Fico aqui pensando com os meus butóes. Qual a validade de uma carreira de graduação máxima, incapaz de gerar um garanhão que venha a evoluir a criação?
Alycidon em 1948 e Sheshoon em 1960, foram os dois últimos ganhadores de uma Ascot Gold Cup a se sair bem no breeding-shed, mas mesmo assim, foram incapazes de manter acesa a chama de seus respectivos brilhantismos. Valeria a pena manter a marca de graduação máxima, para uma carreira que não contribui com praticamente nada?
Esta certo que há a tradição por trás de toda esta discussão, mas eu pergunto, os Grande Prêmios Paraná do Tarumã, o Bento Gonçalves do Cristal e até o Presidente da Republica de Cidade Jardim, não teriam também suas tradições? Porque para a Ascot Gold é válida a manutenção de um status e para outras provas pelo mundo não?
Não estou comparando as provas e sim o conceito de manutenção ou de queda de status. Afinal em sua concepção este esporte foi criado visando que o resultado das corridas, determinassem quais os machos deveriam voltar para o setor reprodutivo. Perdeu-se no tempo?
Mas em contrapartida poderia ser as nona vitória de Dettori, e justamente seu ano de despedida. E evidente que isto criou uma outra expectativa. Expectativa esta que levou o publico a loucura, quando ele tirou o invicto castanho - light raced - filho de Frankel, da cerca e matou no último pulo a Cooltrane, num duelo que fez os fios de cabelo de nosso Alexandre de Moraes nascerem, se ele estivesse presente.
Ninguém tinha noção se ele teria a stamina para abordar a distância, correra apenas três vezes, vinha de ganhar a um handocsap, mas quando Dettori e Gosden, partilham um mesmo animal, isto pouco importa, pois, tudo pode vir a acontecer.

