Mesmo em se tratando de um turfe menor, voce pode ter gente com um pensamento maior. E quando isto acontece, fica claro que as chances de sucesso se tornam ainda maiores. Vejam o caso de Puerto Rico. Petrolero, um dois anos lá criado, acaba de vencer o Clasico Navidad (G1) e deve com isto ter carimbado seu passaporte para se tornar o Champion 2yo local.
Atentem para as sutilezas existentes neste cruzamento.
Em sua quarta geração Console, produz seu oitavo ganhador de grupo, o quarto na atual temporada na qual três dos memos alcançaram com sucesso a esfera máxima. Dos oito, três possuem aquilo que nomino de binômio mágico - imbreeds em Northern Dancer e Mr. Prospector - e três, com tripés, que seriam o binômio mágico acrescido de mais um imbreed em chefe de raça até a quinta geração ou duplicação de matriarca até a sexta geração.
Quando isto acontece com um reprodutor uma vez, pode ser sorte, duas quem sabe coincidência, mas três ou mais, é porque tem azeitona nesta empada. E no caso presente de Petrolero, existe ainda, como pode ser visto no pedigree que se segue, uma duplicação em Weekend Surprise, que a meu ver soma e soma e muito.
E aí eu me pergunto, como uma atividade com muito menor potencial que a brasileira, em termos de criação cavalos de corrida, consegue isto, e nós não?
Falta de conhecimento, talvez de imaginação, ou simplesmente grande parte de nossos criadores acreditam que a forma de cruzar em questão trata-se de uma coincidência ou simplesmente é produto da sorte? E o que estou fazendo aqui, nada mais é do que uma narrativa.
Aos que assim acham, pergunto como explicar o resultado abaixo? Onde todos os oito se deram bem em provas de graduação máxima local?
