Aviso a meus navegantes. Não sou mineiro. Sou carioca da gema, nascido e criado na zona sul do Rio de Janeiro. Mas passei dois anos de minha vida, recém formado que estava, quando me transferi para as Minas Gerais, para chefiar uma turma do Metrobel, aquele que seria e nunca não foi, o metro de Belo Horizonte. Pois é, mineiro pode não ser ousado, mas longe de ser bobo. Desconfia de tudo.
Surpreendi-me com a não inclusão de nosso Filo, na Woodbine Mile (G1). Teríamos então, o fato inédito, de três três palheiros brasileiros numa prova de graduação máxima, do continente norte-americano. O que seria um verdadeiro luxo e uma auto afirmação da qualidade do Made in Brazil, numa das vitrines mais cobiçada do planeta. O que houve? Não sei, mas tentarei averiguar.
O que nos resta fazer é torcer por ambos corredores brasileiros remanescentes e eu em especial para Ivar, que considero um cavalo de alta qualidade locomotora, mas que não tem ate aqui, a sorte, como seu maior aliado.
Quando entrevistamos o Paulinho Lobo, numa das primeiras lives do Ninho do Albatroz, senti uma certa frustração deste grande profissional brasileiro, de não poder tido até então, Ivar naquele ponto que considerava ideal. Muito se discute a validade de se amenizar no inverno o treinamento de cavalos de corrida nos Estados Unidos. Fato usual na Europa. Paulinho o congrega a seu grupo. Confesso que não tenho ainda opinião formado no assunto. Faltam-me não só dados, mas principalmente foco na questão.
Contudo, vamos ver como Ivar reage, a seu primeiro embate de real competência na atual temporada e o que será dele pelo resto da temporada. Home Screen, aparece em segundo plano, mas para mim, tem mais cara de protagonista do que um mero coadjuvante.
Quanto ao nosso querido Filó, esperamos que esta tenha sido a estratégia que suas conexões desenharam como a melhor, para ele surgir como uma esperança na Breedes Cup Mile (G1).