Jolie Olimpica
Adquiri através dos anos, alguma experiência internacional, frequentado leilões na Inglaterra e nos Estados Unidos. E uma coisa ficou para mim clara, com a experiência própria. Você vai pelo fisico, evidente, mas se calça naqueles nomes que reconhece no pedigree e confia.
Se vem a um pais que não é o seu comprar um elemento que se consagrou nas pistas e verifica que a mãe do mesmo, é irmã da mãe de algo como Jolie Olimpica, um dos cavalos brasileiros do momento de maior prestigio nos Estados Unidos, e que igualmente outro corredor que você tem em alta conta, é neto da mesma avó de um cavalo que está alcançando tremendo sucesso em Hong Kong, como Halston, a tendência é não só dar preferência a eles, como também gastar até se necessário for, um pouquinho a mais de dinheiro. Seria lógico o que digo?
Infelizmente, a grande maioria dos profissionais brasileiros não estão dotados desta sensibilidade empresarial. Talvez por desconhecimento do mercado externo, ou simplesmente por não darem bola para isto. Lego, engano. O Nilsinho, que participa dos principais leilões no Brasil, tem este conhecimento e captou que duas compras efetuadas nestas últimas vendas, tinham este viez. Não eram apenas animais diferenciados fisicamente, mais do que isto, tinham um selo internacional, que seria facilmente identificado por investidores do hemisfério norte, caso venham a se consagrar nas pistas.
Halston
O agente tem que ter esta visão empresarial. Em assim sendo, ele poderá ajudar a seu investidor, numa futura venda para o exterior, com a adição de mais um zero ao preço final a se obter. Evidente que você não compra apenas pedigree. Mas também, não pode ficar apenas escravo do fisico. Se vocês forem assistir a um baixo claiming de seis anos em Belmont Park, constatarão que a maioria de seu campo é formado por animais exuberantes, mas de pedigrees frouxos.
O mercado, por sua vez, tem que reconhecer a fervura do mercado. Imaginem que a média do Araras com 50 lotes, fazendo parte destes a última geração de um dos mais destacados reprodutores de nossa história, Wild Event, alcançou a média de $84,000 reais. O Fronteira, na quinta feira com 14 lotes, conseguiu uma média ainda superior, $86,250 reais. isto não poderia ser transcrito como ma reação gradual de nosso mercado? Os pedigrees de um são superiores ao do outro, mas em termos físicos as coisas parecem que se igualaram.
Nem tanto ao mar, nem tanto a terra, diria vó Adelina. Há de haver um meio-termo. Um ponto de equilíbrio, que reconheça fisico e pedigree como objetos importantes na feitura daquele animal que está a sua frente.

