Tem dias na vida de quem quer que seja, que você chega a duvidar, mesmo daquilo que faz com o maior afinco e esmerada dedicação. São os chamados caprichos da mente, que o pegam num dia atípico e o atacam sorrateiramente. No meu tempo de jovem, dávamos a isto o adjetivo de fossa. Tomando-me como exemplo, tenho prazer em escrever, mas sei da dificuldade que é manter seu publico atento e satisfeito com o que você escreve. Principalmente num assunto tão controvertido como o turfe.
Sim existe muita controvérsia no turfe, que vão desde as divergentes opiniões pessoais até aos resultados, que lhe causam surpresas, alegrias e dissabores. E sempre haverá, como em toda atividade o desespero do objetivo não alcançado, ou mesmo alcançado mas sem o brilho previsto. E vamos e venhamos, escolhemos uma atividade, que sempre lhe brindará com mais derrotas do que vitórias. Sim, isto é que é o turfe, por maior que seja seu investimento e conhecimento, as chances de você ganhar mais do que perder, são ínfimas. Resta então que quando se ganha, realmente venha contido em algo que o recompense.
No Brasil, esta recompensa ainda não é financeira. E quando será? Provavelmente nunca, pois, não somos uma população aficcionada. Gostamos, mas longe de idolatrarmos. E porque? Para mim, uma explicação lógica, é a falta de heróis. Explico-me.
Fitrtipaltti, Senna e Piquet, colocaram a Formula 1 em nosso cotidiano. Quando no Brasil fomos aficcionados de corridas de automóveis? Guga, fez isto com o tennis. Seleções com o volley. Pelé colocou nossa paixão pelo futebol a flor de nossas peles. E até no surf passamos a torcer. Por causa do heróis.
E pasmem, no turfe, temos igualmente heróis, sejam eles humanos ou equinos. Mas a pouca divulgação e o desinteresse aparente, fazem coisa não colar. Não dá liga, como diriam os moderninhos. E a atividade se arrasta sem um objetivo maior.
O que então fazer? Chorar as pitangas? Mudar de hobby? Ler Proust? Ou simplesmente tentar reverter a situação. Pense bem, o que você efetivamente fez para tentar melhorar a situação em que se encontra o nosso turfe? Qual foi a sua contribuição para o engajamento de novos aficionados em nossa atividade? Quantos amigos você tentou convencer a participar de nossas lides? Pense bem. Talvez você nada tenha feito e se mantem chiando com uma realidade que não irá mudar a não ser que nós que a compomos, tentemos reverte-la.
Estou sendo claro, ou terei que desenhar?
É muito fácil se chegar a conclusão que não deu liga, mas vejam o Japão, arrasado por duas bombas atômicas hoje figura com destaque no turfe internacional. Ou mesmo a Austrália, que parecia apenas um pais de cangurús, como progrediu na atividade. E a Africa do Sul? E a liga árabe que está se formado, com um circuito não só apenas de Dubai, como saudita, de Qatar eBaihran, para se citar apenas uns poucos? Nós sul-americanos não teríamos a capacidade de dar liga, juntando Argentina, Brasil, Chile, Peru e Uruguay? Algo que atraísse pelo menos a atenção de outros centros mais desenvolvidos?
Onde há dinheiro, sempre haverá interesse. Isto é uma lei básica de sobrevivência de qualquer atividade ligada ao jogo. Quem não acreditar que tente o cuspe em distância ou se filie ao Psol.
Temos que exigir melhores prêmios, outrossim, para que isto aconteça, torna-se necessário um aumento no movimento de apostas, e consequentemente mais gente apostando. Cabe a cada um de nós aliciar gente para q nossa atividade, convidando e demonstrando as sensações que são ter cavalos de corrida.