Poucos são aqueles, que possam aquilatar a importância de um reprodutor do quilate de Agnes Gold (foto de abertura). E porque? Porque muitos de nossos investidores, ainda o veem como um cavalo pouco atrativo e que produz elementos fisicamente longe de serem considerados exuberantes. Mas e daí? O que me importa são os números e creio que seus números respondem aos críticos de uma forma indiscutível.
Ate semana passada, este filho de Sunday Silence, respondia por 22 individuais ganhadores de grupo, sendo 11 dos mesmos graduados na esfera máxima e 8 na esfera que vem logo a seguir. O que isto significa? Que Agnes Gold é um dos mais importantes reprodutores já aqui aterrizados, embora não prime por uma forte beleza em sua impressão física.
Com 399 produtos registrados em idade de corrida, seu índice de classicismo é de 5,51% sendo que 2,75% de seus produtos o fizeram na esfera mais lata de competição. E apenas quatro de seus 22 ganhadores de grupo, advém de éguas ganhadoras de grupo.
Acredito que isto o ponha em um patamar diferenciado da grande maioria dos reprodutores em serviço atualmente no Brasil. Contudo um dado que considero bastante interessante, é o fato de entre seus principais corredores apenas dois serem filhos de éguas que penetram em idade considerada perigosa. Três de seus produtos graduaram-se fora do Brasil, dois deles na esfera de grupos 1, sendo Ivar, a meu conceito, o de maior competitividade no cenário internacional.
Até o presente momento, apenas as linhas troncos 8h e 9f, conseguiram bisar na esfera clássica com Agnes Gold. Em termos criatórios, o Mondesir que o guarda, tem cinco produtos lá nascidos entre seus grandes ganhadores, três pelo Rio Dois Irmãos, um pelo Regina e um por si próprio. O Estrela Energia com cinco, e o Figueira do Lago com três, são dois outros haras que souberam se aproveitar das benesses por este reprodutor emanadas. As filhas de Crimson Tide e Wild Event, até aqui foram suas mais ardorosas incentivadoras, com três individuais ganhadores, cada.


