Quando ultrapassa-se os 60 você passa a evitar qualquer assunto polêmico, porém, em se tratando de turfe, anseia-se por rivalidades, que lhe façam ter maior interesse por determinada carreira.
Infelizmente em nosso turfe, muito poucas são as rivalidades, pois, nossas gerações pelo tamanho que tem atualmente, dificultam em muito, o aparecimento de dois elementos que disputam o mesmo quintal, em termos de distância. Outrossim, acho que termos nesta temporada duas rivalidades: uma na milha entre Ushuaia Ibiza e Bien Sureno e outra recentemente iniciada entre Mandrake e Oriana do Iguassú.
Sobre a primeira, embora o filho de Gloria de Campeão, tenha ganho os dois últimos embates, os GPs Presidente da Republica de Cidade Jardim e Gávea, na última, Bien Sureno deixou a impressão que com alguns metros a mais, levaria a melhor. Logo, a rivalidade permanece.
No caso da segunda, ela foi criada em muito, pela metros finais do Suckow, onde originou-se uma celeuma. Volto a repetir o que disse, se comissário fosse votaria pela manutenção do resultado, mas não acharia nenhum absurdo que meus dois companheiros votassem contra. Mas primeiro não sou comissário. Segundo, não almejo ser. E terceiro, assim sendo, a minha opinião não tem o valor algum. É a de um turfista como outro qualquer.
Ano passado, foi levantada a rivalidade entre esta mesma Oriana do Iguassu, e In Essence, embora a útil tenha ganho os dois Suckows que participou, tendo como segundo colocado, em ambas, Overath. In Essence retirou-se deixando o trono da velocidade vago e parecia que Oriana iria estabilizar-se, como a principio aconteceu. Mas quiz o destino que Mandrake aparecesse para criar algumas duvidas sobre esta titulação.
Eu continuo mantendo minha posição de neutralidade, colocando ambos contendores, como possíveis participantes de um mesmo patamar nacional. O mais alto de sua modalidade, a velocidade. Não quero nem compara-los a In Essence, que coabita este patamar, assim como Mensageiro Alado, Mr. McCartney, Pico Central, Old Dodge e Clausen Export. Quero apenas afirmar que ambos ascendem a esta posição.
Outros podem adir ou retirar nomes. Acredito que as pessoas tem o direito de nominar suas preferências, independentemente de virem a estar agradando ou desagradando a quem que que seja. Não existe característica mais importante para mim, do que opinar livremente, contudo sei quão difícil é saber usar esta liberdade, conscientemente.
Os dois lados, acreditam ter o elemento chave. Pelo menos, é o que parece com publicações por ambos expostas recentemente. Quem está com a razão? Certamente não cabe ao analista decidir.

