Não gosto de tratar stayers como elementos sem velocidade, acho apenas que esta velocidade só é demonstrada através do vencimento de certa distância. Um exemplo? Stradivarius. Poderia alguém dizer que ele é uma cavalo destituído de velocidade? Acredito que não. Ele não é o galopado, este sim um elemento de apenas uma marcha. Mas que no seu pique pique, galga posições, quando os adversários esmorecem a sua frente.
Stayer em inglês é aquele capaz de ficar. No meu conceito o stayer, podese apresentar de duas formas. Aquele que participa dia carreira e aumenta sua velocidade no final, ou o copeiro, aquele que corre quieto para exercer toda a sua plenitude apenas nos metros derradeiros. A história me demonstrou que poucos, para não se dizer nenhum, teve sucesso no breeding-shed das corridas de flat.
E passa a ser compreensível de se entender. Um cavalo que numa corrida de longa distância só pode exercer sua força plena nos metros derradeiros, o faz por alguma deficiência interna que o impossibilita de fazê-lo. Como no caso de um elemento tardio, que precisa de mais tempo para ter todo o seu sistema funcionando a pleno vapor.
Hoje fica muito difícil de se medir a qualidade de um stayer na reprodução, pois, poucos são aqueles com chances de provar. Normalmente eles já são direcionados para o mercado reprodutivo dos steeplechase's. Outrossim, eu acredito que eles funcionam bem no Brasil. Sulamani, um quase stayer, me parece um bom exemplo a se citar, assim como o foram Henri le Balafre, Waldmeister, Vacilante e outros que pelo Brasil, passaram.
Criou-se mundialmente uma aversão pelo stayer. O que para mim é uma pena. Não os amo de paixão, mas de maneira alguma os descarto. O que acho é que dizer que eles são incapazes de produzir o cavalo de distância clássica parece-me uma imprudência. Evidente que se cada vez mais os deixamos de lado, mais difícil fica se provar esta tese.
