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sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

PAPO DE BOTEQUIM: A PROCURA DE UM LEGADO

Levei um pito!

Pois é, depois de velho ainda estou sujeito a sermões reprovativos. Paciência. Ainda mais que foi um pito que reputo injusto. Fui acusado de pensar muito no passado. Falar de Tesio e me ater a situações já vividas. Pois é, quem assim o pensa, tem todo o direito de pensar, mas para mim, vivem uma outra realidade. A do universo paralelo.

Uma sociedade que não se atem a sua história, na verdade é incapaz de reconhecer-se a si mesma. Razões? Não só desconhece suas próprias raízes como as verdadeiras razões que o trouxeram até aqui. E não conseguindo entender a si mesmo, provavelmente se tornará incapaz de entender o adversário. E assim o sendo, não estará preparada para pavimentar o futuro de uma forma racional e organizada. 

O conhecimento da história - no turfe moderno - talvez mais até do que qualquer outra disciplina, é para mim, a ferramenta principal na construção do crescimento profissional e na ativação do um senso imaginativo. Sem estas ferramentas fica impossível sonhar, por situações que possam se tornar plausíveis de cristalizarem-se em efetivo sucesso.

Sucesso, eis a situação que todos no turfe almejam. Penso que 90% dos proprietários e criadores de cavalos de corrida, estão mais interessados no sucesso técnico que propriamente o financeiro. São gente economicamente bem resolvida e que aceitam o desafio de participar de uma atividade, que apenas o disco de chegada dita as normas do padrão de qualidade.

Um dos pontos que todos nós, que vivemos desta e para esta atividade ansiamos é estar ligado ao verdadeiro líder de uma geração. Daí a importância, nos principais centros turísticos do mundo, de algo chamado Derby. Seja em Epson, Churchill Downs ou Palermo, o Derby pode diferir em pista e distância, mas nunca em seus princípios primordiais: a consolidação de uma liderança.

Dos anos 60 para cá, houveram grandes ganhadores em Epson, dos quais devem ser destacados, Sea.Bird, Royal Palace, Sir Ivor, Nijinsky, Mill Reef, Roberto. Grundy, The Minstrel, Shirley Heights, Troy, Shergar, Golden Fleece, Nashawn, Generous, Sinndar, Galileo, Sea the Stars, Camelot, outrossim, nem todos atingiram sucesso no breeding-shed. Sou ainda daqueles que acredito que a função principal da pista - principalmente no tocante aos machos - é selecionar quem deva seguir campanha no breeding-shed. E antes o Derby de Epson espelhava este padrão. Hoje acredito que não tanto mais.

Galileo e seu irmão materno Sea the Stars, certamente reavivaram a áurea do Derby, áurea esta que teve suas eras triunfantes no breeding-shed com a inclusão de Sir Ivor, Nijinsky, Mill Reef, Roberto, The Minstrel e Shirley Heights e depois de um longo e tenebroso inverno, os dois citados no inicio deste parágrafo. Mais timidamente tivemos lampejos deste brilho em certos vencedores do Kentucky derby, já que negar o sucesso de Northern Dancer, Seattle Slew, Pleasant Colony, Sunday Silence, Unbridled, seria um ato em vão. Mas há de se notar, que Unbridled venceu o Kentucky derby de 1990 e Shirley Heights, o de Epson em 1978. Respeitodamente são elementos de um outro século.

Tirando os filhos de Urban Sea, diria que de há muito, estas duas importantes provas, que teóricamente definem a liderança de suas respectivas gerações, estão. atualmente, muito aquém de municiar o breeding-shed, das forças que ele realmente necessita para manter a fila andando. 

No Brasil Spend a Buck, valorizou a sua vinda com sucesso no breeding-shed e Monarchos deixou sua marca com a vinda de uma das mais importantes corredoras dentre as importadas e nativas do turfe nacional. Sinndar e Sunnys Halo foram fracassos retumbantes por onde passaram. Real Quiet e Smarty Jones tiveram seus dias finais no vizinho Uruguay e estas foram as únicas relações que tivemos de mais importante com estas duas provas.

Porque me atenho a este assunto? Pois esta semana foi me perguntado qual a razão de não tentarmos trazer um ganhador de derby do hemisfério norte, principalmente europeu, se o nosso calendário clássico na parte de sua maior valia, estava direcionado ao fundo? Primeiramente que para trazê-lo teríamos que ter o risco de adotar um fracassado, pois, um ganhador de Derby não custa o preço de uma cocada e duas mariolas. e ai estaríamos jogando contra nossas odes. Já que apenas Spend a Buck deu, enquanto Sinndar, Sunnys Halo,  Real Quiet e Smarty Jones, foram iniciativas frustrantes. Demos com os burros na água!

Temos sim que tentar trazer cavalos inéditos, que tenham tido honestas campanhas em pista, e que preferencialmente estejam dotados de um bom fisico e um excedente significativo de carga genética. Acredito que devamos nos abster da prova em si e sim nos focar na campanha do elemento. Perder na primeira turma não é desdouro algum. Agora não participar dela com o menor brilho e se ater a provas menores, a meu ver, minimiza as suas chances de sucesso.

Creio que o número de ganhadores do Arco que povoaram nosso breeding-shed tenha que ser considerado expressivo. Porém, falando um português claro, que legado nos deixou?