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HARAS ERALDO PALMERINI a casa de Lionel the Best (foto de Paula Bezerra Jr), Jet Lag, Estupenda de Mais, Hotaru, etc...

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terça-feira, 1 de dezembro de 2020

PONTO CEGO: PARA QUEM DISCORDA, BOA SORTE

Pois é, é isto mesmo. Agradeço, me envaideço, mas não mereço. O que fez a comissão de corridas tomar a decisão de obrigar aos cavalos correrem ferrados, é simplemente a vitória do bom senso. E contra o bom senso, desculpem, não há como se lutar. Ou melhor, há, por que sempre haverão aqueles que tentarão detratar o óbvio. Outrossim, no fim, impera aquilo que faz mais sentido. É a lei da vida e a história assim o prova. Ouvi dizer que querem voltar com desferrageamento. É como correr os 100 metros rasos de uma olimpíada sem tens, descalço. Não vejo segurança alguma nesta decisão.

Outra anomalia. Já vi gente defender reprodutor afirmando babosidades tais como, precisamos abrir nossos pedigrees. O que isto revela? Uma fuga a realidade. Por sua vez, em mais de uma oportunidade tive conhecimento de gente - inclusive importante para o mercado - dizer que ter sucesso no turfe é apenas uma questão de sorte. Sorte, é poder ainda respirar em tempos de Covid-19. Cheguei ao cumulo de ter que ouvir repetidas explanações sobre técnicas de cruzamentos, de gente que não tem o mínimo conhecimento do que seja sequer um pedigree. Quanto mais onde se localiza o rabo de um cavalo... Todavia, confesso que nunca me surpreendi tanto com a afirmativa que o cavalo desferrado é aquele que tem os seus cascos mais protegidos. Esta vai entrar no meu FEBEAPA do turfe brasileiro, que pretendo publicar em meu leito de morte, quando o padre já estiver  presente, para a extrema unção. 

Desferrar um cavalo, para mim sempre foi uma forma de dopping. Pois, para mim dopping é qualquer meio que se utilize para se levar vantagem contra um adversário, que teoricamente está ali para disputar com mesmas chances. O mesmo se aplica nos “apliques” de diferença ilegal de peso, uso de chicote com bateria elétrica, enfim, qualquer artimanha que ainda possa se inventar. E sempre haverão muitas e novas. A imaginação daquele que insiste levar vantagem em tudo é inimaginável!

Existem coisas que preservam o cavalo. O lasix pode ser uma delas, pois, se assim não o fosse, não seria tão amplamente utilizado por treinadores em trabalhos matinais. Mas ele realmente dá uma diferença na performance de um cavalo. Logo, ou todos vão de lasix, como ocorre nos Estados Unidos, ou sem ele na Europa. Vejo uma unificação como sadia, para os interesses do turfe globalizado e creio que neste caso, será os Estados Unidos quem deve abrir mão do uso. 

Tenho a nítida concepção que as agarradeiras são uma faca de dois gumes. Elas livram os cavalos de um grande número de problemas, principalmente na largada,  Onde em minha humilde opinião podem ocorrer as maiores injurias para um atleta equino Ela dá uma maior segurança ao cavalo. ela pode causar danos a outro cavalo, o que justifica, mas não explica. Acho que os benefícios, são maiores que os contras e para mim sua proibição é mais uma questão de contenção de custos do que propriamente de segurança. O sua não utilização equaliza a posição de todos proprietarios: o que pode se dar ao luxo de gastar e o que não pode. Mas sei que neste tocante, serei execrado por assim posicionar-me. 

Ser tradicionalista é uma forma de poder se criar uma série histórica, onde todos, através dos tempos, disputaram suas carreiras de uma forma igual. Sem vantagens dadas a A, B ou C. Mas parece quem existem alguns, que discordam, e tentam inventar novamente a pólvora.

Para que concorda com o que digo, obrigado. Para quem discorda, boa sorte.