Qualquer dor é ruim. Contudo, a cara do idiota é pior. Infelizmente na grande maioria das vezes, elas são necessárias, pois, demonstram uma fragilidade em seu sistema fisiológico.
No turfe não aquilatei o que pior, um matungo assumido por sua incapacidade de correr bem, ou um, esperto que aprende que ganhando ou perdendo, sua ração, sua cama limpinha e um tem acima de sua cabeça, estão garantidos no final do dia, pelo menos temporariamente.
Numa democracia de verdade, todas as perguntas deveriam ser permitidas, mesmo que muitas delas, não sejam respondidas. Perguntas inoportunas, são como dor de dente. Mas podem ser respondidas se houver gente preparada para tal. Teríamos, estas pessoas?
Admito que faço perguntas inoportunas, principalmente para alguns que com a caneta na mão se acham intocáveis em suas torres de marfim, ali colocados por menos de 1,500 pessoas. E isto depois de suar a camisa na tentativa de cativar aquele que vota.
Teríamos as pessoas certas, nos lugares certos? Depois de ouvir o que a Japan Association fez e vem fazendo para o turfe local, apresentado pelo Francisco lança, em nossa última live, passo a ter as minhas duvidas. Sérias dúvidas, diga-se de passagem.
Não estou aqui para julgar quem quer que seja, mas me sinto no direito de indagar. Quando teremos ações minimamente parecidas com as adotadas pela Japan Association? O conceito dos Racing Clubs, a escala de meritocracia, que os jovens corredores tem que escalar para poder sequer vir a correr sua primeira prova de grupo, a formação das provas de grupo, a divisão do número de cavalos por treinador e nos principais centros de treinamento e nos de apoio.
Isto levado em uma ilha, quase destruída por duas bombas atômicas no meio do século passado, que sofre com problemas de espaço, de neve, de furações, de terremotos, de vulcões, mas que contra tudo e contra todos, deu a volta por cima. E não estou falando apenas em relação turfe.
Venho alertando a décadas que o Japão um dia bramaria, Game Over! Pois é, e de lá para cá, ninguém, e eu disse NINGUÉM, seja no Rio ou em São Paulo, se preocupou em pelo menos copiar algo do modelo japonês. Hoje que o cavalo japonês é uma realidade, existem ainda aqueles que se surpreendem. Como se fosse um gênio, que de repente se livra da lâmpada de seu senhor.
Algo me diz que eles este ano tem uma grande chance de tornar seu maior sonho uma realidade: ganhar o Arco. E se o fizerem, garanto que muitos ainda ficarão surpresos.
A surpresa do idiota e a certeza daquele que se instrui.