Não consigo invejar a burrice, como Nelson Rodrigues, "pileriava", justificando ser ela eterna, pelo simples fato primeiro que não acredito que nada seja eterno e segundo que a burrice um dia tropeça em sua própria incompetência.
Sei que o povo brasileiro, - mas que todos os demais povos aparentemente civilizados - tem aquela característica básica do engajamento ao bando. Sozinho ele é incapaz de chutar um cachorrinho. No bando incendeia uma igreja ou implode com um supermercado.
No turfe brasileiro existem igualmente bandos, que formados por gente supostamente mais avançada em raciocínio, são capazes de em um sindicato a cometer verdadeiros suicídios genéticos. E o pior, depois deste suicídio, estar sendo bisado em outros centros onde com melhores éguas e melhores condições de criação, com fracassos retumbantes.
Todavia como todas as regras, existem exceções. E eu acredito que Drosselmeyer (foto de abertura) possa vir a ser uma delas.
Ele ao ganhar o Belmont Stakes e a Breeders Cup Classic - mesmo sendo nos piores tempos estabelecidos para estas provas - creio que possa ser visto como a mais importante campanha aqui aportada entre os reprodutores que por aqui ficaram. Contra si, havia o fato de ser um galopador e com agravante, um galopador que vinha de trás, que com isto, necessitava que vários parassem para que ele sobreviesse.
Rejeitado - em um fato inédito no Eclipse Awards para um vencedor da Classic - a ser sequer relacionado entre os melhores três anos e cavalo do ano, nunca teve a menor aceitação, em termos reprodutivos - aqui nos Estados Unidos. Fez shuttle como o Brasil e após a estréia de sua primeira geração em pistas norte-americanas, achou-se melhor que ele ficasse pelo Brasil.
Pois bem a partir de sua primeira geração nascida no Brasil, em 2013, até o presente momento completaram-se 20 individuas ganhadores de grupo. Nenhum nos Estados Unidos. Todos na América do Sul de suas cinco primeiras gerações. O que isto sugere?
Que ele serve para o hemisfério sul e não para o hemisfério norte.
Mas uma de suas única ganhadoras de graduação máxima no Brasil, parece estar muito perto de conseguir sua primeira prova de graduação 1 nos Estados Unidos. Isto acontece, como aconteceu com Spend a Buck, ou vocês acham que Pico Central, Hard Buck e Einstein são produtos sorte?
Observa-se que para 20 ganhadores de grupo, apenas cinco atingiram sucesso na esfera máxima, sendo três dos mesmos, no Uruguay. Isto é algo que conta contra ele. Outro fator a se levantar em consideração é que 11 destes 20 individuais ganhadores de grupo, filhos de reprodutoras descendentes da tribo Raise a Native. Um percentual acima de 50%, determina que há fogo nesta fumaça.
Eu inicialmente tinha minhas reticencias a respeito de Drosselmeyer. Com cinco gerações ele me provou que como no caso de Spend a Buck e Executioner, ele deu a volta por cima e como os dois citados, apenas neste hemisfério. Uma cãoisa qoue n pode passar a desapercebido, é que todos os três, graduaram-se na esfera máxima nos Estados Unidos. Logo, não eram cavalos de baixo quilate.

