Não sou consultório sentimental, mas desde a vigência deste blog, que mantenho o hábito - não sei se bom ou ruim - de responder a todo e qualquer aquele que me indaga,. E o faço de uma forma rápida e direta. Quando não sei, respondo imediatamente sobre minha ignorância no fato. Quando sei, e tenho um exemplo pratico em mente para tentar provar minha tese, o faço. Porém, na grande maioria dos casos, já vi aquilo acontecer, mas não me lembro de onde. Ai, sou obrigado a esperar que outro caso similar ao mesmo venha a acontecer, e imediatamente o retrato por aqui.
Logo, não há indagação, por mais desinteressante que seja, que não mereça de nós, a devida atenção. Sempre vi, que a dúvida de um, pode não ser a dúvida de todos, mas sua importância não se torna menor, por este fato.
A polemica instaurada com o entrevero instaurado nos metros finais deste último Suckow, tem causado muitas opiniões e indagações por parte de nosso quadro de turfistas. Volto a repetir, pois me parece sumamente importante: isto de alguma forma é produtivo, pois, além de agitar o mercado, cria maior interesse em alguns, além de fomentar o processo de desafios que esta atividade há muito tempo não vive. Ou quiça nunca tenha vivido.
Entre as dezenas de opiniões e perguntas que recebi, após a publicação de ontem que fiz no Ponto Cego, sobre este entrevero e a reação publica de ambas conexões, em defesa de seus pupilos, destaca-se uma do Alexandre do Cifra, que me pareceu tremendamente cordata e esclarecedora, que apresento a seguir.
O que seria uma aposta em paralelo?
Antigamente aqui nos Estados Unidos, haviam estes desafios, como o de Sea Biscuit x War Admiral, Nashua x Swaps e outros. Eles atraiam a atenção de milhões de expectadores. No Brasil, nunca o tivemos, mas por exemplo os embates entre Falcon Key e Fling Find, em carreiras oficiais, monopolizaram por um determinado período, a atenção do mercado.
Tenho pelos dois contendores filhos de Tiger Heart, em questão, o maior respeito e admiração. Oriana vem demonstrando em duas temporadas ser uma corredora de primeira linha na velocidade e Mandrake, por sua vez surgiu nesta última carreira como algo diferenciado.
Não temos o hábito no prado, de criar estes desafios e nem sei se eles funcionariam bem. Mas a idéia do Alexandre me parece possível de estudos, se bem que para mim como observador, - e pouco ou nada conhecedor de provas de velocidade - pense que numa prova de 1,000 metros, outros fatores, como largada e tráfego, possam ser importantes no destino final da carreira.
Fica aqui a idéia e um novo oceano para discussões, pois, o que sinto como importante é que se tratam de dois elementos diferenciados, tanto que o terceiro colocado, longe chegou. Ela sofreu sangramento e ele largou mal. Ela perdeu a ambos Suckows disputados na Gavea. Seria aquele danado daquele cotovelo? Ele está ainda em período de amadurecendo. Enfim, existem panos para as mangas. O importante, para mim, é que eles demonstram ser os melhores velocistas nos prados brasileiros.