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terça-feira, 28 de julho de 2020

UMA GOODWOOD CUP PARA NÃO SER ESQUECIDA

Vocês já imaginaram se quando o Frank Sinatra se considerasse rico, parasse prematuramente de cantar? O Michael Jordan de jogar? o Mohamed Ali de lutar? O Usain Bolt de correr? O Messi de fazer gols? E o Robert de Niro de atuar? Pois bem, com cavalos de corrida infelizmente estava acontecendo isto. Com excessiva frequência. Ao final da campanha de 3 anos, invariavelmente os melhores se iam para o breeding-shed, pois, estava claro na mente do mercado que se ganhava mais dinheiro na reprodução do que propriamente na pista. E com isto os espetáculos se tornavam mais pobres, pois, não se fazem todos os dias Sinatras, Jordans, Alis, Bolts, Messis, de Niro, assim como Enables, Stradivarius, Zenyatas e Frankels.

Quem perdia? O espetáculo.

Enquanto as pessoas não se interarem que a alma do negócio é o espetáculo e que este espetáculo são na verdade os artistas, o show tende a terminar. A Coolmore, Aga Khan e a Godolphin, três dos maiores investidores do mercado, retiravam seus melhores artistas do ar, ao final da campanha de 3 anos. O embate do melhor três anos, com aquele que agora com quatro, fora o melhor do ano anterior, findou-se. Era coisa do passado. 

Como então, comparar gerações? Apenas na literatura daqueles que comentavam e usavam de sua imaginação para supor? Lembro de minha excitação de assistir a luta de dois tríplices coroados, Seattle Slew e Affirmed, bem como no ano seguinte de Affirmed e Spectacular Bid. Foram corridas memoráveis. Ninguém precisou dissertar para mim, uma escala de valores entre os três, que justamente com Secretariat, Forego e Ruffian desenharam uma década de ouro no turfe norte-americano: os anos 70.  Eu nem morava aqui. Mas vinha para cá. para participar destes momentos. Garanto a vocês que era tão bom quanto sexo. 

Não moveria multidões um desafio entre American Pharoah e Justify, nos moldes de Sea-Bird e War Admiral ou de Nashua x Swaps? E um dia Zenyatta e Rachel Alexandra? Esta coragem de enfrentamento foi apagada pela densa fumaça do lucro financeiro. Das sindicalizações. Porque não dizer do politicamente correto que passou a imperar no turfe moderno. Eu vou por aqui. Você vai por ali e nós dividiremos toda a grana pelo caminho e depois faturaremos para todo o sempre, na criação de seus produtos!

Todavia, a velha idéia, que parecia ser coisa do passado, está voltando. Manter em pista cavalos como Zenyatta, Enable, Frankel, Stradivarius e Magical, em muito enobrece a atividade. Pensem o que seria desta temporada sem a presença de Enable e Stradivarius? Teria a mesma graça? Traria a mesma atenção?  Sem publico nos hipódromos manter as pessoas ligadas em suas televisões requer algo mais.

Qual a diferença que faz para um homem da envergadura e da idade do Prince Khalid Abdullah, levar Enable para a reprodução de forma prematura?  Qual a alegria que isto lhe poderia trazer? Não entendo porque Zarkava foi retirada da pista, a meu ver prematuramente. Para manter sua invencibilidade? Enable não é invicta e hoje goza de mais prestigio do que a potranca de Aga Khan. E olha que até o presente momento não sei quem se sairia melhor num embate entre estas duas, na milha e meia de Longchamp em grama seca.

O alto comercio na atividade, retirou Secretariat das pistas no alto de sua forma física. Um crime ao desporto. E o que falar de Rachel Alexandra sem um tira-teima fundamental com Zenyatta, talvez em uma Classic? Porque Shergar foi retirado igualmente em seu auge das pistas. Para ser sequestrado e ter seu resgate negado a ser pago? Valeu a pena?

Antigamente os Khan davam mais tempo a seus cavalos. Lembram-se de Petite Etoile? Vibrei com a campanha de Dahlia, em dois continentes. Olhe o que esta égua deixou de legado para a atividade, dentro e fora das pistas. E Ribot? Não teria sido um crime retira-lo aos três, como o fizeram com Sea-Bird? Dancing Brave, Nashwan e tantos outros, que não se expuseram a correr contra os mais novos.

A história nesta temporada, completamente atípica, por incrível que possa parecer se fez ainda mais presente. Um terceiro King George VI para Enable. A possibilidade de uma quarta Goodwood Cup para Stradivarius. O que mais um verdadeiro turfísta poderia sonhar? Enable já tinha feito história a se tornar o único elemento a ganhar o Arco e a Breeders Cup Turf, numa mesma temporada. Já pensaram se ela ganha o King George VI, o Arco e a Turf este ano? Talvez entre para a história como a maior de todos os tempos.

Stradivarius versus Santiago era mais do que uma carreira. Para mim era um embate de gerações. Tinha pois, um gosto especial, pois representava aquilo que acredito ser, a verdadeira essência deste esporte. E era isto que o amante deste turfe, ansiava. O desafio. O enfrentamento no mais alto patamar.

Ambos aos três anos haviam vencido o Queen´s Base stakes, demonstrando assim que seriam elementos de fundo. Santiago foi levado a segunda colocação, enquanto o favorito se mantinha por fora na quarta de posição. Na metade da carreira, Dettori aproximou-se, mas Dettori ainda sem forçar e derrepente se viu encaixotado. Por segundos, a 400 metros  a coisa pareceu negra. Foi quando Dettori pediu por sua montaria e Stradivarius respondeu como sempre desta vez fazendo história. Santiago foi terceiro.

Excesso de confiança? Sim, Dettori arriscou a deixar a casa cair num carreira que segundos depois provou ser só sua. Vir por dentro me pareceu uma tática arriscada, quase suicida, ainda mais se seu cavalo parece estar sobrando.

Será que ele sonhou com o Mike Smith???????