Outro dia li, pra minha grande surpresa, que no mata-mata, com o jogo desta quarta feira, Grêmio e Flamengo se enfrentaram até aqui em 13 oportunidades e o Flamengo venceu sete das mesmas. Porque dizem ser o Grêmio um time copeiro? Desinformação? Cacoete? Ou como desculpa, por ser o Grêmio um time incapaz de grandes performances em campeonatos de pontos corridos que exigem, no mínimo, constância de atuações?
No bolo que fiz com os rubro negros amigos cravei 4x0. Levei a grana toda, pois, o mais placar havia sido do Julinho com 3x2. E avisei isto no inicio do jogo, a uns colorados que de Porto Alegre. secavam o time do Renato Gênio Portalupi. Quando o Grêmio sofreu o quinto gol, um deles comentou que eu não sabia nada. E estava com a razão, pois, fora por demais comedido. seis ou sete não seria nenhum exagero.
Imaginem que o Palmeiras, dono do maior elenco brasileiro e campeão do ano passado ao ir ao Maracanã este ano, levou de três, com direito a baile, de quanto então levaria o Grêmio, o sétimo colocado no campeonato? E que em Porto Alegre, havia se livrado de um goleada no primeiro tempo, por total inépcia dos próprios rubro negros?
Isto chama-se parâmetros de sobrevivência.
Se vocês fizerem uma enquete, acredito que o Cebolinha seja eleito o melhor jogador brasileiro em atividade, com mais de 70% de aprovação popular. Mas onde estão os seus gols? Não seria uma falha do sistema levado a efeito pelo Renato? Um treinador que fala demais, pensa pequeno e ainda acredita que todos os jogadores devam ser poupados as vésperas de um grande jogo?
O turfe brasileiro infelizmente tem também seus Portalupis. Muitos pensam pequeno, esquecendo-se do que fizeram eles serem os bens sucedidos empresários e profissionais liberais, fora do hipódromo. Dentro dos mesmos, pensam em sorte, destino, milagre e outros detalhes que existem, não vou negar. Mas em proporções ínfimas, em meu modo de ver.
O Adolpho Smith de Vasconcellos Crippa comentou outro dia comigo, que estamos numa estiagem de grandes cavalos de distância. Eu sei e concordo. O que mais nos marca em nossa história, a stamina, está em falta, E sabem porque? Porque em corridas de 2,000 metros para cima, não é necessário apenas brilhantismo. Torna-se vital classicismo. Aquela força maior que faz um cavalo de corrida tirar um apelo maior, quando já cansado a 400 metros do disco. A vontade de vencer.
Se nossas pistas são as mesmas, como também os profissionais e os estabelecimentos de cria, o que se modificou? Nossa genética. Nossa negligência, fez com que a mesma descesse a ladeira de uma forma que afeta hoje nossos resultados no exterior. Qual o último cavalo de real classe que exportamos? Bal a Bali. Vocês já se deram conta quantos anos se passaram? Flight Time se saudável poderia ter sido outro diferenciado, mas ...
Bal a Bali é um modelo de 2010, e vinha de oito anos de abstinência de alto patamar clássico como aqui frisamos semana passada. Seu pai Put it Back era incapaz de atingir distâncias alentadas em provas de alta competitividade. O que não ´desdouro algum. Apenas uma característica. Logo, esta stamina devia vir de algum lugar. Provavelmente de sua mãe, uma Clackson cuja segunda mãe era Nijinsky, assim como a classe de uma duplicação em Gonfalon.
Logo, mesmo com elementos mais direcionados a velocidade, pode-se chegar ao stamina de alta classe. Há de saber algo sobre cruzamentos.
NÃO CREIO QUE O PORTALUPI
FALE SÉRIO AO AFIRMAR
QUE O GRÊMIO AINDA ESTEJA
DISPUTANDO UMA COMPETIÇÃO
Para se competir é necessário não ser apenas coadjuvante. Tem que agir como protagonista. Moral da história, você tem que estar mais para Jorge Jesus do que para Renato Portalupi
