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domingo, 8 de janeiro de 2023

PAPO DE BOTEQUIM. CORRE-LA E VER NO QUE DÁ !

Sem dúvida alguma, a vitória da brasileira Queen Of Clubs, em Maronas, nesta última sexta-feira, mexeu com o imaginário de muita gente. O que não me aparece um absurdo, pois ela excedeu ao que normalmente acontece em provas internacionais de graduação máxima em hipódromos sul-americanos.

Tenho uma forma de pensar que pode ser a mais viável, porém é a que me utilizo. Sua vitória relembrou-me em muito, como deixei claro no artigo, a de Giulia, nesta mesma prova, anos atras. Para falar honestamente, a de Giulia me impressionou ainda mais. Tenho percepção clara que experiências vividas o calejam, para a realidades de algumas situações. A norte-americana Giulia, que havia selecionado quando ainda desmamada para o H e R - detalhe marcada por ele para a minha inspeção - venceu, convenceu e imediatamente recebeu uma proposta em dólar de seis dígitos. O negócio acabou não se concretizando, e seu proprietário, resolveu por conta própria leva-la para os Estados Unidos.

Lá ela nada fez e foi a seguir vendida para o Japão, ainda por seis dígitos. Pois, bem não há como se comparar os campos que tanto Queen Of Clubs e Giulia, humilharam. Mas acredito terem sido similares. Assim sendo, creio que os proprietários da primeira já devam ter recebido ofertas do exterior. E a pergunta que me vieram fazer, vários leitores, é aquela esperada. Poderia elas se dar bem nos EUA?

A resposta, é simples: porque não?

Não há como se avaliar o verdadeiro potencial de Queen Of Clubs, pelo o que ela apresentou até aqui, levando-se em consideração, ter corrido no Cristal e uma vez em Maronas, sem que eu possa verdadeiramente aquilatar de quem ela ganhou. Giulia, voltou a seu pais de origem e embora tenha tido problemas de readaptação, fez menos do que dela era esperado.

Reconheço que uma tríplice coroada, mesmo em se tratando do Cristal, é uma coisa muita difícil de se atingir. Todavia, vi pelo menos duas tríplices coroadas irem para as terras do tio Sam, e nada lá conseguiram de realmente útil. Contudo lembro a meus navegantes, que são épocas diferentes, turmas estrangeiras igualmente distintas, outrossim, uma coisa deve ficar bastante clara. A coisa por aqui, não é muito simples.

Riboletta, Virginie e Joia Olímpica, se deram bem. Mas quantas outras ganhadoras de graduação máxima aqui aportaram e nada ou muito pouco, conseguiram?  Não se trata de uma visão pessimista. Isto é a realidade do turfe mundial, onde grandes nomes convergem para a América do Norte, a procura de cheques. Até os de terceira prateleira na Europa e que na grama norte-americana acabam se saindo bem. Chad Brown que o diga.

Mas para alguém que parece ter seu futuro direcionado ao dirt, não me parece tarefa das mais simples. O que devia ser testado, se a mesma não for vendida, seria sua capacidade locomotora na grama. Giulia, não a tinha, logo ficou em situação complicada.

Vende-la?

Durante um breve período, os ganhadores do Ramirez e da milha chegaram a bater nos sete dígitos. Porém, outros Invasores não aconteceram e a coisa caiu na realidade dos médios seis dígitos. Desta forma, depende de quem seja o comprador e das necessidades do vendedor.

Assim sendo, para aqueles que me perguntaram, apenas um adendo. Uma mudança de ambiente como este, exige, conhecimento e determinadas condições, que só podem ser devidamente reconhecidas, quando se chega ao destino. Se por acaso ela não for vendida e seus trabalhos na grama não animem, realmente não vejo muito o que se fazer, que não ser corre-la no continente, e ver no que dá.