Muito foi criticada a não desclassificação de Mandrake, e até o Moreira, que hoje eu considero estar acima do bem e do mal, achou que a não desclassificação foi um ato clubistico, não esportista e ainda como parte afetada seguiu uma trilha mais longa; acha que tratou-se de uma ilegalidade, ao que discordo. E discordar, como ele o fez por escrito a mim, via WhatsApp, não faz dele algo para mim, menor. Ele continua sendo um ídolo, tal como o foram Pele, Guga, Oscar e Senna, embora não se ache. Aliás, esta é a primeira característica de um gênio: não considerar-se gênio. Exceção feita ao Paulo Francis, talvez...
Outrossim, o pior, é não ter a mínima dose mínima de observação e dizer que esta era a única forma de um cavalo ultrapassa-la, prejudicando-a, pois isto me parece estar aqueles que assim o pensam, vivendo em Narnia ou em Oz. Escolham.
Minimizar o feito de Mandrake me parece ridículo. Imaginem, ter como adversária a Oriana do Iguassu, e largar mal. É morte na certa. Pois, primeiro não dá tempo e segundo você tem que desafiar a velocidade do som ou da Luz, para fazê-lo. Imaginem os parciais e o esforço despendido pelo filho de Tiger Heart de chegar nela, ultrapassa-la e ainda resistir à sua volta, que aliás é uma prova inconteste que a meu ver em momento algum aconteceu dela ser prejudicada a ponto de diminuir seu ímpeto.
A diferença final foi mínima e poderia ser de vantagem de um ou de outro. Coube a ele e ai entra a perda da crava de 90% dos turfistas jogadores, a vaia e as opiniões muito estapafúrdias, como a deste senhor, que acha que Mandrake só sobrepujou a Oriana por te-la prejudicada. Nonsense...
O outro incidente, o ocorrido no Grande Prêmio Brasil, este sim era digno de uma desclassificação imediata. E ninguém fala do prejuízo de High Wire, da quase queda de Não dá Mais e dos prejuízos sofridos por outros três elementos de acionavam na reta. Quando falam, opiniam como alguns, com asneiras jã que imputam a um esquema maléfico do Esteves, para garantir a vitória de um de seus comandados. Durma-se com um barulho destes.
Acordem, não estamos em Narnia nem em Oz. Podemos não ter uma comissão das mais efetivas, mas ela agiu da forma certa nestes dois casos. Soube que até que os responsáveis por Oriana tiveram acesso a imagens que poucos tem o ensejo de ter acesso, provando a não interferência. Se estas imagens os convenceram? Não sei.
Nada entendo das leis, mas acredito que não tenha sido dada a H. Fernandez a pena máxima que a rigor mereceria, pois, para mim, foi um ato de vandalismo, seu desvio de linha. E o seu tempo de suspensão, exíguo. Afinal, ele arriscou com a integridade física, não só de pelo menos quatro animais, como o perigo de vida de seus companheiros de trabalho. Houve gente até acenou com a necessidade de elimina-lo sumariamente de nosso quadro de jockeys, o que considero outra insanidade. Mas creio que a pena máxima, deveria ter sido dado. Se foi, e ela não deixa transparecer a verdade dos fatos, paciência. Modifique-se a lei.
Temos que daqui para frente agir mais com o cérebro, do que propriamente com o coração, se queremos evoluir. Dettori em seu último ano, pegou um gancho de nove reuniões, naquele que parece ser seu ano de despedida. E estamos falando de Royal Ascot. Paciência. São menos três dúzias de aparições que teríamos chance de vê-lo atuar.
A lisura com que Moreira se portou neste fim de semana, demonstra que seu polimento foi acurado, com sua campanha profissional, fora de nossas fronteiras. Mas ele estaria igualmente sujeito a efeitos suspensivos, tenho absoluta certeza, se viesse a aprontar. Vamos colocar a mão na consciência e torcer para quem merece e não tentar crucificar também aos que não merecem, mas que não atendem a seus desígnios pessoais. Tenho dito.