Equinox é um momento em que o sol se posta bem acima da linha do Ecuador. Logo, algo grandioso, como o cavalo que ostenta este nome em pista.
Quem acompanhou a esta última incursão de Equinox, há de ter notado que sua vitória foi segura, mas nem de perto pela distância que muitos acreditavam que ele iria vencer. Teria sido uma decisão de suas conexões ou era exatamente isto que ele tinha preparado ao estar de volta, depois de uma estafante aventura em terras árabes.
Poucos, foram aqueles que voltaram de Dubai e demonstraram a mesma capacidade locomotora que tinham antes de ir. E em provas de graduação máxima, acredito que apenas Street Cry, que eu me lembre. Pois é, eu acho que sua volta foi dosada naquilo que suas conexões achavam o mínimo suficiente, depois, de ele estabelecer 2´25´´e um pouquinho, determinado como recorde na Sheema Classic.
Corri a Sheema Classic com Hard Buck, que foi alcançado encima do laço, e sei o tempo que levou para ele voltar a ser aquilo que demonstrou ser no King George, que na minha opinião, nem de longe representava o que ele foi um dia.
Equinox deve ter corrido com 80% de seu potencial e por isto manteve-se atrás, fez a curva aberta e por fora de todos, quase a meio de raia, venceu e a mim, pelo menos convenceu. Pois, em momento algum nos metros derradeiros, senti sua vitória colocada em perigo ou sua posição ameaçada.
Não sei qual será seu Timeform. Não dou muita bola para isto. Outrossim, na primeira turma japonesa - aquela que anda aterrorizando a todos aonde aterriza - ele demonstrou supremacia, em situação adversa. Imaginem no Arco, bem preparadinho?
Seis corridas, quatro vitórias e duas segunda colocações, na plenitude de seus quatro anos. O que em outras palavras quer dizer fresh.