Realmente o Nelson Rodrigues está certo: os idiotas vão tomar conta do mundo. Cada dia os vejo proliferar com mais velocidade e se encaramos o lado politico, mais ainda. Outrossim, prefiro me ater a aquilo relativo ao turfe, pois, é o que mais me atinge no momento, e certamente o que mais atinge a grande número dos que aqui navegam.
Defendo teses, que são vistas por alguns, como impossíveis de serem levadas a diante, pois, nosso turfe, como na nossa politica, está cheia de idiotas, alguns até em cargos diretivos. Como disse Nelson, eles são muitos e eu completo e se proliferam como coelhos...
Conversei muito com o Moreira em nossa aventura na França pelo Estrela Energia e agora tive o prazer de também o fazê-lo com o Sivestre de Souza. Preferências a parte, creio que eles foram os dois profissionais brasileiros, com o maior número de êxitos no âmbito internacional, até o presente momento.
Ambos foram objetivos. A formação de jockeys pelas escolinhas no Brasil, é abaixo da critica. Mas mesmo assim somos capazes de exportar profissionais deste setor, para os quatro cantos do mundo, e os que foram, em sua grande maioria, alcançaram sucesso. Não como os dois citados, mas sucessos dignos de nota.
Não seria hora de melhorarmos a preparação deste atletas?
São coisas simples, que podem ser tranquilamente melhoradas e a um custo benefício que creio ser importante para a atividade. Lembrem que mesmo que tudo corra bem da seleção do cruzamento a estréia, tudo, e eu disse TUDO, acaba na mão de um cara baixinho que teve uma vida dura e uma não tão boa formação. Muitos conseguem evoluir. Outrossim, um número muito maior são aqueles que ficam pelo caminho. E quando ficam, levam, muitas vezes com eles, não só cavalos, como também, treinadores, proprietários e criadores, Eles são o elo final desta corrente. E por isto mesmo deveriam ter suas formações levadas a efeito com mais cuidado.
O Silvestre deu uma dica que considero espetacular, sobre este assunto, mas prefiro que vocês ouçam segunda próxima, de sua própria boca. Logo, soluções sempre haverão. Boa vontade de consegui-las nem sempre.
Querendo ou não, somos hoje exportadores de jockeys. Coisa que a Argentina nunca o foi. Estes profissionais, no exterior, ajudam a vender a nossa marca. Criam conexões comerciais. São marcos que devem ser preservados e homenageados. Preferencialmente quando ainda vivos.
Juvenal, Ricardinho, Moreira e Silvestre, são jóias vivas de uma atividade que não tem a força, muito menos a exposição, mas que sobreviveram por seus talentos. Duas coisas peço a nossos dirigentes, de nossos dois principais hipódromos, Gávea e Cidade Jardim. Homenageam estes quatro, para que outros ainda em formação se espelhem neles, e venham a progredir em sua profissão.