Enveredamos anos atrás por uma caminho perigoso, a meu ver, e sem aparente volta: o de transformar nos estadios de futebol em Coliseuns - ou melhor arenas - onde tudo passou a ser permitido. Era o local onde as pessoas podiam extravasar livremente todas as suas malidicencias e complexos. O cara ia lá para brigar, xingar, cuspir, matar, jogar para fora todas as suas tensões do dia a dia e até torcer, quando havia tempo para tal. Pois bem, éramos felizes e não sabíamos. Hoje, esquerdopatas de diteióides, transformaram as redes sociais, em novas arenas onde podem dizer o que querem e travarem duelos satânicos. E o pior temos agora um editor chefe do Brasil, o STF, que se acha no direito de editar aquilo que pode ser dito e aquilo que não pode ser dito.
Evitei que o Ninho do Albatroz se tornasse um veículo de lava~
ao de roupa suja, não permitindo um correio livre de leitores, que na verdade se transforma com um tempo num caudaloso rio de fofocas. Onde as ofensas e opiniões politicas se proliferam. Mas em contra partida sempre aceitei opiniões sobre o mercado, e da criação. tendo elas o meu vez de raciocínio, viu não. A tribuna sempre foi e sempre será livre no Ninho. Apenas que previamente filtrada. Pois se o Toffoli se acha apto a editar o Brasil, eu tenho certeza que também o sou ema relação a meu blog.
Feito este pequeno mas necessário introito, apresento aqui, talvez a mais abalizada posição profissional daquilo que chamo do mercado de cavalos de corridas no Brasil. Pois, acredito que pouca gente possa conhecer melhor o mercado de cavalos de corrida, que o Nilsinho Genovesi. Ainda mais, que ele - como leiloeiro - vende outras raças e espécimes, e portanto tem um feeling - para mim - único de comparação. Outro dia comentei ter ele sido o único a notar que numa venda de 50 lotes, haviam dois, que tinham correlações importantes com os dois cavalos que mais sucesso estavam fazendo no hemisfério norte, Jolie Olimpica e Halston. Era a perspicácia daquele que ve o grande quadro da questão. Não apenas fragmentos dela, mas que não perde a essência dos mesmo, suas nuances.
Pois bem num papo que tive com o Nilsinho, se de em circunstâncias não muito usuais: ele a caminho de Londrina onde leiloaria gado e eu do supermercado, onde reabasteceria minha casa para a chegada do Hurricane Isaias. Resumindo, ambos a procura de suas respectivas sobrevivências. Aproveito para transcrever aqui parte daquilo que ele considera a visão que um investidor do PSI, tem que ter nos dias atuais.
... nós temos um mercado totalmente diferente, um mercado no hemisfério norte até se deslocando mais para o Oriente do hemisfério, para os países asiáticos, além do tradicional que tínhamos dos Estados Unidos. Europa nunca foi um grande mercado, até poderia ter sido, você sabe muito bem que levou cavalos (brasileiros) para correr páreos que eram impensáveis de correr para um cavalo brasileiro, enfim, a única forma de nós fazermos este nosso mercado aqui do puro sangue brasileiro se mover e trazendo estas referências. Evidentemente que você tem um prêmio em Cidade Jardim de $5,000 Reais, que você não recebe, um prêmio no hipódromo da Gávea, reduzido a 40%, que já não era uma maravilha, e penso como você pode vender um potro de $100,000 Reias? Um potro de $100,000 Reais, menos mal remunera o criador, já que no frigir dos ovos é cerca de US$15,000. Então, uma boa criação hoje de um potro, não sai a menos de US$10,000 e para este mercado girar eu preciso no mínimo que este criador recupere parte de seu investimento, porque o dinheiro volta para o mesmo lugar, para o mesmo haras. Se ele vende um pouco melhor, ele compra uma égua melhor e é disto que a gente vive. Logo eu tenho que fazer estas referências.
Falei de você, falei do H e R, falei do próprio plantel do Araras, pois, a idéia é você vai tirar uum produto destes, e vai pagar todo o investimento, Assim, se a gente não tiver esta referência que você tem um mercado que a gente possa multiplicar por 20, 30, 40 ou até 50 vezes, aquele valor que você está atribuindo a um produto nacional, não haveria nenhuma razão de ser, E também não estou inovando. É tudo questão de observação de vivência.
Por exemplo, a raça de puro sangue árabe no Brasil, que é um criatório pequeno, que consegue ser menor que o do Puro Sangue Inglês, hoje devem nascer 800 potros árabes, o que é menos da metade do PSI, mas ela é toda focada, nas vendas internacionais. Então se você tira uma potranca boa, vem um sheikh árabe, paga US$400.000, US$500,000 e isto movimentas o mercado. Como o cavalo árabe se mantém no Brasil, porque a pessoa ainda cria, sendo tão desestimulante? E porque está visando uma possível venda internacional, de um possível animal de exceção ...
Eu creio que nada mais deva ser acrescentado.
SE VOCÊ NÃO GOSTA DE TURFE, PROCURE OUTRO BLOG. A IDÉIA AQUI NÃO É A DE SE LAVAR A ROUPA SUJA E FAZER POLITICA TURFISTICA. A IDÉIA AQUI É DE SE DISCUTIR TEORIAS QUE POSSAM MELHORAR A CRIAÇÃO E O DESEMPENHO DO CAVALO DE CORRIDA. ESTAMOS ABERTOS AS CRITICAS E AS TEORIAS QUE QUALQUER UM POSSA TER. ENTRE EM NOSSA AERONAVE, APERTEM OS CINTOS E VISITEM CONOSCO, O INCRIVEL MUNDO DO CAVALO DE CORRIDA, ONDE QUERENDO OU NÃO, TUDO É PRETO NO BRANCO!
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