um gato, na falta de cachorros. Mesmo com as diferenças colossais na genética, afirmo, como sempre afirmei aqui, que os criadores brasileiros estão produzindo elementos de envergadura física, internacional. E só saber separar o joio do trigo...

Para se chegar a onde quer que seja, você precisa de um projeto. Mesmo perdido na selva, com uma bússola e um plano de ação, existem chances de você alcançar a civilização. Sentar e esperar pelo socorro, me parece ser a ultima das alternativas.

Não temos até aqui grandes feitos internacionais. Mas pelo menos um punhado deles. Acredito que cavalos como Bal a Bali, Siphon, Sandpit. Pico Central, Einstein, Leroidesanimaux, Redattore e Riboletta, há um determinado tempo, poderiam ser considerados os melhores em suas categorias, a nível mundial, pelo que apresentaram nos Estados Unidos. São apenas oito exemplos, outrossim, a partir do terceiro, algo há de se pensar em relação a criação brasileira. Não me lembro de sequer três chilenos neste nivel, e nenhum uruguaio ou peruano. Só a Argentina veio a produzir, numericamente mais cavalos que a criação brasileira, na era moderna, de similar potencial. Agora, analisem quantos registrados a Argentina produziu e quantos o Brasil o fez, para um mesmo período, e até os mais céticos hipócritas, poderão ter uma boa idéia do que fomos capazes de aferir. 

Denegrir a imagem do cavalo nacional, me parece ridículo, numa análise dos números e conquistas.  Até as figuras do pântano e os canalhas profissionais, temem o fazer. A Argentina gerou até aqui 72 individuais ganhadores de grupo no território norte-americano. Nós, ainda não passamos de 31. Mas pensem um pouquinho.

Quantos foram os argentinos do nível dos oito brasileiros citados, com similar ou superior capacidade locomotora? Eu diria não mais do que nove:  Bayakoa, Different, Festin, Gentleman, Ibero, Invasor, Lord at War, Mat-Boy e Paseana. Não precisa ser um fisico nuclear para se notar que nosso aproveitamento é até mais efetivo, levando-se em consideração o patamar mais alto de disputa.

Levamos uma grande vantagem, no momento que seis destes oito brasileiros, foram levados por seus proprietários no Brasil e tiveram toda a assistência em termos de aclimatação e adaptação. Todavia, creio que afirmar que nossos resultados foram de primeiro nível, não tenho o menor resquício de dúvida.

Não creio que estejamos aptos a gerar uma Enable ou um Frankel, mas cavalos que possam correr nos mesmos páreos que eles dominam e não pagar mico, creio que sim.