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quarta-feira, 23 de outubro de 2019

PONTO CEGO: UMA SENSAÇÃO DE ORFANDADE

Perguntas sinceras, na grande maioria das vezes, o encurralam contra a parede. A última que recebi, foi porque uso em meus textos muitas alusões ao futebol e a politica. Creio que a resposta simples seria dizer que tudo está entrelaçado e assim as comparações se tornam nítidas à minha vista. Mas não creio ser apenas isto. Meus mentores literários, Nelson Rodrigues, Antonio Maria, Armando Nogueira, Paulo Mendes Campos, Paulo Francis e até Machado de Assis, em várias oportunidades mesclavam suas crônicas com alusões futebolísticas e politicas.

Vejam este trecho de uma crônica antiga do mineiro Paulo Mendes Campos:

No futebol o futebol é o pão do povo. Quando dava golas em nossos campos, o torcedor pegava o seu pão no estádio aos gritos de contentamento e ficava a saboreá-lo com os amigos durante uma semana. A gestação do gol era tão séria que os jornalistas publicavam nos dias seguintes seus diagramas.

O torcedor não mudou continuando como sempre com fome de gol: mudou o futebol. Vai se tornando avaro este esporte, pois, vivendo as custas do consumidor, nega a mercadoria pela qual está paga, não a vista, mas antes de ver: gols...

Décadas atrás, este colunista, já visualizava a derrocada de nosso futebol, antes temperado à brilho em tempos de Pelé. hoje de Neymar, mergulhado em pura ficção.

De forma análoga vejo nosso turfe. Ontem reverenciado por multidões, hoje ignorado pelas mesmas. E creio que toda a culpa, a nós deve ser imputada. Deixamos, a atividade ir se perdendo, e ficamos arraigados a nosso egoísmo que quere-la apenas para nós mesmos. Tornamo-nos igualmente avaros. Perdemos o senso de atividade e embarcamos na onda do clubismo. Da troca de figurinhas...

Sem espaço na mídia que atinge multidões e privados de ser sequer noticia na ultrapassada mídia impressa em tabloides, poucas parecem ser as chances de resgatarmos este publico. O Flamengo, pelo menos está levando multidões aos estádios e foi necessário outro descobridor português, para que nisto se tornasse uma realidade. Quem poderia ser o Jorge Jesus de nosso mercado?

Outro Jorge, o Ricardo, que no mundo inteiro seria noticia de cinco em cinco minutos, vive hoje desterrado na Argentina e pouco foco nele é colocado, mesmo sendo um dos maiores atletas do mundo. Um surfista hoje, tem mais espaço que um jóquei. Seria isto normal? Uma tendência dos tempos? Só no Brasil.

O que Paulo Mendes Campos demonstrou em sua crônica, foi um exercício de premonição. Ele que viu Garrincha, Didi, Newton Santos, Manga e Amarildo defendendo seu querido Botafogo, hoje se vivo fosse, acredito que se sentiria triste ao ter que no Maracanã deparar com Rodrigo Pimpão e Joel Carli. entre outras coisas similares.

Eu que vi grandes cavalos brasileiros, sinto a mesma sensação. È uma sensação de abandono. De orfandade. De uma hora para outra você se vê perdido na escuridão, sem saber por onde sair ao encontro da luz. E desculpem, aos que assim não pensam, mas isto não é uma sinal de pessimismo. Trata-se de uma vertente do realismo que vê o antigo otimismo juvenil tão distante que o confunde com algo de outra era. De outra galáxia.

Muita coisa precisa e deve ser feita em prol de nossa atividade. Somos um mercado mantido por gente de posse, e que chegou as estas posses por brilhantismo profissional. Porque não, unir este brilhantismo e canaliza-lo em uma só direção?