ENABLE
O que aconteceu séculos atrás não condiz com o que acontece hoje. O mundo é outro. O mesmo se aplica as corridas de cavalos. Dar sete libras de vantagem a Love, por esta ter três anos de idade, faz de Enable uma escrava de seu próprio destino. Tomo meu exemplo. Fui uma criança de 15 anos, que jogava bola na praia pelo Tatuis. Hoje não existem mais crianças de 15 anos. Quando quem quer que seja atinge esta idade, já é um homem. Muitos como pais e outros até assassinos. Até a desmiolada da Greta é respeitada por alguns, se bem que incautos...
Não dá para se dar mais, estas vantagens, exdrúxulas. Seja por idade ou sexo. Um elemento de três anos, não é mais o elemento de três anos de quando esta regra foi criada na velha Albion. Um elemento de três anos atual, tem a formação atlética pronta, igual a um de quatro, cinco ou seis. Ele não é mais um potrinho em desenvolvimento. Ele é uma maquina de correr pronta para o que der e vier. O que fez esta evolução? O uso melhor da genética, as novas técnicas de criação e treinamento. Enfim, toda a gama de insumos hoje dominados pelos profissionais do ramo.
LOVE
O Arco, onde as duas irão se defrontar, serve como exemplo. Perguntem-se porque o Arco é considerada uma carreira que favorece as fêmeas? Pelo handicap de idade e sexo, a ela aferida. Enable, não precisa de handicap algum. Mas acho igualmente injusto ela dar este exorbitante handicap a alguém do quilate de Love. Desculpem, aos puristas, mas tradição não que dizer atraso tecnológico. Para mim, Love está grandinha, desenvolvida e corre mais dos que as próprias pernas. No peso a peso, já teria condições de enfrentar Enable em igualdade de condições.
Posso parecer reacionário, mas sou contra metrificações na performance de cavalos e mais ainda com estes handicaps esdrúxulos. hoje a tarde, peso a peso se defrontarão Gamine e Swiss Skydiver. Quem for melhor, poderia provar hoje, sem vantagens ou desvantagens. Da mesma forma que rates não garantem o resultado de páreo algum, eu complementaria que se handicap equalizasse situações, as carreiras tenderiam a terminar empatadas. Logo, porque não ver no peso a peso quem é a melhor?
Agora limitar o sucesso daquele de maior qualidade, em prol do segundo melhor que leva uma vantagem substancial de peso, para mim soa como inconsequente. É olhar apenas para o jogo. É uma medida burra, como a Dilma!

