HARAS SANTA RITA DA SERRA - BRASIL

HARAS SANTA RITA DA SERRA - BRASIL
HARAS SANTA RITA DA SERRA - CLIQUE NA FOTO PARA CONHECER NOSSO PROJETO

HARAS FIGUEIRA DO LAGO

HARAS FIGUEIRA DO LAGO
NEPAL GAVEA´S CHAMPION 2YO - HARAS FIGUEIRA DO LAGO - São Miguel, São Paulo

HARAS SANTA MARIA DE ARARAS

HARAS SANTA MARIA DE ARARAS
Santa Maria DE ARARAS: TOQUE NA FOTOGRAFIA E VENHA CONHECER O BERÇO DE CAMPEÕES

HARAS ESTRELA NOVA

HARAS ESTRELA NOVA
Venha nos conhecer melhor no Instagram @haras.estrelanova.

HARAS NIJU

HARAS NIJU
toque na foto para conhecer nosso projeto

HARAS FRONTEIRA

HARAS FRONTEIRA
HARAS Fronteira

HARAS ERALDO PALMERINI

HARAS ERALDO PALMERINI
HARAS ERALDO PALMERINI a casa de Lionel the Best (foto de Paula Bezerra Jr), Jet Lag, Estupenda de Mais, Hotaru, etc...

HARAS CIFRA

HARAS CIFRA
HARAS CIFRA - HALSTON POR MARILIA LEMOS

HARAS RIO IGUASSU

HARAS RIO IGUASSU
HARAS RIO IGUASSU A PROCURA DA VELOCIDADE CLÁSSICA - Foto de Karol Loureiro

HARAS SÃO PEDRO DO ALTO

HARAS SÃO PEDRO DO ALTO
HARAS SÃO PEDRO DO ALTO - Qualidade ao invés de Quantidade

HARAS RED RAFA

HARAS RED RAFA
HARAS RED RAFA - O CRIADOR DE PLANETARIO

STUD YELLOW RIVER

STUD YELLOW RIVER
STUD YELLOW RIVER - Criando para correr

JOCKEY CLUB BRASILEIRO

JOCKEY CLUB BRASILEIRO
JOCKEY CLUB BRASILEIRO

sexta-feira, 23 de junho de 2023

PAPO DE BOTEQUIM. O DIREITO DE SONHAR

Quando ao Brasil vou, tenho um enorme prazer de encontrar amigos e conhecer gente nova, recentemente engajada no turfe. E em relação aos últimos sou obrigado a responder perguntas, que se repetem constantemente. 

A que tem maior repercução, é porque não tenho cavalos de corrida e eu que não sou obrigado a dar satisfação a ninguém de minha vida, assim mesmo tendo a responder, aquela que para mim, é a resposta padrão: por dois motivos, não quero ser adversário de meus clientes em pista e segundo, não tenho dinheiro de sobra para adquirir os cavalos, que realmente acredito que possam fazer a diferença no atual estágio de minha vida. 

Fi-lo com Baby Victory, que micou em minha mão. Deu certo e elevou meu percentual de classicismo como proprietário a 100%. Para que arriscar a deixa-lo cair se ele me parece perfeito?

A grande maioria aceita e a gente toca a vida para frente.

Mas não poderia eu comprar e tentar meu sonho, em pistas não exploradas pelos clientes, como forma de evitar o primeiro motivo? Evidente que sim, mas ai entra o segundo, a falta de dinheiro que seria necessário para tentar torná-lo realidade. 

Mas vamos por partes. 

O cavalo de corrida brasileiro, num âmbito internacional, tem um preço bem abaixo daquilo que um, um  dia, possa representar em pistas norte-americanas. E como sempre afirmo, ele em capacidade locomotora, nada e eu disse NADA deve a seu coetâneo do hemisfério norte. O problema, é que para ele lá chegar, para muitos tem que se provar nas corridas brasileiras, onde o ressarcimento de seu investimento inicial, na maioria das vezes, não passa do ínfimo. 

Porque ressalvo que apenas pra muitos? Pois, acredito que já tenha sobejamente provado com Einstein (foto de abertura), que um inédito de ainda dois anos, bem escolhido, exportado ainda cru e lá começado, se torna um cavalo norte-americano, e com isto tem mais chances reais do que um que chega aos três anos, coberto de vícios adquiridos e tem seis meses perdidos, outrossim necessários, para se aclimatar a seu novo hemisfério.

E porque as pessoas não o fazem em maior número? Vários são os motivos, mas acredito que o principal, é aquele de acender o fósforo para ver se ele realmente funcionará. Simples assim.

Ter um cavalo de corrida requer sabedoria na escolha e sapiência em traçar o que de melhor ele possa usufruir em pista. Porém, o mais importante, é ter o cavalo certo e não faltar nada a ele, e é ai que entra a necessidade de um lastro financeiro. Nestas vendas posso afirmar que marquei dois - ambos comprados para diferentes clientes -  que certamente seguiriam a trilha Einstein, com boa dose de sucesso.

Afinal tudo que um bom sonho precisa para ser realizado, é primeiro de alguém que possa acreditar que ele possa ser realizado. E segundo, o sonhador ter as condições financeiras e os profissionais certos, para toca-lo à frente. O resto será sorte, oportunidade e imaginação.

No que posso usar como defesa de minha tese, foi expressado na campanha de Einstein. Filho de uma égua extraordinária em pista, mas que muito deixou a desejar no breeding-shed, produzindo de útil, apenas a ele e tinha ainda contra si o fato de ter seu destino traçado na terra em que seu pai fracassou redondamente como garanhão. Pois é, poderia se transformar certamente em um pesadelo...

Na pista o filho de Spend a Buck, foi apresentado em 30 oportunidades, das quais 11 foram convertidas positivamente, sendo sete de grupo e cinco de graduação m máxima. Oito foram suas colocações, entre placês e shows, que garantiram aos bolsos em quem confiou no projeto, nada menos que quase US$3,0 milhões em prêmios. Mas para que este audacioso e bem resolvido sonho, viesse a acontecer, quem o adquiriu o direito de sonhar o sonho, o deixou com uma competente ex-assistent trainer e teve que arcar com US$50,000 iniciais, para poder realmente começar a sonhá-lo. 

Logo conhecimento, imaginação sãos os ingredientes de uma acertada seleção. Mas lastro financeiro e a vontade de sonhar, de quem quer bancar a empreitada.