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segunda-feira, 28 de outubro de 2019

PAPO DE BOTEQUIM: NO CAMPO E COM DIREITO A CHOCOLATE

Segura com cuidado Jesus, que a criança chora...

Há de se convir, que esta semana que se passou, foi um tanto assim tensa, pelo menos para meu gosto. Dois enterros. De um lado a maior inovação já apresentada na justiça brasileira, a Lava Jato. De outro a prepotência de um treinador, que sentiu de longe a queda e ao invés de tentar suaviza-la, partiu para o enfrentamento. Esquecendo que um dia teria que comprovar o que dizia.

O coveiro mor da Lava Jato, o ministro Gilmar Mendes, que antes era a favor da prisão por segunda instância, até ela vir a afetar a aqueles que lhe podem trazer dissabores com suas revelações, tratou de enterra-la, de uma vez por todas, sem eira nem beira. Do outro um português chamado Jesus, que teve que ouvir, semanas a fio, fanfarronices de um treinador, que nada de importante ganhou fora de seu continente e que depois que ganhou uma estatua, se sentiu dono da verdade, respondeu como as coisas neste setor devem ser respondidas: no campo e com direito a chocolate.

No turfe, semanas antes sentimos na carne a derrota de uma deusa, e também de um momento histórico, pois, seria o terceiro Arco ganho pela primeira vez por um mesmo ganhador. Foi-se Outubro tétrico e espera-se Novembro, com eu no Brasil e mais importante, com um festival de carreiras, semana próxima, onde Championships serão definitivamente definidos.

O Estados Unidos vive um momento não muito usual, embora na temporada passada houvesse um tríplice coroado invicto. Mas ele nem ao Travers chegou, o que minimiza as sensações daqueles que vibram com esta atividade. Por sua vez o lídimo ganhador do Kentucky Derby, deste ano,  se viu abarroado por uma série de infortúnios, a começar pelas atitudes de suas conexões. Mas volta com a pata direita, vencendo a seu estilo - tire to tire - o Bold Ruler Stakes. Logo, é um festival sem grandes estrelas, mas recheado de elementos promissores. Eu diria, off-broadway.

No Brasil, desde Bal que nada de concreto cristalizou-se. Flight Time parecia ser o cavalo, mas infelizmente foi levado a derrocada de saude, pela insanidade de uma idéia que nunca deu certo. Cash e Halston, foram para centros que a meu ver estão completamente fora das aspirações de um turfe que quer se firmar no campo da exportação. E Quarteto de Cordas e Arrocha que disputaram galão a galão, a supremacia, após a saída de cena de Flight Time, cada dia correm menos nos Estados Unidos. Desculpem a franqueza, mas aqui vivo e constato sermos uma industria que desce a ladeira sem conseguir sequer usar os freios.

Nós brasileiros vivemos a síndrome do enterro. E nos recusamos a tentar ver a luz no fundo do túnel. Muitos são incapazes até de ver o túnel. E temos que conviver com os Gilmar Mendes da vida que com palavras decoradas dos anais da justiça brasileira e com os jargões populares do Renato Portalupi, a tentar enganar ter o melhor time do Brasil, um time segundo ele copeiro, mas que na verdade provou na quarta feira não conseguir sequer sair da cozinha. Cabe a nós, meros seres humanos, dormirmos com um barulho destes e tentar, dentro do possível, manter nossos narizes fora do limite do solo.

Aprendi com vó Adelina, que quando o momento não é propício, cala-se e ouve-se. Esperniar é a sina dos desesperados. Dos sem rumo.

Agradeço aos diretores e profissionais do Flamengo pelas sensações que eles estão nos deixando viver. São passageiras, sei disto, po isto temos que aproveita-las com a maior intensidade possível, enquanto duram. Sempre dei preferência ao campeonato brasileiro a uma Libertadores e sei que não muitos conseguem chegar a uma final de uma Libertadores. Outrossim, só um o fez metendo cinco pela goela de um presunçoso profissional, numa semi-final.

Agradeço também aos criadores e proprietários do turfe brasileiro, por manterem vivas as chamas de uma atividade que cada vez se torna menor. Não digo isto com prazer. Eu como agente, dependo deles. Enfim, só não agradeço ao Janot que planejou matar a um ministro do STF e na hora H mudou de idéia. Mas agora com a necessidade de ser condenado em quatro estâncias, creio que ele pode completar seu plano, pois, nunca enxergará o interior de uma cadeia...E, de quebra, virará herói nacional...