Boa tarde Sr. Renato!
Hoje tenho algumas dúvidas a respeito do turfe norte americano e mundial que gostaria de retirar contigo, se possível...
Sempre leio com grande entusiasmo as suas anotações e referente a última relacionada ao mercado do PSI e do Árabe no Brasil, percebi que todos remam para a mesma direção.
Por isso tenho estes questionamentos:
1.O sr. teve uma experiência muito produtiva em levar um potro ainda inédito a correr nos EUA. Se este mesmo potro ao invés de ter ido yearling e sim recém desmamado, apenas para ter um maior período de aclimatação, e se tivesse dado tudo certo e ele pudesse ter feito score para participar das provas da coroa americana , ele poderia fazê-lo? Mesmo com o nascimento sul americano ?
Não, ele nunca poderá participar de provas reservadas aos três anos nos Estados Unidos. Acho a idéia de leva-los desmamados boa, contudo com um agravante, você tem que ter muita certeza do que está levando. Eu levei Einstein que era um potro formado e de envergadura a meu conceito digna de disputar provas nos Estados Unidos. Você deveria divisar neste desmamado uma grande chance dele terminar com esta envergadura. Não é impossível. Porém, tem que se ter experiência no assunto. Assisto a duas décadas leilões de potros nos Estados Unidos e sei perfeitamente o desenho e a envergadura que devem ter. Fiz o sentido contrario com dezenas de potrancas desmamadas que no Brasil figuraram com sucesso na esfera clássica. Outrossim há de se convir que elas enfrentaram uma concorrência menos que o fariam os elementos brasileiros no sentido contrário.
2. Suas experiências com cavalos já corridos em vários continentes é muito boa, mesmo que estes cavalos tenham sido vendidos para outros interesses. Então me pergunto, até onde saiba, no Brasil o criador tem o direito a 10% do prêmio, valor este a ser repassado pelos Jockeys Clubes. E se estes cavalos são exportados, pros EUA por exemplo, o criador brasileiro também tem algum valor (porcentagem) a ser recebido pelos prêmios ganhos pelo animal? Em Dubai e Europa, temos esta mesma regra? Se sim, qual o percentual?
O conceito norte-americano é que o criador já recebeu sua recompensa por criar o potro, ao vender o animal ou ao se tornar proprietário do mesmo em pista. Para se ter uma ideia a Breeders Cup aqui, não assinala em seu programa oficial sequer quem é o criador do elemento. Não há taças e muito menos prêmios.
Apenas para entender, porque seria de grande valia o criador de um Glória de Campeão, Bal a Bali, Eisntein, Hard Buck continuar recebendo além da glória de tê- los criado , um dinheirinho para melhorarem as suas criações.
Acho que eles estão certos. Com isto os proprietários ganham um pouco mais e consequentemente investem mais, e nisto está o lucro dos criadores ao vender melhor.
Grato,
Otavio.