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sexta-feira, 25 de outubro de 2019

PAPO DE BOTEQUIM: A FORÇA DE BUCKPASSER NA CRIAÇÃO BRASILEIRA

Sulamani foi para mim um grande cavalo de corrida, principalmente se analisarmos o sistema ao qual foi submetido, o de Globettroter. Corria com frequência em países diferentes de distintos continentes Ganhou 9 de seus 17 embates, sendo quatro de graduação máxima, em diferentes países. O Prix du Jockey Club na França, o Juddmonte Internacional na Inglaterra, o Canadian Internacional no Canadá e o Arlington Million nos Estados Unidos. Colocou-se em quatro oportunidades, mas faltava-lhe algo naquilo que considero provas chave. Foi segundo o Arco vencido por Marienbard, também segundo no King George VI ganho por Alamshar e terceiro nesta mesma prova para Doyen e Hard Buck. Nenhum dos que chegaram a sua frente poderiam ser considerados grandes expoentes.

Sei que o fato de que nenhum dos vencedores destas provas poderem ser considerados do top, pode n'ao influenciar a mente de muitos outrossim considero estas provas chaves, pois, elas são vencidas, em sua maioria das vezes, por cavalos excepcionais. Mas não nos anos de Sulamani. Assim sendo...

Para mim faltava-lhe um ou dois degraus, para o nível máximo contudo, não há dúvida que foi um muito bom cavalo de corrida, completamente fracassado no breeding-shed do hemisfério norte. Sua estrutura genética era formada em stamina, sem sustentação alguma de velocidade, em meu modo de ver. Seu pai Hernando ganhou o Derby francês. Seu avô materno Alleged, ganhou dois Arcos. O pai de sua segunda mãe Northfields, venceu dois Dedrbies menores nos Estados Unidos, o de Louisiana e o de Hawthorne e os pais de sua terceira e quarta mães, Relko e Mahmoud, triunfaram no Derby maior, o de Epson. Muita stamina para pouca velocidade num pedigree desbalanceado.

Havia um certa velocidade clássica em sua linha materna, já que descendia de forma direta de Polamia, via sua filha Mia Pola, sua bisavó. Mas era pouco pelo peso enorme de stamina existente nas posições chaves de seu pedigree.

Alguns irão pensar que pedigrees como estes são importantes para o Brasil. Eu discordo, mais os respeito e sei que aqui em sua grande maioria das vezes funciona. Todavia, o ponto que para mim, era crucial no pedigree de Sulamani era o fato de seu pai Hernando, ser  filho de uma égua imbreed em Buckpasser. E onde há Buckpasser há sucesso na América do Sul.

Sulamani foi um inútil na produção de grandes corredoras e por isso tenho algum receio que possa vir também passar em branco como avô materno. Outrossim, produziu 11 ganhadores de grupo, em 184 produtos registrados, o que lhe confere o importante percentual de 5,97% de aproveitamento clássico. Apenas dois ganhadores de graduação máxima, num fraco percentual de 1,08%. O que denigre um pouco sua participação, já que a milha e meia é um fator preponderante no calendário clássico brasileiro.

Nada tenho contra um pedigree consubstanciado em stamina. estrela Monarchos por exemplo o é, contudo com maior balanço, já que Monarchos, Fusaichi Pegasus e Northern Dancer, sua base de sustentação genética, ganharam o Derby de Kentucky, o que a colocava numa posição de ser capaz de ganhar provas ao redor dos 2,000 metros, como o fez na nossa prova principal de éguas. O fato de ser bisneta de Sex Appeal - esta uma Buckpasser - por sua filha imã inteira de El Gran Senhor, ganhador dos Guineos, corroboram o equilíbrio que havia em seu pedigree, entre velocidade e stamina.

E empirico? Tenho que concordar. Mas que em ambos os casos foram espelhados seus pedigrees, bem como a adaptação de Buckpasser ao habitat brasileiro, você também haverão de concordar...