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segunda-feira, 2 de janeiro de 2023

DETALHES DO RIO QUE ME DÃO SAUDADES



Há 50 anos surgia o píer de Ipanema
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É impossível prever qual o cenário, o contexto ou o gesto que irá provocar uma transformação cultural e se tornar o símbolo do espírito de uma época. No Rio de Janeiro, mais precisamente nas areias da praia de Ipanema, na década de 1970, o que melhor capturou o status de então foi um objeto inanimado, frio em ferro e madeira, sem charme ou beleza especiais, mas que construiria um oásis utópico, rebelde e contracultural : um píer. Uma construção que levaria um emissário, tubulação até hoje responsável por despejar os dejetos dos bairros mais ricos da cidade diretamente no mar, e que passou a dividir a praia de Ipanema no ano de 1971. À altura da Rua Teixeira de Melo, na faixa de areia ao redor da construção um sonho louco que duraria até o ano de 1975, no qual as melhores ondas eram surfadas pelos melhores surfistas, e os mais importantes artistas se misturavam com os jovens de então para se bronzearem, mergulharem no mar, conversarem e sonharem – impulsionados por baseados, ácidos e outros combustíveis psicodélicos. A tal obra que possibilitou o surgimento dessa terra mágica e utópica, no entanto, inicialmente provocou ira na população. Era, afinal, uma estrutura feia, que levaria esgoto para o mesmo mar onde nadavam. Desse cenário tétrico nasceu poesia, cultura e resistência. Para fazer a tubulação chegar até o ponto correto no mar, foi preciso alterar a morfologia do solo e a própria profundidade do mar, mudando assim a qualidade das ondas no local. Se antes o melhor pico para o surfe era o arpoador, com a chegada do Píer as ondas ali cresceram e, aos poucos, foi para lá que migraram os surfistas. Diz a lenda que quem primeiro surfou as formações perfeitas do mar do píer não foram os surfistas do arpoador, mas sim, uma turma que ficou conhecida como Os Metralinhas, formada justamente pelos irmãos mais novos dos surfistas que, por serem impedidos de pegarem as boas ondas, migraram para lá – onde encontraram ouro em ondas. A areia removida para a implementação da estrutura era jogada nas laterais da praia, formando assim as tais dunas – que serviam como uma barreira que escondia das pessoas na rua o que acontecia na praia, transformando aquela faixa numa espécie de trincheira de drogas e de comportamento livre. As ondas trouxeram a turma do surfe, que levou os jovens mais bonitos e gostosos da época de ambos os sexos – e a privacidade trouxe os artistas e os doidões, e o cenário estava pronto. Da noite pro dia, não havia lugar melhor para se estar que não no Píer de Ipanema. Eram as dunas do desbunde. Era comum avistar a própria Gal nas areias de Ipanema antes do show, e reza a lenda que foi ela a primeira a estender sua canga e se deitar sobre as dunas. E nomes que surgiram e se tornaram icônicos entre as dunas e o mar da Ipanema de então. Como Petit, o surfista-galã, muso da praia e, ao mesmo tempo, das festas intelectuais, que serviu de inspiração para a canção Menino do Rio. A contracultura da década de 1970 nascia nas areias de Ipanema mas havia sim um sentido alienado e delirante. 

Nas areias do píer houve um oásis de liberdade que moveu aquele recorte de parte de uma geração. Desmontado em 1975, ficou o sentido profundo de uma vivência ocorrida ao redor do píer que fez história. O restante do píer, hoje