Procuro entender porque as pessoas se negam a tentar aprender com exemplos anteriores, e usam como desculpa esfarrapada, que um raio não cai no mesmo lugar duas vezes. No caso do turfe, garanto que cai, e cai mais até que duas vezes!
Gosto demais de Mario Vargas Llosa e ele escreveu recentemente "que a cultura, no sentido tradicionalmente dado a este vocábulo, está prestes a desaparecer." E penso que ele possa estar certo, pois, as pessoas pouco se instruem. Preferem, quando necessitam saber de algo, consultar o Google.
Eu penso que cultura não é quantidade de conhecimentos e sim a qualidade dos mesmos. Não deveríamos confundir cultura com o conhecimento. Uma é anterior a outra. O conhecimento tem mais a ver com a valorização da técnica em angaria-los. A cultura seria o cultivo da forma e a capacidade de armazenamento, de dados compilados pelo conhecimento. Vó Adelina, sempre dizia "que cultura é um pouco que fica, do muito que se sabe."
Não basta conhecer os nomes que aparecem em um pedigree, Você tem que entende-los. Estudar suas características e imaginar se por ventura haverá uma dominância. Isto irá lhe garantir sucesso? Não, todavia existirá sempre um aumento de possibilidades. Acho muito importante se aquilatar o grau de velocidade, precocidade, estamina e endurance em um pedigree, São dados que podem lhe auxiliar em decisões. Infelizmente pouco são os treinadores no Brasil, que dominam esta questão, A grande maioria tem uma formula de treinamento e o cavalo tem que se adaptar a mesma. Mas se houver conhecimento da parte do proprietário, sempre existirá uma chance das coisas se amoldarem.
Inicio este fim de semana aquilo que chamo de Eles fizeram história. Apresentando quem foi Lord Falmouth. E remontarei durante a mesma a Roberto, um elemento altamente controvertido, cuja a entrada no turfe brasileiro não foi forte, mas mesmo assim importante.
Ele é um Hail to Reason, como Halo, com características distintas. Assim sendo, passa a ser de conhecimento que o que é bom para Roberto, pode não necessariamente o ser para Halo. Por isto, vamos a partir das semanas seguintes ,tentar entender as bases genéticas dos chefes de raça que ora temos usando como pilares, os exemplos que deram certo. Ai veremos se um raio cai ou não cai mais de uma vez no mesmo lugar.
Never is to late to learn
Mas como disse no inicio, o conhecimento se sedimenta melhor naqueles que tem cultura, em nosso caso, turfístico E por isto, acho importante se ter conhecimento como estas bases se formaram, e o que elas transmitiram de principal, seria um pré-requisito chamado cultura.
