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sábado, 10 de outubro de 2020

PAPO DE BOTEQUIM: O LEGADO

Royal Academy

Entre as pessoas normais, ninguém se considera o dono da verdade. Só os idiotas assim o admitem.Você pode ser dono de sua opinião, mas nunca dos fatos que moldam a mesma. Os fatos são de todos.

Da nesta forma, acredito que somente os números, e a tortura podem explicar a razão verdadeira das coisas. Quem não está sob tortura e não tem em suas mãos números consistentes, apela para coisas do tipo, trata-se de um filho do fulano, e se este fulano está mostrando ser um excelente garanhão, e capaz de gerar filho com bom inicio reprodutivo, passa a dizer o que quer, não se importando com o que aquilo poderá ser.

Vivemos, na criação brasileira, a mercê do menos pior e de alguns elementos que realmente são capazes de fazer a diferença. E o que seria fazer estas diferença? Para mim, melhorar a capacidade de uma égua gerar produto melhores. Ghadeer, Wild Event, Roi Normand, Out it Back, Known Heights e Clackson, que eu particularmente penso terem sido os seis melhores reprodutores para o período estipulado das provas de grupo, sensivelmente melhoram o nível do produtos das éguas a eles oferecidas.

Mas existiram outros menos votados que a meu ver tiveram uma parcela de responsabilidade na feitura do no produto. Creio que a importância no sistema de shuttle seja o legado que estes importados que aqui passam, quando muito dois ou três anos, deixam em termos de filhos em aproveitamento reprodutivo.

Mesmo tendo em conta o fato divergente de número de éguas na reprodução e o tempo das mesmas no campo, vejamos como alguns deles se saíram como avô maternos até o presente momento.


Royal Academy, Trempolino, Roy e Spend a Buck (foto ao lado),  são respectivamente responsáveis por 15, 13, 12 e 11 individuais ganhadores de grupo, sendo que os dois primeiros conseguiram seis individuais ganhadores, cada, na esfera maior, seguidos com Roy com cinco e Spend a Buck com quatro.

Além dos citados, acredito que apenas Northern Afleet ate aqui, com seis individuais ganhadores de grupo, sendo dois de graduação máxima, poderá se estabilizar no patamar dos citados. Há esperanças em Elusive Quality que já conta com dois ganhadores de provas de grupo e Holy Roman Emperor com uma.

Senhores se não temos a coragem suficiente de bancar reprodutores nacionais, mesmo sendo estes excepcionais ganhadores de grupo e filhos de reprodutores trazidos no sistema de shuttle, é hora de nos agarrarmos com unhas e dentes em suas filhas, pois elas serão o legado deixado por eles. Mas para tal, teremos que evitar - como o Marcelo Augusto e o Marcel Bacelo - já provaram em suas respectivas teses, a ação nociva dos eletricistas.

A ABCPCC numa atitude louvável, resgata parte da história do turfe brasileiro, digitalizando a Revista Turf e Fomento. E pelos anúncios dos garanhões, que eram muitos, pode-se aquilatar o volume insano de eletricistas que fomos capazes de trazer, numa época que cada criador queria ter seu próprio pastor chefe. Bagé era nada e o Paraná e o Rio de Janeiro pouca frente podiam fazer ao poderio da criação paulista. Pois é, as coisas mudam, outrossim, nosso cacoete de trazer eletricistas permaneceu vivo.

Sei que podemos fazer mais. Por exemplo trazer as campanhas de nossos parelheiros, a tempos anteriores. Pelo menos de Heliaco, Albatroz, Garbosa Bruleur, vindo dedos poucos, por partes. Primeiro até Adil, Farwell, Narvik e Escorial. Os brilhantes anos 50. E depois no outro patamar, das décadas de 30 e 40. Tudo está nos anuários de corridas. Basta digitar. Nação haveria alguém de nossa atividade com a capacidade de bancar um patrocínio para isto?

Já é hora de parar de apenas criticar. E partir para uma ação realmente objetiva. Afinal, isto é fazer o turfísta novo, realmente conhecer nossa história. Ter conhecimento quão grandes já fomos. De nosso crescimento e daqueles que fizeram isto possível. Vi grandes cavalos correr, mas dos final dos anos 60 para cá. Muitos, dos das décadas de 50 e 40, apenas ouvir falar por intermédio de gente que já não está entre nós, num tempo que simplesmente gravar uma conversação era impossível. E que tal fazer uma galeria digital de fotos de reprodutores e de nossas grandes éguas, utilizando-se da própria Turfe e Fomento? Poucos foram aqueles que tiveram a oportunidade de ver um Locris, um Waldmeister, um Earldom ou mesmo um Tumble Lark. Não seria importante?

Como pode se exigir conhecimento, se não houver a montagem de uma história?