Há sempre, e sempre haverão duvidas sobre conceituações genéticas, pelo simples fato de que esta ciência, não é como a matemática, exata. Onde 2 + 2, nunca deixarão de ser quatro, a não ser no deserto craniano da Dilma.
Uma pergunta que deixei para responder mais tarde, feita por um leitor no Rio de Janeiro, versava a forma como funciona os linebreeds. A maioria que conduzem esta duvida em suas mentes, não conseguem quantificar qual o número mínimo de correntes, que são necessárias para que este linebreed, transmita força as cinco primeiras gerações de um pedigree. E quantos mensageiros distintos são necessários.
Primeiro vamos ao básico. Os linebreeds funcionam. Quem tiver dúvidas consulte os pedigrees elaborados por Tésio, principalmente em seu chefe de raça predileto, Saint Simon. Segundo, ainda tendo Tesio como base, é fácil de se notar, não apenas o número de correntes, como também, o número de distintos mensageiros. Preferencialmente machos. Esta era a conduta adotada por Tésio. E aqui entre nós, se ele adotou e obteve o sucesso que teve, não serei eu a contestar. Apenas aplaudo e copio.
Evidente quanto maior for a dificuldade da disputa, mais significativo deveria ser o linebreed para se acreditar que funcione. Em centros menores não tanto. Outrossim, nota-se nestes centros menores, com muito mais definição e clareza, a forma que os linebreeds, possam em usufruir uma posição de destaque, como fonte de energia, são detectados. Afinal, na maioria das vezes, o pedigree em si, é de pouca sustentação genética.
Onde vocês acreditam que o portador de um pedigree como estes poderia se tornar ganhador de grupo?
Se a sua resposta, for Korea, você estará absolutamente certo.Pois bem, este pedigree, nada mais é que um mapa do inferno do lado do avesso. Talvez, apenas em países de menor competitividade aquele que o carrega, pudesse conquistar uma prova de grupo.
Mas querendo ou não, todo pedigree por mais tosco que seja, tem seu ponto de combustão que o impele a ter vontade e aptidão de vencer. Não gosto de analisar mapas de inferno. Principalmente os do avesso. Porque? Pelo simples fato que você os analisa, se acostuma com certos nomes, mas a lei do retorno é irreversível. Um dia ele o esgana...
Notem a existência de uma serie de correntes de Bold Ruler, muito próximas as primeiras gerações desta potranca. São ao todo seis, com quatro distintos mensageiros, todos e eu disse TODOS, machos.
Os dois repetidos, coincidentemente são de Secretariat e Seattle Slew, certamente os mais prodigiosos descendentes de Bol Ruler, em pista. Ambos tríplices coroados. Logo, há a meu ver, muita chance deste linebreed ter funcionado neste pedigree, pois o adensamento de um determinado chefe de raça, nas seis primeiras gerações - como é o caso presente, onde o nome de Bold Ruler, aparece em cinco oportunidades - prioriza sua participação no contexto. Principalmente em centros não pertencentes ao primeiro escalão turfístico. Que é o nosso caso.
O resto é historinha para inglês ver...
