Eu juro que deixara este espaço para falar daquela que é para mim, a mais importante carreira do circuito uruguaio, o Jose Pedro Ramirez (G1), mas para deixar claro a todos, a apresentação da brasileira Queen of Clubs, no Ciudad de Monteviedeo, simplesmente inviabilizou esta possibilidade. Foi de uma magnitude acima de qualquer parâmetro.
Eu já tinha vivido experiência similar nesta mesma prova, com a norte-americana por mim selecionada, Giulia. No caso, em sua não menos impressionante vitória, a distância dela para a segunda colocada foi ainda mais expressiva.
Mas a forma como esta se desenvolveu foi o que me chamou a maior atenção. Ela corria segundo e depois quarta, por toda reta oposta, com a cabeça de lado. Eu cheguei até a pensar com meus botões, o que este jockey está fazendo? Pois bem, pelo o que ela demonstrou ao entrarem na reta, ficou provado a mim, que ele sabia exatamente o que estava fazendo. Depois de lutar pouco mais de 100 metros com aquela que liderava a prova, despachou a todas, tratando como Giulia, já tratara anos atrás todas, e eu disse TODAS as sua rivais, como paisagem.
Confesso que não esperava, pois, infelizmente o Cristal, não me cria parâmetros reais. Logo, culpa é minha, pois, depois ouvindo de outros, onde a grande maioria a tratava, mesmo antes da carreira como algo especial, convenci-me, de uma vez por todas, que o mal informado era eu.
Filha e neta materna de dois elementos nem acima da média na areia, ela não tem um pedigree grandioso, mas parece ter agora uma campanha acima de qualquer discussão, mesmo não sendo ela desenvolvida na Gávea ou em Cidade Jardim. 12 são suas carreiras disputadas, 10 são as vitórias conseguidas, com uma segunda colocação, e além do titulo de tríplice coroada gaucha, hoje ostenta entre as três anos de uma posição invejável no cenário sul-americano. Com certeza, para o gosto do hemisfério norte, de médios seis digitos.
Aos que me perguntaram como qualificaria o campo da prova, respondo da mesma forma, quando me fizeram a mesma pergunta quando da vitória de Giulia: não sei.
O que sei é que quando numa corrida internacional de cunho de um grupo 1, algo acontece como o ocorrido no caso de Giulia e agora Queen of Clubs, é que na verdade dentro das destas suas carreiras, haviam na verdade duas provas. Uma para as vencedoras e outra para suas adversárias. Pois, o que se sente, é serem as vencedoras de patamares muito superiores a suas adversárias.
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