O GARANHÃO DO RIACHUELO X LURDINHA BATALHÃO
PRIMEIRA PARTE
O cara foi por muito tempo conhecido nas rodas masculinas do Rio de Janeiro, como o garanhão do Riachuelo. Não que tivesse nascido ou sido criado no bairro - de mesmo nome - na cidade, que um dia foi maravilhosa. A razão de tão sutil apelido, foi por ele ter devastado a população feminina do Oiapoque ao Chui, como a marinha brasileira o fizera na batalha de mesmo nome, no rio Paraná, tendo como adversários, os paraguaios. Ele comeu a tudo e a todas. Sem perdão.
Seu nome. Ricardo Bueno. Sua altura 1,90. Louro de olhos azuis, calçava 44 e segundo as más linguas, era portador de um “aparelhamento sexual” inacreditável. Pois como dizia o Lelé, seu melhor amigo, chefe de seu fã clube, a arrebatador das sobras do mesmo, sua devastação nunca fora por causa de seus olhos azuis...
Pois bem, um dia o garanhão de Riachuelo, conheceu na gafiera do Águia no Vidigal, uma moreninha, de olhos verdes, pequena mas muito jeitosa, que atendia pela alcunha de Lurdinha Batalhão. Nada poderia ser somado a aquela paraguaia ou mesmo retirado da mesma, pois, ela era simplesmente uma obra de arte. Tudo nos seus perfeitos guaranis lugares.
Perspicaz como sempre fora, sentiu que ela era a bola da vez, e embora advertido pelos amigos que Lurdinha, só se deitava com quem queria e como queria, não se fez de regodo, atacou, soltando aquela sua sempre bem recebida tirada: Deus deve ter perdido a forma.
Ricardão, não havia perdido tempo. Porém, Lurdinha, embora brindou-o com um sorriso daqueles de fazer padre virar vedete de rebolado, e esquerdopatas aplaudir o Bolsonaro, voltou-se para as amigas e continuou a sambar sem se importar com ele. Era carta fora de seu baralho.
Que molejo, pensou ele. Mesmo ciente que acabara de pela primeira vez ser rejeitado e na frente de seus amigos, ela sabia que ali estava algo que realmente valia o esforço. A moreninha, não lhe dera a mínima bola, mas seria uma questão de tempo. O tratara como uma coisa qualquer. Não importava. Era era boa demais e agora era sua reputação que estava em jogo, era sua obrigação, domá-la. Afinal, quem morou no Rio sabe que mesmo que um individuo coma, numa mesma tarde, em sequência 99 mulheres e venha a brochar na centésima, aquela grande platéia que freneticamente o aplaudia, imediatamente puxa um coro uníssono, de: brocha, brocha, brocha!
Continua amanha.