Cada um conta as suas primaveras de uma maneira distinta. Eu o faço, a partir de um determinado momento em minha vidas, a conta-las por Arcos e King Georges assistidos. Vi, acho que de tudo, mas não imaginei que iria um dia ver, um jóckey brasileiro, ganhar o mesmo titulo que corou as cabeças de Fred Archer, Stevie Donoghue, Gordon Richards e Lester Piggott, o de leading ride no turfe britânico. E o brasileiro Silvestre de Souza, as conquistou em três oportunidades: 2015, 2017 e 2018.
E como sempre digo, uma vez pode ser sorte, duas coincidência, mas quando você ganha três, é que sabe o caminho. Este maranhense o fez. Montou para a Rainha. Para os Sheikhs. Enfim, grande parte de sua vida como freelancer teve que enfrentar a outros contratados pelos maiores proprietários. E o fez sem problema e com grandes resultados.
Major wins[edit]
- Prix Morny - (1) - Pretty Pollyanna (2018)
- Premio Roma – (1) – Hunter's Light (2012)
- Dubai Turf - (1) - Sajjhaa (2013)
- Dubai World Cup - (1) - African Story (2014)
- Al Maktoum Challenge, Round 3 - (1) - Hunter's Light (2013)
- Hong Kong Cup - (1) - Glorious Forever (2018)
- British Champions Sprint Stakes - (1) - Donjuan Triumphant (2019)
- International Stakes - (1) - Arabian Queen (2015)
- Champion Stakes - (1) - Farhh (2013)
- Lockinge Stakes - (1) - Farhh (2013)
- Nunthorpe Stakes - (1) - Winter Power (2021)
Qual foi o melhor cavalo que montou? Perguntarei. Qual o cavalo que gostaria de ter montado? Perguntarei também? Assim como a trilha que teve de seguir desde São Francisco do Maranhão, à Inglaterra, com um breve passagem por Cidade Jardim? Indagarei, pois, todos nós estamos curiosos para saber.
Ao jockey brasileiro pouca ou quase nenhuma atenção é dada em sua formação. Mas a grande verdade, é que sem lenço muito menos documentos, eles saem fronteira afora, e ganham onde forem. Seja no Canada, em Macau, na Argentina, em Cingapura, em Hong Kong e até na Inglaterra. Alguém saberia explicar o porque? Vai ser realmente outra indagação que faremos.
Sylvertes de Souza, assim como o João Moreira, o Ricardinho e o Juvenal, são lendas vivas brasileiras que deveriam ter bustos seus erigidos, nos principais hipódromos nacionais, inaugurados com eles ainda vivos. Homenagear mortos com discursos e flores, não é mau. Mas fazê-lo ainda quando vivos, é muito melhor.
Pois é, de nosso jeito simples vamos trazer para vocês na segunda próxima, também conhecida como dia 19, na hora de sempre, 21.30 horas o Silvestre para bater um papo e contar um pouco de sua vida, no Ninho do Albatroz. E será como sempre na plataforma da Revista Horse, no You Tube.
Creio que vai valer o esforço, por isso contamos com a sua audiência.