Nunca entendi haver no Brasil dois mercados em se tratando de corridas de cavalos, classificados sob um mesmo Stud Book. Qual a necessidade de diferencia-los? Por causa da distância? Do desenho das pistas, ou foi aquela vontade enorme que o brasileiro tem de ser diferente?
Porém, pouco a pouco, estes dois mundos, antes intransponíveis cada um a seu modo, vão se tornando apenas mais um, e acredito que alguns personagens através do tempo, a iniciar-se como o João Carlindo e o Ponta Porá, vem construindo pontes de união entre estes dois mercados.
O Cima, o Rio Iguassu, a exemplo do Ponta Porá, estão criando hoje para as duas modalidades e tendo êxito em ambas. Isto não é inolvidável? E quando vemos alguém como o Adriano Quadros, ser presidente da principal cancha reta, a de Carazinho, frequentar e discutir pedigrees com a gente do hipódromo, sinto que é uma questão de tempo, termos um só turfe.
Em termos de jogo, muito temos a a prender com eles. E em termos de conhecimento de cruzamentos, acredito que tenhamos algo a oferecer.
As novas provas idealizadas em formas de Copas, é um avanço natural da atividade, assim como reprodutores, como o nosso Tiger Heart, que depois de ser coroado o Rei das Retas, teve no último Grande Prêmio Major Suckow, três filhos seus, sendo os três primeiros colocados. Isto não o faz voltar no tempo, quando os filhos de Flying Boy, em várias pencas eram proibidos de correr? Serão agora os de Tiger Heart? Pergunte-mos ao Adriano.
Muitos me perguntam como e porque selecionei Tiger Heart para vir ao Brasil? Logo eu que não tenho na seleção de reprodutores o meu motivo maior como agente. Quem quizer saber, que compareça amanhã a noite na live do Ninho do Albatroz, as 21.30 horas, na plataforma da revista Horse, no You Tube, e venha conhecer também de tudo que é necessário se saber de corridas de retas, por um daqueles que detém o conhecimento de causa, o Adriano Quadros.