Tem gente que acredita em barbada. Eu propriamente mantenho minhas duvidas. A prova que mais me faz encabulado fiquei ao ser perguntado por um leigo, por uma barbada, reside, por exemplo de eu ter citado para um grupo de amigos, que Orla de Ipanema, Kelove, Oriana do Iguaçu, Maranhão, Oceano Azul e High Wire no Brasil, Blue Rose em Chantilly e Planetário (foto de abertura) em Santa Anita, seriam vencedores em suas respectivas carreiras e vejam o que aconteceu.
Acertei as duas provas fora de nosso continente e apenas duas das seis no hipódromo da Gávea. O que em outras palavras quer dizer que em se tratando de grandes clássicos há mais chance de se jogar fora, do que propriamente no Brasil.
Ai imediatamente a pergunta seguinte, é quem eu considero entre os vencedores - em minha conceituação - craque? Evidente que High Wire, Oceano Azul e Oriana do Iguaçu, entre os perdedores, e Planetário e Raptor´s, entre os ganhadores, deste fim de semana, são os elementos que mais se aproximam no patamar que considero de craques. Alguns deles chegará? Talvez
Ela onde estão Blue Rose Cen e Orla de Ipanema?
Pois é, essas já pertencem a este patamar. Imaginem que a primeira venceu aos dois anos o Boussac, e aos três a Poule e o Diane. Não sei se terá a stamina necessária para chegar ao Vermeille e ao Arco, as duas carreiras que poderão a manter nesta prateleira. Poderia ela suplantar Emily Upjohn na milha e meia?
Da milha aos 2,100, creio que sim, pois, parece estar ligada a perfeição, ao contar com sete triunfos em nove apresentações e em um palco de extrema sofisticação. Mas vejo em seu pedigree lacunas, quanto a milha e meia. Atentem, que tanto seu pai como a sua mãe, estabeleceram-se classicamente na milha, assim como seu avô materno, mas este seria na verdade um flyer como seu pai. Por sua vez, o pai de sua segunda mãe era um milheiro, restando ao pai de sua terceira mãe, algum resquício de stamina, como pode ser visto abaixo em seu pedigree.
Mas com este pedigree, como ela chegou aos 2,100m, perguntaria um incauto? Pois é, já uma façanha, responderia um estudioso. E a resposta é simples, façanhas são o que realmente separam o primeiro patamar do segundo adjacente. Chegará a milha e meia, volto a perguntar? Creio que não irão arriscar. Vejam o caso de Frankel.
Covardia? Não sapiência...
Seria prematuro dizer que Orla de Ipanema é uma craque? Evidentemente que sim. Se juízo tivesse, ficaria calado. Mas não fiquei em relação a Frankel, Sea the Stars, Zarkava, Itajara, Camelot e a outros mais, porque ficaria agora? Por caduquice? Ademais o fato de ser inscrita para estrear em uma prova de grupo, fracassado por questões de temperamento e voltado em outra logo a seguir, já me revelavam que pelo menos seu treinador via nela, algo de extraordinário. E ela confirmou nas duas provas de grupo que disputou a seguir, dando verdadeiros galopes. Tem chance de ir ao fundo? Ai reside o X do problema... só que para seus adversários.
Trata-se de uma Agnes Gold em mãe Wild Again, neta de uma irmã de um ganhador do Grande Prêmio Brasil. Logo, há stamina, limitada, mas presente. Na verdade o grande adversário desta potranca é ela própria e este será o problema que o Esteves terá que enfrentar, para mante-la nos trinques.
Sinto que Oriana do Iguassu, Planetário e High Wire, mereceriam estar neste patamar, e talvez estejam. Lembro que me mantenho reservado a certos conceitos. Mas por exemplo a velocista, encontrou ano passado e três dias atrás, alguém que a batesse, no caso do ano passado e se igualasse a ela este ano. Este é meu ponto de interrogação. Sprinter clássico por exemplo para mim, é Dayjur.

