Dizem que Deus é brasileiro. Se é, arrisco-me a afirmar que foi uma escolha falha, ou quem sabe, uma penitência por algum erro assumido. tal como criar o PT ou o Idi Amim Dada!
Somos um pais em que um porteiro de condomínio, testemunha que um morador recebeu a visita de um acusado de crime de morte, quando este se encontra em outro estado, votando no congresso. Não lhes parece coisa encomendada? E enquanto antigos dignatários, ou tentam empacotar vento ou são mantidos presos por enumerou crimes de colarinho branco, grande parte da população está apenas ligada num a decisão futebolística que há de ser definida no Chile, em semanas.
Será que Charles deGaulle tinha razão?
NÓS QUE MILITAMOS NO
TURFE BRASILEIRO HÁ DÉCADAS,
CONHECEMOS BEM
COMO AS COISAS FUNCIONAM
NESTE PAIS VARONIL
COM O CÉU COR DE ANIL
Nunca passou pela minha cabeça, que o Brasil seria um dia o pais do futuro, como escutava sempre, desde os tempos de calças curtas. E sabem porque? Porque eu convivia com membros de minha família, com os meus vizinhos, com colegas de escola, ouvia rádio e assistia televisão, e o simples fato de ter todos estes inputs, já me transmitia aquele senso de apatia coletiva, do levar vantagem de tudo, da validez do ilícito contando que não seja no meu quintal, que o desejo da mulher do próximo é válido quanto mais próxima ela esteja, coisas que concordo que existem também em todos os países, todavia não, com tanta assiduidade e de forma tão descarada.
Mas me deixei levar pela paixão, e quando ainda exercendo minha profissão, optei por largar tudo e cair de cabeça no mercado de cavalos de corrida, achando que este sim, iria ser a atividade do futuro. Ledo engano.
Há uma crença no Brasil, que nos rege, desde os tempos de império, que a grama do vizinho sempre é mais verde. Pois bem, acredito que este seja o primeiro sinal do subdesenvolvimento cerebral. O bom cavalo pode vir de qualquer lugar e Ribot, Invasor, Phar Lap, Nijinsky e tantos outros através da história, estão ai para provar isto. Não é frequente, mas possível de acontecer. Então porque não acreditar?
Estarei no dia de Halloween embarcando para o Brasil, iniciando o mais um período de inspeções sobre nossa criação. São muitos que assim o fazem? Não sei. Mas se não o fazem, deveriam. Enquanto não tenho conhecimento do fato, arrisco-me a afirmar que talvez seja o ser humano de língua nativa portuguesa, que mais conhece nossas gerações e por isto nunca me neguei a aqui escrever e dizer por onde passo, que sabemos criar cavalos de corrida. E isto, com a ferrenha e inacabada certeza, que o fazemos com ferramentas rudimentares, em se tratando de genética.
A pergunta passa a ser, porque não nos imbuímos num senso de coletividade e unidos em função de um objetivo comum, enfrentamos nossos desafios turísticos de uma forma mais profissional? Sem bairrismos, nacionalismos, modismos, aforismos, continuismos ou qualquer outra forma de ismos?
Toda vez que piso num avião cujo destino é o Brasil, tento me imbuir na crença que estarei tendo a chance de estar a frente de algo diferenciado. Alguém está me dando esta oportunidade. Não se pode deixa-la escorregar pelo ralo. Aonde estará? Não sei? Não quero saber? E tenho raiva de quem quiser me convencer do contrário, pois, a primeira regra de meu dicionário para com esta atividade, é que não existe uma regra. Existe sim uma conduta baseada em conhecimento, imaginação e a sorte está em você ter a oportunidade de ver a sua frente algo que é diferenciado, por simples ato da natureza, e cabe apenas a você, detecta-lo.
Que outros igualmente assim o façam. Nunca quiz ser o príncipe de Zambia. Contento-me em ser um office boy, mas que se assim o for, que o seja New York, não em Santa Cruz de la Sierra. Acho que o seu crescimento profissional cristaliza-se com o tamanho da oposição. Ganhar de ninguém, para mim, não é ganhar. É deixar de perder. Seria como tirar o doce da mão de uma criança de três anos, ou simplesmente assaltar um idoso de 95.
Não tenhamos medo da concorrência. Temos capacidade de enfrentar o mercado externo. Concordo que está cada dia mais difícil, mas longe de poder ser considerado impossível. Difícil é aguentar o nosso STF, os improvisos da Dilma, as confissões de honestidade do Lula, e agora o grito de um recém eleito de um pais falido, do jargão, Lula Livre. O resto tira-se de letra...
